iFolha - Alô, companheiros de elite. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas.

Ifolha - Folha da Região


Olimpia, 15 de Dezembro de 2018
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 15/12/2018
REGISTRE-SE
SUGIRA O SITE PARA UM AMIGO

 


Notícias
Arte e Cultura
Cidades
Comportamento
Economia/Turismo
Educação
Esportes
Falecimentos
Geral
Justiça
Polícia
Política
Saúde
Entretenimento
Bastidores/TV
Beleza
CD/Dicas
Cinema
Classificados
  - Casas
  - Carros
  - Motos
  - Diversos
Coluna da Bruna
Culinária
  - Doces
  - Salgados
Datas
Dicas
Empresas
Horóscopo
Humor
Livros
Notícias/TV
Novelas
Perfil/TV
Viagem
Viver Bem
Opinião
Artigos
Coluna do Arantes
Editorial
Zanoliando
Rádio / TV
Canal da Nicole
Radio iFolha
TViFOLHA

Ifolha

Olimpia, 05 de Outubro, 2018 - 17:38
Alô, companheiros de elite. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas.

Ricardo Semler
(publicado originalmente na Folha de São Paulo)

Na Fiesp, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconhei­ro. Chamamos os 112 presidentes de sindicato, vieram 8. Ninguém topava falar com “comunista”. Alguns anos depois, fui ao Roda Viva para alertar contra a eleição do Collor, queridinho passional das elites.

Recentemente, realcei que a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a “eleger” o Temer e seus 40 amigos. Ninguém da elite quis ir às ruas para pedir antecipação de eleições. Erraram feio, como no passado, ou como quando deram as chaves da cidade ao Doria. Quanta ingenuidade.

Agora, estremeço ao ouvir amigos, sócios e metade da família aceitando a tese de que qualquer coisa é melhor do que o PT. Lá vamos nós, de novo. As elites avisaram que 800 mil empresários iriam para o aeroporto assim que Lula ganhasse. Em seguida, alguns dos principais empresários viraram conselheiros próximos do homem.

Sabemos que, em vencendo Haddad, boa parte da Faria Lima e da Globo se recordará subitamente que foi amiga de infância do Fernandinho —”tão boa pessoa, nada a ver com o Genoino, gente!”.

A reação de medo e horror da esquerda, Ciro incluso, é ignorante. Vivemos, nós da elite, atrás de muros, cercados de arames farpados e vidros blindados, contratando os bonzinhos das comunidades para nos proteger contra favelados. Oras, trocar vigias com pistolas por seguranças com fuzis é um avanço? Ou é melhor aceitar que o país é profundamente injusto e um lugar vergonhoso para mostrarmos para amigos estrangeiros?

Vamos continuar na linha do projeto Marginal, plantando ipês lindos para desviar a atenção do rio?

Não compartilho com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, o PSDB. Nunca pensei em me filiar ao PT, nunca aceitaria envolvimento num Conselhão de Empresários, por exemplo.

Apenas reconheço que as elites deste país sempre foram atrasadas, desde antes da ditadura, e nada fizeram de estrutural para evitar o sistema de castas que se instalou.

Nenhum de nós sabe o que é comprar na C&A e ser seguido por um segurança para ver se estamos para roubar, por sermos de outra cor de pele. Todos nós nos anestesia­mos contra os barracos que passamos a caminho de GRU, com destino à Champs Élysées.

Este é um país que precisa de governo para quem tem pouco, a quase totalidade dos cidadãos. Nós da elite, aliás, sabemos nos defender. Depois do susto, o dólar cai, a Bolsa sobe, e voltamos a crescer. Estou começando três negócios novos neste mês.

Qual de nós quer pertencer ao clube dos países execrados, como Filipinas, Turquia, Venezuela? É um clube subdesenvolvido que foi criado à força, mas democraticamente, bradando segurança e autoridade forte. Soa familiar?

Quem terá coragem, num almoço da City de Londres, de defender a eleição de um capitão simplório, um vice general, um economista fraco e sedento de poder, e novos diretores de colégio militares, com perseguição de gays, submissão de mulheres e distribuição de fuzis à la Duterte?

Lembrem-se desta frase do Duterte, a respeito de uma australiana violentada nas Filipinas: “Ela era tão bonita —eu deveria ter sido o primeiro”. Impossível imaginar o Bolsonaro dizendo isso?

Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queria e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar, também. Confiem.

Ricardo Semler - Empresário, sócio da Semco Style Institute e fundador das escolas Lumiar; ex-professor visitante da Harvard Law School e de liderança no MIT (EUA).

