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Olimpia, 10 de Novembro, 2019 - 20:24
A narrativa sobre um amigo que “setentou”


“O que é a vida senão o visualizar
de alguns momentos que não dá
para mensurar. Começa sem a
gente saber e quase sempre
termina sem a gente esperar.
É preciso, então, ser feliz todo
o tempo para do todo aproveitar.
Mas qual seria o melhor conceito
de felicidade que se poderia utilizar?”.
                Mestre Baba Zen Aranes.


DESTA VEZ ...
... não vamos refletir sobre os coronéis, sobre a falta de transparência, sobre a aparente desumanidade de alguns no trato com os outros, mas sim, vamos tentar entender quão finita, quão frágil e como é rápida esta tal de vida que faz com que tenhamos que parar sempre, pelo menos por alguns instantes, para cultuar os sentimentos que compõem o nosso próprio existir.

RESPIRAMOS ...
... bilhões de vezes para manter todo um sistema complexo de fios (nervos), de peças (órgãos) e, principalmente o sistema de processamento de dados (cérebro) oxigenado. Tudo isso abastecido e alimentado por um sistema energético mais complexo ainda mantido através de sistemas de biomassa, complementado pela extração de força da própria água, que transformados em sangue, além de fazer a manutenção constante de todas as nossas peças (órgãos) também geram a eletricidade (impulsos elétricos) que proporcionam o nosso sentir e pensar, refletir e até caminhar.

SOMOS UMA ...
... máquina quase perfeita, em razão disso sempre copiada por cientistas e curiosos que inventaram a informática e, atualmente, tentam ir além com a tal da inteligência artificial.

NO ENTANTO, ...

... o mais difícil de se imitar é justamente a parte menos explicável e a mais difícil de controlar na nossa máquina que são os pulsões e até as reações, onde utilizamos o recurso único dos animais, o chamado instinto.

ENTENDERAM ...

... alguns que dedicaram boa parte deste tempo finito de cada um a estudar o bicho homem, que a capacidade de pensar e refletir, aliada ao acesso a partes de armazenamento profundo quando estamos em estado de arte, nos faz ter a emoção no lugar do instinto e nos transforma em super-homens e supermulheres quando conseguimos entrar no transe maravilhoso em que aflora a criatividade, a natureza de cada um que, para Nietzsche, emana das profundezas do inconsciente.

PARA ALGUNS ...

... a felicidade do homem estaria em desenvolver a sua própria natureza, ou seja, aquilo que consegue fazer evoluir dentro de si e para fora de si com mais habilidade emocional e reflexiva, não apenas prática. Aquilo que é a sua finalidade e por derivação, aquilo que consegue desenvolver com prazer, com alegria e atingir o bem supremo, que seria o bem social, o bem de todos.

ESTE PREÂMBULO ...

... tem como finalidade a construção de uma tese, uma narrativa, sobre um ser que conseguiu atingir estágio tal que poucos chegaram, ou seja, o da realização desta virtude, de sua própria natureza, ou daquilo que era a sua finalidade humana.

CHEGOU AO PONTO ...

... supremo de ser considerado a última instância em toda uma região na sua arte, na sua virtude. Quando a maioria não consegue resolver, ele entra em ação e realiza a finalidade da sua natureza que é restaurar a saúde do outro.

É SIMPLES: ...

... é só a gente tentar refletir sobre quais seres de nossa sociedade podem ser considerados os “papas”, os melhores, os que estão num patamar de verdadeiro mestre em sua arte?

SÃO POUCOS ...

... num mundo tão corroído pelo egoísmo e mesmo pela falta de amor ao próximo, em que nos transformamos em seres impiedosos e que julgamos o próximo meramente pelo nosso umbigo. “Se não pensam iguais a mim, não merecem nem viver”.

A VIRTUDE, ...

... como desenvolvimento de sua natureza, ou seja, aquilo que você “nasceu para ser”, no sentido figurado e sem o condão do místico, embora formadas pelo aprendizado e pela prática, constroem essa diferença.

E A MEDICINA ...

... quando desenvolvida como arte, como aptidão, como sacerdócio, leva ao bem supremo que é o bem do próximo, o bem de muitos e não apenas o bem pessoal. Transforma-se muito mais num ato de entender o outro, de ouvi-lo, de ajudá-lo a se libertar de suas próprias muletas, do que simplesmente prescrever este ou aquele medicamento.

O SER A QUEM ...

... este colunista dedica esta reflexão, é uma pessoa comum em seu íntimo, mas um super-homem no desenvolver de suas habilidades. Uma criança no seu coração, mas um mestre quando se debruça sobre o outro e tenta restaurar-lhe a alma para preservar a vida. Um ser que tem defeitos, tem mágoas, tem medos, um homem comum que convive com seus próprios sentimentos, mas que consegue sempre superar tudo para realizar a sua missão.

E ESTE SER ...

... passou por momentos de pura confrontação de todos os detalhes de sua própria existência. Viveu o choque de estar do lado oposto. De experimentar na prática e não na imaginação as agruras só vistas através do outro.

ESTE SER ...

... que está elencado entre aqueles poucos que a gente realmente pode chamar de amigo, teve que fazer um tratamento intensivo de um problema ainda no início, que não carecia ainda nem de ser eliminado via cirurgia, mas que o levou a colocar em xeque toda uma existência, ao se ver como paciente à frente de outro médico, ou seja, ao se postar do outro lado.

E OS QUESTIO­­NA­­MENTOS ...

... que surgiram, nos dias que, convalescendo, sem deixar de praticar a sua arte, teve mais tempo para refletir, foi: será que o que fiz, fiz direito? Será que cumpri da melhor maneira possível o desenvolver da minha arte? Será que minha vida valeu a pena ser vivida?

CLARO ...

... que cada um só pode entender o que consegue enxergar, mas com certeza, se este teu irmão pudesse entrar na sua mente e ajudar você a construir suas narrativas, certamente, diria: está escrito na história. Você é um cara que pode olhar pra trás e dizer com certeza que cumpriu a maioria dos requisitos que um dos filósofos gregos do passado entendia como necessária para se chegar ao bem supremo.

VOCÊ FOI E É O CARA ...

... na sua arte e foi o ser humano, humano até demais, em sua vida de reles mortal.

ESTE SEU AMIGO/IRMÃO ...

... neste momento em que você está “setentando” e voltando para sua terra renovado, com novidades e força total para viver por muitas décadas ainda, só destacaria uma coisa: “continue a ser esta criança de coração grande, sem deixar de praticar e desenvolver com o olhar de mestre esta sua arte milenar.

OU SEJA, ...

... continue a ser o que você sempre foi: o cara.

PARABÉNS, ...

... amigo, não pelo aniversário, pois após sete décadas sua disposição é comparada a de um adolescente, mas por simplesmente existir e ser membro efetivo de uma comunidade em que você faz a diferença, é um de seus maiores ícones e que recebe em troca o amor e o reconhecimento de todos que o conhecem e já foram ouvidos por você em seu confessionário, que ga­rantiu, garante e garantirá o continuar de muitas vidas.

José Salamargo – cumprimentando com afeto, com amor, o seu grande amigo, o grande irmão, Nilton Roberto Martines.


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