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Olimpia, 06 de Novembro, 2017 - 00:24
Assassinato de jovem de 22 anos de Guapiaçu por carona do WhatsApp repercute em todo o Brasil

DA REDAÇÃO COM TVTEM

O assassinato da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, de Guapiaçu, por um carona que combinou a viagem por aplica­tivo do WhatsApp, no dia de Finados, primeiro de novembro, repercutiu esta semana em todo o Brasil.


O homem que confessou ter matado a jovem que desapareceu após dar carona combinada pelo WhatsApp, estava foragido desde março deste ano do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto (SP), quando foi solto em uma saidinha temporária, segundo informações da Polícia Civil de Rio Preto.

Jonathan Pereira do Prado já responde por oito crimes: furto, roubo, este­li­onato, extorsão, ameaça, lesão corporal, apropriação e uso de moeda falsa. Ele admitiu ter entrado em um grupo de WhatsApp com a intenção de roubar e matar a jovem.

Em entrevista à TV TEM na sexta-feira, 3, o delegado Fernando Vetorazo, responsável pela investigação, acredita que o crime foi premeditado, e agora vai apurar a participação de mais pessoas.


“O Jonathan entrou no WhatsApp e chamou a menina para a carona, disse que ia com a esposa. Mas ele premeditou o crime porque levou uma corda. Chegando perto de Itapagipe, ele cometeu o crime. Disse que foi aleatória a escolha da vítima, mas não acreditamos, porque ele entrou no grupo, esperou ela oferecer a carona, se fosse apenas para roubar o carro teria feito com outro”, afirma.

Além de Jonathan, outros dois homens foram presos em três bairros da zona norte de Rio Preto na madrugada de sexta-feira, 3.

Kelly desapareceu na tar­de de quarta, 1° e o corpo foi encontrado na quinta-feira, 2, em um córrego entre as cidades de Frutal e Itapagipe, em Minas Gerais.

O corpo foi velado durante a manhã de sexta-feira em Guapiaçu, onde Kelly morava com a família, e o enterro foi realizado no cemitério da cidade por volta das 13h.

NAMORADO ALERTOU

O namorado da radiologista, o engenheiro civil Marcos Antônio da Silva, chegou a demonstrar preocupação com a viagem, mandando mensagens no celular. Em uma delas, pediu para ela ter cuidado.

De acordo com o namorado, Kelly saiu de São José de Rio Preto, com destino a Itapagipe na quarta-feira, 1º, para passar o feriado prolongado com a família de Marcos.

O engenheiro relatou que, durante as últimas mensagens trocadas com Kelly, na noite de quarta, a jovem escreveu, por volta de 18h35, que estava iniciando a viagem e que uma menina havia desistido da carona.

Já às 19h23, ela voltou a enviar notícias, comunicando que estava abastecendo o veículo. A última vez que Kelly acessou o aplicativo foi às 19h24.

“Ela era acostumada a viajar e compartilhar carona e, geralmente, me mandava foto de quem era a pessoa que iria acom­panhá-la. Dessa vez, como foi uma moça que ligou para ela combinando por telefone, não tinha imagens. Na ligação, ela me contou que iria esta moça e o namorado dela, mas, na hora de embarcar, só o rapaz apareceu. Eu sempre ficava preocupado com ela e mandei mensagem pedindo para ela tomar cuidado. Às 20h23, voltei a procurá-la e ela não apareceu mais”, contou o engenheiro civil.

DESAPARECIMENTO

O último contato que a moça fez com a família, ainda de acordo com a polícia, foi quando parou para abastecer o veículo em um posto de combustíveis na BR-153. Depois disso, a família diz que perdeu o contato com ela.

Câmeras do circuito de segurança de um pedágio em Minas Gerais mostram a moça passando pela praça de pedágio dirigindo. Logo depois, o carro volta, mas aí é um homem que está ao volante.

A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP). O corpo da Kelly foi encontrado na tarde de quinta-feira, 2.


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