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Olimpia, 11 de Fevereiro, 2019 - 09:33
De frutas aos antibióticos, cuidado para não manchar sua pele neste calorão

Se você gosta de curtir o verão ao sol, tome muito cuidado para não manchar sua pele. Frutas cítricas, perfumes, cosméticos e álcool podem manchar e até queimar sua pele ao contato com o sol / GB Imagem



O limão e a laranja podem ser um grande vilão, ocasionando a fitofotodermatose. Cuidado ao manejar frutas cítricas e depois se expor ao sol. Com certeza você terá sua pele manchada / GB Imagem

 

 

Você sabe o que fitofotodermatose? Trata-se de manchas ou queimaduras causadas pelo contato com frutas cítricas, perfumes, cosméticos e álcool e posterior exposição ao sol. O mais comum é as pessoas se “queimarem” assim com suco de limão.

Os dermatologistas explicam que o problema também pode ocorrer por uso de perfumes, cremes e cosméticos que contenham substâncias derivadas de plantas. Ás vezes, o cosmético não necessariamente tem o extrato de planta, mas pode ter algum conservante, algum estabilizante ou o próprio álcool, que também são causadores da fitofotodermatose.

Alguns antibióticos (principalmente com substâncias derivadas da penicilina) também podem causar o problema. Em uso de antibiótico, devemos evitar a exposição ao sol porque a pele fica mais sensibilizada, já que o antibiótico se deposita também na pele e pode ocorrer um escurecimento por conta da exposição à radiação solar.

A dermatose ocorre nas áreas de contato com essas substâncias e que recebem a irradiação do sol. Geralmente, elas surgem dentro das 24 horas seguintes, promovendo um processo inflamatório, e caracterizam-se por eritema como uma queimadura, eventualmente, com formação de vesículas e bolhas, dependendo da intensidade da reação. Pode surgir infecção secundária na evolução, mas a característica principal das fitofotodermatoses é a pigmentação, que pode durar várias semanas. As manchas de pele são acastanhadas e a aplicação do limão, por exemplo, sobre a pele pode produzir queimaduras de até 3º grau.  

Posteriormente, segundo especialistas, ocorre um acastanhamento da área, uma hipercromia pós-inflamatória, no qual a pele produz um aumento da produção do pigmento de melanina, que migra para as células mais superficiais, na primeira camada da pele, tentando proteger a região afetada.

Além dos antibióticos, os principais vilões são: frutas cítricas (como limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce, urtiga, cactos, perfumes e cosméticos como loções adstringentes à base de álcool ou produtos de tratamento com peróxido de benzoíla e ácido salicílico.  As loções tônicas adstringentes que tem álcool devem ser evitadas neste momento anterior à exposição solar, assim como produtos à base de peróxido de benzoíla e ácido salicílico, porque às vezes eles estão na composição de uma loção tônica, de um esfoliante, de um sabonete. Muitas vezes essa pessoa vai à exposição solar tendo utilizado esse produto e não se dá conta do que aconteceu e isso vai gerar um processo de dermatite irritativa de contato que é potencializada pela exposição solar.  

E mais, passeio no campo, fazenda e sítios também deve ser motivo de atenção, no contato com plantas e vegetais através da seiva, casca e espinhos.

A fitofotodermatose ainda tem um agravante: o risco de infecção. Quando ocorre o processo de fitomelanose, de fitofotodermatose, na hora talvez possamos não perceber, e às vezes ocorre já uma sensibilidade, com uma vermelhidão e eritema local, e posteriormente podemos perceber a formação das vesículas, com microbolhas e bolhas grandes. Dependendo de como isso for tratado, há a possibilidade de ter uma infecção secundária por bactérias da própria flora da pele; por isso é importante buscar ajuda imediata. O médico indicado para avaliar e indicar o tratamento é o dermatologista.

Nunca é demais lembrar. Cuidado com sua pele no Verão, ainda mais que a cada ano as temperaturas estão mais elevadas e o sol mais escaldante.


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