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Olimpia, 13 de Janeiro, 2020 - 15:09
Altas temperaturas podem afetar a saúde de idosos

Se o verão é tempo de férias e tempo de ficar mais tempo ao ar livre, também é tempo de redobrar os cuidados com as pessoas idosas.
Os geriatras explicam que a temperatura elevada e a qualidade do ar ruim pode fazer muito mal para pessoas acima de 65 anos.  A hipertermia é responsável por um expressivo aumento de internações nesta época do ano, especialmente de idosos, que normalmente têm uma transpiração menos eficaz por conta do processo de envelhecimento. As pessoas que já tratam de hipertensão, doenças renais, de pulmões e coração são muito mais suscetíveis ao calor. Outros grupos de risco incluem pessoas muito acima ou abaixo do peso ideal, que fazem uso de diuréticos, sedativos, tranquilizantes e reguladores de pressão, entre outros. Sob calor extremo, o corpo tem de trabalhar muito mais para manter a temperatura interna em padrões saudáveis. Sendo assim, os idosos têm risco aumentado para insolação, cãibras, exaustão e até mesmo infarto e derrame.

Nesta época do ano, o ideal é manter os idosos num ambiente fresco e arejado, longe do sol. A ingestão de líquidos é altamente recomendada, com exceção de bebidas alcoólicas e cafeínas. Muitas pessoas acreditam que já ingerem quantidade suficiente de água quando tomam seus medicamentos, mas isto não é verdade. O bom mesmo é aumentar a oferta de água e chás gelados ao longo do dia, além de alimentos que contêm alto teor de água, como tomate, cenoura, melancia, melão, maçã, abacaxi, verduras e água de coco.

Atenção também deve ser dada à alimentação. O ideal é que seja natural, livre de alimentos industrializados, nutritiva e de acordo com as especificações do médico quanto à restrição de alguns alimentos devido à doenças pré-existentes. Como já mencionado, as frutas, verduras e legumes são sempre bem-vindos. Fuja de refrigerantes e sucos industrializados.  

De acordo com os especialistas, saber identificar quando uma pessoa está sendo afetada pelo calor extremo pode ajudar a salvar uma vida. É preciso estar atento se o idoso apresenta algum tipo de fraqueza, tontura ou confusão mental. Mal-estar, náuseas e dores no estômago, braços e pernas também devem ser acompanhados de perto, assim como alterações no ritmo da respiração.

Pessoas idosas que não têm acesso a ambientes com ar-condicionado ou até mesmo ventiladores e umidificadores de ambientes estão correndo maior risco. Nestes casos, o ideal é que familiares e cuidadores façam o possível para que eles passem o dia em locais públicos que tenham essa condição ideal, como shopping centers, cinemas, livrarias, sempre evitando estar ao ar livre entre 12 e 18 horas. Idosos com algum tipo de demência, como Alzheimer, merecem ainda mais atenção, já que podem não estar aptos a descrever sintomas de mal-estar. As ondas de calor matam pessoas no mundo todo e não é diferente no Brasil. Portanto, é preciso estar muito atento aos idosos nesta época do ano.


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