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Olimpia, 09 de Setembro, 2018 - 22:36
A hipocrisia de querer destacar o que não tem como ser destacado

“Como querer que todos sejam felizes, se não ensinamos nossas crianças e adolescentes a Ser e apenas criamos animais preparados para lutar para Ter, para consumir e viver na guerra insana pela mera sobrevivência, como robôs programados para continuar na situação milenar de escravidão que a maioria se encontra desde quando a história conseguiu alcançar? Não existe saída coerente, que não passe pela conscientização de que precisamos criar cidadãos críticos, reflexivos, que sejam ensinados a buscar o conhecimento suficiente para questionar a vida, refletir sobre tudo e construir a sua própria teoria, a sua própria verdade, que poderá ser a de que felicidade é apenas uma questão de harmonia de si para com a natureza, com os que o rodeiam, com o seu mundo e o dos seus.”

Mestre Baba Zen Aranes.

CHOCANTE? ...

... Para muitos, saber que algumas perguntas, ou exames, ou provas, cuja aplicação é questionável, levaram à classificação de que estamos criando uma geração, aquela que irá nos substituir, com mais de 90% por cento de seres semialfabetizados, pode ser alarmante, desanimador, para não dizer, brochante.


ESTE DADO ...

... surgiu esta semana com a divulgação dos resultados do Ideb, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino.

VÁRIOS MUNICÍPIOS, ...

... Estados e Governos, mesmo com o destaque dado para o fato de que o Ensino Médio não está servindo para nada e mesmo que mais de 90% dos que concluem as duas etapas, fundamental e médio, ou seja, a maioria esmagadora, não adquiriu conhecimentos mínimos das duas disciplinas básicas para exercer e entender a própria vida: português e matemática, acabaram destacando suas evoluções em comparação com anos anteriores, como se isso fosse sinônimo de estar no caminho certo.

NA VERDADE, ...

... o que se denota é que todo o sistema está falido. Entrou num círculo vicioso que fica rodando sobre si, e, sequer consegue ficar num mesmo patamar; o que se viu, ao longo das últimas décadas foi uma total degradação do ensino. O método da linha de produção, com certeza, chegou ao fim.

NÃO DÁ MAIS ...

... pra colocar crianças dentro de salas abarrotadas, empilhadas como se fossem peças de uma linha de montagem e, ao final, formar cidadãos conscientes de sua própria existência.

O SER HUMANO ...

... é único e cada um nasce com condições de se transformar em um gênio, basta descobrir qual é a sua genialidade. Mas, nos presídios escolares de hoje, apenas alguns poucos chegam ao final do ciclo básico com suas potencialidades despertas.

EM RAZÃO ...

... desta degradação geral é que o Brasil chega ao fundo poço. São milhões de seres que são transformados em zumbis perambulando pelas ruas, para servir de escravos de um pequeno e seleto grupo que teve a oportunidade de evoluir suas capacidades inatas.

MAS NÃO  ...

... é lógico, racional, comemorar que notas melhoraram no ensino fundamental e pioraram no ensino médio. Na verdade, se a base está podre, o resto não se sustenta. E esta deve ser a realidade a se considerar. O sistema faliu. Não tem como prosperar.

MAS NEM TUDO ...

... está perdido. Tem muita gente da área fazendo experiências, discutindo fórmulas, elaborando prováveis estratégias. A saída existe, o que é preciso é conscientização de quem decide, a chamada vontade política.

E UM DOS ...

... exemplos veio de uma escola do próprio município que adotou uma nova experiência permitida pelo governo estadual e que tenta corrigir as principais falhas do sistema que está moribundo.

O FATO, ...

... é que sua classificação no Ideb foi até destaque da TVTem de Rio Preto. A Escola Estadual Capitão Narciso Bertolino, há vários anos se transformou em escola de tempo integral. Lá os alunos estudam das 7 às 15 horas, salvo engano. Mas outras também se transformaram e nada de novo se estabeleceu.

MAS NÃO ...

... passam o tempo vendo professores encherem a lousa de informações para serem decoradas para o dia da prova.

SÃO ENSINADOS ...

... a ser protagonistas e donos de sua própria alma; a conhecer o valor da solidariedade; a buscar o conhecimento através da pesquisa, de seminários onde dão aulas, discutem e se ajudam; enfim, onde cada um é um, sujeito de dons e dificuldades, mas que podem ser superadas e avançadas em conjunto. São únicos, trabalhando em conjunto a própria unicidade.

NO ENTANTO, ...

... sem confirmação oficial, seus professores são selecionados entre os melhores e exclusivos da própria escola, ganhando na faixa de R$ 5 mil por mês e cada um entrando de cabeça no próprio projeto.

É UMA SAÍDA. ...

... Mas existem outras, outros exemplos, outras teses. O que é preciso é que aqueles que têm poder de mando deixem a hipocrisia de lado e assumam que estamos indo do nada para lugar algum, e, deixem a perfumaria de lado para aplicar as próprias experiências que já estão em andamento e que estão dando certo, ou uma mistura bem dosada do que tem de melhor.

A REALIDADE ...

... é chocante e mostra que muito precisa ser feito. Mas não dá para querer mudar privatizando o ensino e não valorizando o profissional mais importante, aquele que trabalha a formação de todos os outros: o professor.

E TAMBÉM ...

... não dá pra ficar colocando a culpa na educação que vem do berço, pois esta é apenas uma formatação inicial, a instalação do Windows, que deve e tem que ser questionada na adolescência e pelo resto da vida, sempre que se adquire mais conhecimento e a visão se alarga.

É PRECISO, ...

... sim, segundo este ser vociferante, ensinar a criança apenas as noções básicas das chamadas disciplinas, dando ênfase nas duas principais e mais utilizadas, que é português e matemática. E, concomitante­mente, ensinar o ser a utilizar as ferramentas hoje existentes (ensinar a pesquisar na internet), buscar os melhores lugares (antes só tínhamos a Barsa e o próprio professor) para obter informações e transformá-las em conhecimento. Enfim, criar seres reflexivos que consigam conhecer e questionar a si mesmos, para poder entender o mundo.

José Salamargo – pedindo licença para reviver o eterno poema musicado dos tempos da ditadura.

“Caminhando e cantando; E seguindo a canção; Somos todos iguais; Braços dados ou não; Nas escolas, nas ruas; Campos, construções; Caminhando e cantando E seguindo a canção.

Vem, vamos embora; Que esperar não é saber; Quem sabe faz a hora; Não espera acontecer.

Pelos campos há fome; Em grandes plantações; Pelas ruas marchando; Indecisos cordões; Ainda fazem da flor; Seu mais forte refrão; E acreditam nas flores; Vencendo o canhão.

Vem, vamos embora; Que esperar não é saber; Quem sabe faz a hora; Não espera acontecer.

Há soldados armados; Amados ou não; Quase todos perdidos; De armas na mão; Nos quartéis lhes ensinam; Uma antiga lição; De morrer pela pátria; E viver sem razão.

Vem, vamos embora; Que esperar não é saber; Quem sabe faz a hora; Não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas; Campos, construções; Somos todos soldados; Armados ou não; Caminhando e cantando; E seguindo a canção; Somos todos iguais; Braços dados ou não.

Os amores na mente; As flores no chão; A certeza na frente; A história na mão; Caminhando e cantando; E seguindo a canção; Aprendendo e ensinando; Uma nova lição.”

Vem? Vamos embora, Que esperar não é saber?

 


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