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Olimpia, 09 de Fevereiro, 2020 - 17:54
Catitos, faceiros, ratos, camundongos e comentários nazistas contra pobres e nordestinos

“Não se sabe agora em que as pessoas repetem comportamentos como zumbis sem cérebro, se Catito tornou-se apenas um boneco de celuloide ou plástico que repete maldades e crueldades de forma leviana e irresponsável como se fora impune”.

DO CONSELHO EDITORIAL

Humberto Ramos, conhecido em Olímpia pelo apelido de Catito, de há muito tem feito uso das redes sociais com a finalidade da disseminação do dis­curso do ódio e do preconceito contra pobres, nordestinos, sapatões, veados e petistas, segundo comentários e postagens por ele publicados nas redes sociais.

Quem acompanha as redes sociais volta e meia o­b­serva manifestações desta figura bastante conhecida na comunidade que des­toam daquilo que se pode chamar de equilibrado, sensato, ou civilizado.

Causa certo incômodo a algumas pessoas a maneira como este cidadão e outros, que aderem ao seu discurso com características nazistas, proclamam o extermínio dos que possam pensar diferentes de si.

Seu comentário aqui repetido com erros de linguagem que remetem sua figura a imagem de um iletrado é pura e simplesmente repulsivo pelo teor de ódio e de falta de amorosidade:

“A Fernando a cidade preciza crescer e dar mais empregos para a população ....E para com esse negócio de saúde e escola os pobres de Olimpia tem que morrer tudo ....Ainda mais com essa praga de nordestino que parece pra­ga igual a rato na nossa Olimpia tá infestado de nordestino tem que acabar com essa raça em O­lim­pia Limpesa já”

Outro comentário anterior a este mostra o ódio que Humberto destila: “Ai sim parabéns.... temos de voltar a ter moral de família no mundo..... os LIXOS tem que sumir da face da terra. E quem seriam estes ratos? Sapatão e viados tudo LIXOS”.

Humberto Ramos, dando sequência ao seu preconceito, após a repercussão negativa, se desculpou alegando ser pobre, esquecendo, porém, de sua condição de mal alfabetizado, com aparente descendência afro e de baixa estatura para os padrões arianos que advoga.

Em suma, seria o tipo i­deal para frequentar os fornos crematórios do período nazista, porém seu vazio de alma e os furos no espírito e no cérebro e a desumanidade não permitem visualizar que repele aqueles a quem se assemelha.

Há uma discussão muito atual que trata da ne­cro­politica que seria, em síntese simplista, o velho direito soberano de matar e dentro deste poder o racismo regula a distribuição da morte e torna possível a função assassina do Estado colocando a condição da aceitabili­dade do fazer morrer.

Nestes tempos pavorosos o que se interpretava como política sórdida de Estado está sendo posta como extensiva aos cidadãos que banalizam a morte e pedem cada vez mais a exclusão daqueles que divergem do que idealizaram como necessário a que a sociedade seja como suas pretensões exigem.

Segundo Michel Fouca­ult, o estado nazista foi o mais completo exemplo de um Estado exercendo o direito de matar.

Esse Estado, afirma ele, tornou a gestão, a proteção e o cultivo de vida co­extensivo ao direito de ma­tar.

Pessoas como Humber­to, na sua mesmo que inconsciente visão nazista, são possuídas pela estreita percepção de que a existência do outro pode ser um atentado contra sua vida e passa a vê-lo como uma ameaça mortal, um perigo absoluto, cuja eliminação biofísica reforçaria seu potencial de vida e segurança.

Múltiplas podem ser as razões e as teses a justificar e a repudiar a inconse­quência e os absurdos já ve­iculados. Nenhum deles, no entanto, tornaria a figura de Humberto cristã ou humana.

Suas ações deveriam e tem que ser investigadas pelos órgãos competentes, pois o maior valor que pode haver é a vida humana e aviltá-la ou banaliza-la merece reprimenda do estado, mesmo que neste estado prospere a voz dos que estão a estimular discursos de ódio e de morte aos que não comungam de suas ideias.

Seu apelido Catito, quan­do remetido à infância pode ser derivado da música interpretada por Nat King Cole (Cachito) que na versão de Nelson Gonçalves se transformou em Catito.

Segundo a literatura an­tiga, Catito era uma pessoa alinhada e bem arrumada, pode ser também pessoa querida. É uma expressão de carinho que u­tiliza a forma diminutiva para ser mais familiar, intimo.

Na zoologia pode ser um camundongo, um ra­to.

Ou um boneco de celu­lo­ide, de plástico.

Há que se observar que Humberto Ramos foi, em sua juventude, uma pessoa muito querida pelos olimpienses.

Não se sabe agora em que as pessoas repetem comportamentos como zumbis sem cérebro, se Catito tornou-se apenas um boneco de celuloide ou plástico que repete maldades e crueldades de forma leviana e irresponsável como se fora impune.

Ou, se ao final dos tempos, se transformou em um rato que transmite o cheiro desagradável e podre dos bueiros que frequenta.


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