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Olimpia, 12 de Maio, 2019 - 21:03
Arquiteto diz que não autorizou a obra que matou pedreiro na Andrade e Silva

Em depoimento prestado na delegacia de polícia de Olímpia, o arquiteto Donizeti Antunes Ferreira Filho declarou que não autorizou as obras que culminaram na morte do pedreiro Paulo Henrique da Silva Teiga, de 32 anos, no último dia 17 de abril, na avenida Andrade e Silva. Admitiu que apenas estava trabalhando na regularização do terreno junto a prefeitura.

Nas declarações prestadas no meio desta semana, que estão contidas no inquérito policial que apura o caso, o arquiteto afirma que não autorizou os proprietários do terreno, Evandro Antônio Búfalo e seu tio conhecido como “Carlão da Garagem”, que são sócios no terreno, a iniciarem as obras.

Relatou na polícia, o arquiteto, que estava apenas trabalhando na regularização do terreno, tendo descoberto que as medidas do terreno eram diferentes das que estavam registradas na prefeitura. Ressaltou que somente coloca placas nas obras quando saem as autorizações da prefeitura, justificando o fato de não ter sido encontrada nenhum placa sua na obra.

Donizete afirmou que tem “áudios” alertando os proprietários para não iniciarem as obras. Também disse que alertou os proprietários para não contratarem o empreiteiro de nome Aparecido, que estaria comandando os trabalhos no local do acidente, pois era de opinião que este profissional era acostumado apenas a trabalhar em obras pequenas.

Por  outro lado, segundo a investigação do inquérito policial, estaria evidente que o motivo do desabamento do muro, teria sido o excesso de terra retirado do local e ainda as chuvas fortes que caíram nos dias anteriores. Ainda de acordo com a polícia, deverão ser ouvidas mais duas ou três pessoas e aguardada a chegada dos laudos para a conclusão do inquérito policial.

Sobre eventuais indiciamentos de responsáveis, na polícia civil informa-se que esta iniciativa deverá ser do Ministério Público, quando o próprio promotor deverá apontar aqueles que tiveram responsabilidade no acidente que matou o pedreiro.

Com o se sabe, o pedreiro Paulo Henrique da Silva Teiga, de 32 anos, morreu no dia 17 de abril, quando trabalhava em uma obra localizada na avenida Andrade e Silva, esquina com a rua Silva Jardim, juntamente com outros companheiros. Quando perceberam que o muro estava desabando todos correram, mas Paulo Henrique escorregou  e parte do muro caiu sobre o seu corpo. Ele ainda foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo da UPA de Olímpia.

 


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