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Olimpia, 03 de Dezembro, 2017 - 20:59
Câmara e caso celular do Salata: piorando o que deveria ser melhorado

Do Conselho Editorial

No editorial da semana passada foi discutido neste espaço que a representação legislativa tem dado mostras frequentes de que busca a direção da mediocridade que outras legis­laturas trilharam.


Desmontadas as arquibancadas circenses da pior representação legislativa dos últimos cem anos, retirados do centro do picadeiro os atores mambembes que conduziram o espetáculo mambembe que aquela casa patrocinou ao longo de quatro anos, com dinheiro público, instalaram-se novos personagens no espaço.

Esperava-se e as expectativas eram grandes de que os novos nomes superassem o desgaste imposto pelos péssimos representantes de si mesmo e começassem a atuarem em prol da população, até por conta das exigências populares deste período de Lava Jato e mídias sociais cobrando posturas mais avançadas dos homens públicos.

No início, a sensação era de que se podia esperar alguma mudança, senão significativa, pelo menos mais próxima do que pode significar a defesa dos interesses da população.

Não foi bem assim. Se prestando ao papel nefasto e nada moralizador da coisa pública, em evidente e clara intervenção do Poder Executivo, alguns vereadores traíram o voto popular e foram levados à condição de Secretários.

Frustrando a expectativa dos eleitores e reafirmando a velha e condenável prática coronelista da distribuição de cargos como cumprimento de promessa de campanha e evidenciando duas coisas:

Primeiro, que as campanhas eleitorais continuam o mesmo lixo de sempre com as eternas barganhas inconcebíveis e que alguns eleitos não deveriam ser votados, pois desmerecem o voto recebido e contribuem para reafirmar a falta de independência do Legislativo em relação ao Executivo.

Eleito o presidente, imaginava-se que o mesmo, com disposição a disputar no futuro o cargo majoritário, fosse fazer à frente daquela casa algum trabalho que o colocasse em evidência e resgatasse o nome do Legislativo do descrédito em que se encontrava e se encontra.

Nada disto ficou evidenciado, pelo contrário, afora uma ou outra voz mais combativa a Câmara parece um ninho de acomodados onde não se ouve um pio sequer de alguns que coloque relevância ou sirva de destaque na discussão relativa ao futuro da cidade.

Porém, na contramão da sua história de inércia, contrariando a alguns, em descuido legislativo foi aprovada CEI para apurar o possível sumiço de aparelho telefônico (celular) daquela casa; sumiço, segundo a denúncia levado a efeito pelo ex-presidente do Legislativo Luiz Antonio Moreira Salata.

Vale lembrar que Salata havia rompido com o governo atual em razão de ter sido expelido de uma secretaria, razão pela qual, nos meios políticos, tal CEI é tida como retaliação em razão do mesmo ter saído atirando na direção da administração que até então prestigiava.

Foi dado ao caso, como é comum ao vereador Antonio Delomodarme que denunciou o possível sumiço do aparelho, uma relevância bastante acentuada e o assunto ganhou proporções nas mídias sociais e nos jornais locais, sendo alvo de vários boletins de ocorrência lavrados pelas partes.

Agora, e no editorial passado, se falava nisto, o mesmo vereador insinua que ex vereadora e Secretaria de Assistência Social pode ter reformado carro que havia sido entregue e reformado pela Câmara à sua pasta.

Tanto quanto a denúncia anterior, do celular que se alega possa ter sido utilizado indevidamente, quanto esta do carro que se sugere tenha sido reformado duas vezes, em tempo de combate feroz ao sistema de corrupção, são graves e deveriam ser apuradas a fundo, doa a quem doer.

No entanto, os ares que sopraram esta semana nos bastidores dão conta de que Salata se reaproximou de Cunha e que a fala de que o governo instalado entendia que austeridade significava neurose, péssima educação e dese­quilíbrio emocional já está sendo adocicada na boca do vereador, ex-secretário, que no seu histórico sempre primou por ser um camaleão, tendo seus discursos várias cores de acordo com suas intenções e interesses.