 


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 16 de Outubro, 2018

É revoltante um líder da elite tradicional afirmar que seguranças seguem, numa loja qualquer, alguém fazendo compras e que também pode estar surrupiando alguma coisa, só porque é de outra cor...ou então, digamos, um favelado! E não contente, ainda revela (já disse isso de C. Buarque), que vira o rosto (anestesiamos!) toda vez que vamos para o Aeroporto de Guarulhos tomar o avião rumo a Paris. É de uma insensibilidade (irresponsabilidade!) sem limites, principalmente para um empresário, que pela sua formação intelectual-humanística, deveria se comportar, com mais lhaneza e cosmopolitismo ao se referir aos pobres e miseráveis que -êle, os 800 que sairiam do país, mais os Oldebrecht´s, UTC´s e milhares de impatrióticos sonegadores e corruptos de menor monta - se enriqueceram às custas da miséria social que permeia e caracteriza o país.E também de mal grado, reproduzir estas ofensas, num jornal ainda que provinciano, se achando que desta maneira, temos aí mais um representante da elite, desconsiderando a asnice de Bolsonaro e dando um voto de confiança -mesmo encartando um entre aspas sobre os 12 anos de erros sistemáticos, sem no entanto dizer que isto foi corrupção - e se alinhando ao PT com a possibilidade de, num segundo ciclo, ser melhor que o Centrão. Esqueceu, no entanto, de dizer, (infelicidade desse ser iluminado por Harvard, que o lulismo não se fez de rogado ao inocentar Collor (Lula disse : quero fazer justiça ao senador Collor -in Estadão 150709), ou então fazer lobby para ajudar Eike Batista, cf. mostra foto (e texto) in Veja de 230313 sobre investimento no Porto de Açu, viabilizando audiência com Dilma x Eike e ainda o que é pior: ver in Estadão 12042013, quando Renan afirmou peremptoriamente e triunfal, dizendo a Lula: a união (p)MDB-PT, vive um grande momento. E sem se alongar, todos nós sabemos como foi a coalizão lulista com o clã dos Sarney´s e outras figuras que, em algum tempo, e ainda hoje, são e estão ligadas diretamente ao Centrão. É difícil (devido o constrangimento!) aceitar e fazer auto-crítica o tempo todo, desde que o lulismo-petista enveredou pelo caminho do toma-lá-dá-cá (troca de favores) e arrebentou com a provável implementação do nosso programa de governo para o Brasil, de caráter democrático e popular (o docto. diz popular!) , representará uma ruptura com o atual (2002) modelo econômico, fundado na abertura e na desregulação radicais da economia nacional e na consequente subordinação de sua dinâmica aos interesses e humores do capital financeiro globalizado(in C.D.P.G. do PT p o Br. Recife 2002). Muita gente desconhece esse compromisso que uma simples carta de adesão ao Monstro-Mercado e à mesmice praticada pela era-FHC, assinada por Lula, pôs fim à novíssima e inédita tentativa de, de forma ousada, acabar com o conformismo fatalista de somos assim mesmo e que RS corrobora ao afirmar que o Brasil é maior que isto, e as elites podem ficar, também. Elas, já são mesmo bem maior que isso, visto que, diferente da elite americana e européia, preferem os paraísos fiscais para internar suas fortunas conquistadas através de meios - a maioria das vezes ilícitos - in contrariu da ética e da justiça social, escondendo do povão encabrestado as profundas desigualdades econômicas e sociais e políticas...(o mesmo docto.) Outras maravilhosas figuras de linguagem que RS usa pra abrilhantar seu texto cavernoso e odiento para sublinhar as diferenças entre ricos e pobres, são narcisistas de quem usufruiu sistematicamente das escolhas do lulismo em pedir votos dos pobres, pedir dinheiro aos ricos e mentir para ambos. Assim é fácil para a maioria dos empresários (im)patrióticos que do nada, sem saber fazer nada na vida (enquadraria Lulinha) se tornaram mega-empresários, em desacordo com o milenar ensinamento que aprova os estóicos que denodamente, fiéis à honestidade e a ética, constroem impérios que distribuem justiça, igualdade social e paz. Mas isto fica para uma sociedade civilizada que, ao rejeitar o esgarçamento democrático como acontece na Venezuela, Síria, Filipinas, Turquia...não fica em cima do muro, embasbacada, ouvindo e assistindo promessas de um segundo ciclo. É muita ingenuidade! (ou talvez, aguarda a volta daqueles 12 anos). Nesse diapasão de nós contra e-lles é que o clientelismo das mais diversas cores, incluindo essa perigosa onda direitista movida pela adesão oligárquica em torno de um enfezado capitão reformado, vai batendo de frente contra outro pau-mandado lapidado nos encontros de uma cela em Curitiba, reforçando essa perversa dualidade (des-combinação) entre um provável sistema centralizador totalitário e um programa sustentado pela promessas (que virou mentira contra a cidadania) que só se sustenta pela ambição de Poder e faz uso dos pobres como bucha-de-canhão. Ricardo sabe disso, mas não é momento para dizê-lo!

 
Ultimas Noticias
15 de Dezembro, 2018
Thermas inaugura nas próximas semanas seu toboágua gigante que homenageia o Folclore - 162
12 de Dezembro, 2018
Polícia faz busca e apreensão em Escritório de advocacia de Olímpia - 285
12 de Dezembro, 2018
Assaltantes levaram mais de 20 baterias da Auto Elétrica do “Dirceu” - 90
12 de Dezembro, 2018
Ex- vereador é roubado por motociclista quando esta sentado na Praça da Cizoto - 166
12 de Dezembro, 2018
Empresário é roubado e leva tiro centro da cidade - 124


Compartilhe: Facebook Orkut Twitter
       




























Site oficial do jornal Folha da Região de Olímpia | Fone: (17) 3281 6432
Desenvolvido por Infinity Web Sites