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Olimpia, 08 de Setembro, 2020 - 12:29
“Amor e Sorte”, mais uma produção da quarentena

1- O episódio de “Amor e Sorte” escrito por Alexandre Machado para Lázaro Ramos e Taís Araujo mostra como a exaustão pela convivência excessiva pode afetar um casal / GB Imagem

 

2- Caio Blat e Luisa Arraes protagonizam texto deles próprios e de Jorge Furtado, que fala sobre um relacionamento que começa exatamente quando as pessoas precisam entrar em confinamento / GB Imagem

 

3- Cena de “Amor e Sorte”, no episódio no qual Emilio Dantas e 
Fabíula Nascimento protagonizam a história de um casal que caminha para o divórcio quando o isolamento começa / GB Imagem

 

4- O quarto episódio de “Amor e Sorte” promete surpreender o público em cenas protagonizadas por Fernanda
Montenegro e 
Fernanda Torres, interpretando mãe e filha que precisam lidar com o isolamento e seus fantasmas do passado / GB Imagem

 

5- “Amor e Sorte” é o primeiro trabalho do autor Alexandre Machado após a partida de seu grande amor 
e parceira de profissão, Fernanda Young / GB Imagem

 

A quarentena trouxe para as pessoas rotinas e vivências nunca antes experimentadas. Muitos de nós nos vimos diante de conflitos internos, mas também externos, principalmente com as pessoas isoladas por tempo indeterminado. São situações nascidas neste cenário que levaram Jorge Furtado a criar a série “Amor e Sorte”. São quatro episódios independentes que devem ir ao ar nas noites de terça-feira, três deles com direção artística de Patrícia Pedrosa e outro com a direção artística de Andrucha Waddington. “A situação-limite que estamos vivendo, confinados, em convivência forçada, amplifica todos os princípios da relação. Casamentos, amizades e parcerias são colocados à prova numa quarentena e podem sobreviver, mais fortes, ou sucumbir”, comenta Jorge Furtado sobre a mensagem em comum nos episódios. 

Para a diretora, Patrícia Pedrosa, a série poderia ser considerada um “reality show da dramaturgia”, pois os bastidores, no contexto em que a produção está inserida, têm uma grande importância para a compreensão do conceito do produto. “A série tem três episódios filmados única e exclusivamente pelos nossos atores. Ninguém entrou na casa deles. Deixamos a câmera, o equipamento de som, de luz, os figurinos, os materiais de arte, enfim, tudo que precisamos num set de filmagem, na porta da casa deles. Eles receberam todo esse material higienizado, montaram e operaram os equipamentos sozinhos, apenas com nosso direcionamento virtual. Houve toda uma equipe on-line trabalhando com eles: fotógrafo, figurinista, assistentes de direção, diretores, técnicos, produtores de arte, etc. Estamos descobrindo uma nova maneira de filmar”, relata.   
Cada episódio desta série é uma poesia diferente sobre a quarentena, e cada trama foi pensada especialmente para ser interpretada por grandes nomes da dramaturgia que passam este período juntos.  
Lázaro Ramos e Taís Araujo são os personagens do episódio assinado por Alexandre Machado, no primeiro trabalho após a partida de seu grande amor e parceira de profissão, Fernanda Young. Neste episódio, ele retrata um casal confinado que, ao divergir sobre uma questão ideológica, chega a uma grande discussão matrimonial turbinada pelos nervos à flor da pele.  

Caio Blat e Luisa Arraes protagonizam texto deles próprios e de Jorge Furtado, que fala sobre um relacionamento que começa exatamente quando as pessoas precisam entrar em confinamento. Emilio Dantas e Fabíula Nascimento protagonizam a história de um casal que caminha para o divórcio quando o isolamento começa, com texto assinado pelas autoras Jô Abdu e Adriana Falcão.  
O quarto episódio promete surpreender o público em cenas protagonizadas por Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, interpretando mãe e filha que precisam lidar com o isolamento e seus fantasmas do passado. O texto é de Antônio Prata ao lado de Chico Mattoso, Fernanda Torres e Jorge Furtado. O episódio conta com a direção artística de Andrucha Waddington, marido de Fernanda Torres, que conduziu as gravações ao lado dos filhos, Pedro e Joaquim e do diretor de fotografia João Faissal. A equipe contou com produção remota de arte e de figurino e foi captado presencialmente na região serrana do Rio de Janeiro, onde a família passa esse período.  
No caso dos outros casais, os atores operam seus kits individuais de equipamento e foram dirigidos à distância por Patrícia Pedrosa. Neste momento em que as funções no "set" se misturam e se adaptam, Luisa Arraes, Caio Blat e Lázaro Ramos fizeram uma dobradinha com Patrícia na direção de seus respectivos episódios, e o diretor Ricardo Spencer completou a equipe de direção no episódio de Emilio e Fabíula. 

A produção à distância em si, inclusive, foi uma das razões que levaram Jorge Furtado a pensar na série. “Este projeto surgiu da vontade, da necessidade, da urgência de autores, atores e técnicos de produzir em tempos de pandemia. A doença impede o encontro de equipe e elenco, que é o fundamento do nosso trabalho. Então, lembrei que muitos atores estão confinados juntos, ou porque são casados, ou porque são mãe e filha, amigos, irmãos. E pensei na possibilidade de criar dramaturgia para duplas já confinadas, ambientadas em suas próprias casas. São pequenos duetos e jogos cênicos com grandes atores”, define Furtado. 

O episódio escrito por Alexandre Machado para Lázaro Ramos e Taís Araújo mostra como a exaustão pela convivência excessiva pode afetar um casal. "O episódio fala do limite emocional pelo qual todos nós passamos durante essa quarentena. O confinamento forçado leva as emoções ao extremo, e nos vemos vivendo conflitos antes inimagináveis, sobre os assuntos mais prosaicos. Na história, acompanhamos como um casal reage a um panelaço, transformando uma crise política numa crise matrimonial. Vemos a dor e o ridículo disso”, adianta Alexandre.

Este é o primeiro trabalho de Alexandre Machado após a morte de Fernanda Young, sua companheira de décadas. O autor relembra o amor e a sorte que envolveram este relacionamento. “Conhecer Fernanda foi a melhor coisa da minha vida. Em todos os sentidos. Amorosamente, profissionalmente, espiritualmente, existencialmente. Ninguém aproveitou mais a Fernanda do que eu, foram 25 anos casados, muita sorte, realmente. Eu não seria 10% do que sou se não fosse por ela. Na verdade, não estaria nem vivo se não fosse por ela. Não teria esses quatro filhos, que hoje são tudo para mim. Mas não foi apenas sorte, porque nós dois nos dedicamos a ter um projeto de vida que foi muito além de marido e mulher. Foi não, continua sendo, pois ainda continuo no mesmo projeto traçado por ela. E pretendo encontrar com ela em muitas outras encarnações”. O episódio tem uma pequena dedicatória no final. “Escrevi o texto para ela”, conta. 

“Amor e Sorte” é mais uma opção inédita neste tempo de pandemia na qual as emissoras foram obrigadas a reciclar conteúdos e colocar no ar reprises. Sem dúvida alguma os telespectadores agradecem.


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