Se verdadeiro for o retorno, como se anuncia por ai, o vereador, e “camaleônico”ex-secretário já superou as ‘atitudes neuróticas’ e ‘a pornografia das fofocas’ que ouviu a seu respeito.

Andam falando que o retorno do que não foi, do que sempre viveu das benesses do poder, passa, nas negociações pelo fim da CEI que apura o sumiço do aparelho celular, em síntese, a Cei do vereador Niquinha pode virar pizza.

O vereador que propôs a Cei, pelo que se sabe e se ouve por ai, afirma que irá até o final na sua proposta investigativa.

E de outra forma não poderia ser. A cidade não aguenta mais estas denúncias que eram feitas, ou são feitas para calar o adversário, que cheiram a futuras negociações e a esconder coisas bárbaras de bastidores sujos, podres e corruptos.

É preciso dar uma resposta, sem perseguições ou retaliações a esta e a denúncia da possibilidade do carro ter sido reformado duas vezes com dinheiro público, sob o risco de ampliar ainda mais a desconfiança e o desrespeito que se tem do legislativo local e apontar de forma indireta quase direta que o Executivo o trata como marionete puxando as cordinhas e o movimentando de acordo com seus desejos.

E, como bem alertou em sua fala de volta à Câmara, o vereador Luiz Antonio Moreira Salata, “no campo da pornografia política, a população não merece ouvir o que passou nos bastidores”.

Isto deveria bastar para perceber que porcos e farelos se misturaram há tempos e que o desgaste talvez seja provocado pela lama em que parecem estarem chafurdados.

 


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 05 de Dezembro, 2017

Dá pena, numa linguagem bem popular; enche o saco, numa linguagem popularesca! De tempos em tempos, -mas nunca distantes- esta conversinha de mediocridade da Câmara Municipal povoa e volta a ser assunto das rodinhas que juntam outros tantos que descompromissados - e com dinheiro no banco- não se avexam em bater a linguinha nos dentes maledizendo sobre a vidinha alheia, mormente tendo como vítimas, os componentes da vereança local. Essa gente não é capaz, nem um pouco, de perceber que vereadores não caem do céu, e sempre nascem nas suas próprias famílias, entre seus amigos, na vizinhança. E que eles estão lá porque cada cidadão-eleitor, de posse dessa carta branca, escolhe as cobras criadas que lhe interessam, sem nunca atentar para a coisona pública. E depois, como os compromissos dos candidatos eleitos são sempre maiores que sua própria capacidade de atendimento, começam a aparecer os recalcitrantes e a causar mal-estar e desagrado entre os eleitores encabrestados. E nesta Menina-Moça, do eternamente igual, cada vez mais provinciana e voltada para dentro de si própria, as coisas parecem que são sempre mais marcadas pelo tom da cor das futricas, das fofocas, do desprezo ao convívio cosmopolita. Antigamente, diziam que a falta de uma faculdade, transformava Olímpia num recanto delimitado, no fim do mundo e...prontinho para o último que saísse apagar a luz. Surreal, com o advento das novas mídias sociais, da internet, do aproximação global, acreditava-se que a cidadezinha, sem nenhuma alcunha e que acabou virando Capital do Folclore e depois Estância Turística, fosse se redimir. Ledo engano! As picuinhas que transbordam nas instituições só estão garantindo que o pacto da oligarquia local continua atual, o coronelismo derrotado pela coligação SuperAção (PMDB-PT-PPB -o que de pior já aconteceu em política)ainda integra a sociedade local constituindo um sistema político de troca de favores, de modo que, ninguém seja capaz de romper com esta perversa combinação -política clientelista x eleitor encabrestado- produzindo uma atrofia no desenvolvimento da cidade e na esperança dos cidadãos. (excertos extraídos do CDPG-PT-B de 2000).

 
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