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Olimpia, 17 de Setembro, 2017 - 21:10
De onde vem o ódio que estamos vendo na internet?




DOIS ...

... incidentes nas redes sociais trouxeram à tona, nos últimos dias, dois fatos isolados, mas que servem para ilustrar aquilo que este colunista vem discutindo neste espaço e, também, em seu programa de rádio (Rádio Cidade, 98,7 Mhz) e também pelo Facebook, Cidade em Destaque, há muito tempo.


PRIMEIRO, ...

... uma médica olimpiense, atualmente residindo em Catanduva, foi acusada pelo deputado Jean Wyllys, aquele que ficou conhecido por ter participado do BBB – Big Bro­ther Brasil, e que é abertamente homossexual e um dos mais atuantes parlamentares brasileiros na defesa dos direitos humanos, especialmente em relação aos direitos LGBT, por postagem de comentários preconceituosos nas redes sociais.

DEPOIS, FOI ...

... a vez de um advogado local, filho de família tradicional, torcedor do Palmeiras, de ameaçar um comentarista esportivo da ESPN e, depois se retratar, também nas redes sociais.

ORA, SENHORES, ...

... que fenômeno é este que faz com que pessoas se exponham desta forma publicamente, nas redes sociais na internet, através de agressões carregadas de ódio, não respeitando o direito que cada um tem de ser e defender as ideias que quiser e bem entender?

AINDA NESTA ...

... semana, também dispararam notícia de que a prefeitura iria realizar um concurso público, obrigando o município a emitir nota de esclarecimento.

MAS O PIOR ...

... aconteceu em Votuporanga onde soltaram que o prefeito João Dado havia falecido, obrigando-o a gravar vídeo e publicá-lo garantindo que estava vivinho da Silva.

A EXPLICAR ...

... a agressividade e o ódio que grassam pela internet está a educação precária tanto a do berço, como a que vem das escolas, que, atualmente não conseguem criar seres críticos e com conhecimento suficiente para separar o joio do trigo, através da reflexão crítica.

E ISSO VEM ...

... à tona com o avanço tecnológico que possibilita a que quase 70% da população tenha acesso à informações e fuxicos, fakes e falsas verdades pela internet, principalmente pelas redes sociais.

ORA, ...

... antigamente um adolescente ouvia com atenção os mais velhos contarem as histórias sobre o que estava acontecendo no mundo, as que ouviam através dos jornais, do rádio e muito mais recentemente pela tv.

NÃO TINHAM ...

... acesso a quase nada. O professor era o multipli­cador. Tinha que saber tudo e passava a informação para ser transformada em conhecimento. Se o aluno tivesse que fazer alguma pesquisa tinha que consultar a enorme Enciclopédia Barsa.

HOJE ...

... está tudo ao alcance dos dedos, seja através de computadores, seja através de tablets, ou mesmo (e em maior número) através dos Smartphones, que este jornalista classificava, quando estava na sala de aula, de Smartcrak, devido ao seu alto poder viciante.

NO ENTANTO, ...

... se antigamente a informação chegava para a maioria através da orali­dade, ou seja, da conversa com aqueles que tinham acesso a ela, hoje, elas praticamente entopem as mentes de todos, pois chegam em velocidade impressionante via Facebook e Whatsapp.

MAS AÍ ...

... é que reside o grande problema. Através destes mecanismos chamados de redes sociais, nem sempre existe a descrição mais próxima da realidade possível dos fatos informados. E o que é pior, existem, hoje, até profissionais especia­lizados em criar falsas verdades para beneficiar este ou aquele político, ou quem quer que seja. É a chamada pós-verdade.

SEM CONTAR ...

... que o ser humano é único. Cada um é formado pela educação que recebe, com todos os seus pontos bons e ruins, como os preconceitos que acabamos cultivando sem questionar.

ALIÁS, ...

... todo ser humano que não consegue ter conhecimento suficiente para conhecer a si mesmo, é um mero robô biológico que foi formatado de acordo com os sim e não que recebeu durante a sua educação e através dos modismos que dizem o que fazer, o que comer, o que vestir, o que fazer com sua própria vida. Não questiona. Não tem alimento para tanto.

AÍ É QUE ...

... grassam o ódio e a insensatez que se tem verificado nas redes sociais. As pessoas defendem ideias e conceitos que lhes foram enfiados goela abaixo. Não tiveram a oportunidade de buscar as informações dos vários setores envolvidos (por exemplo, da ciência, da religião, da filosofia) para só então questionar a própria verdade e construir uma outra mais próxima da realidade, para que possa ser verdadeiramente sua.

AO CONTRÁRIO, ...

... apenas com base nos seus próprios preconceitos adquiridos ao longo de sua educação e da vida, defende conceitos como se fossem verdades absolutas, inquestionáveis, não respeitando a unicidade humana, ou seja, que cada um é dono de sua própria verdade.

E NÃO ADIANTA ...

... a gente achar que não é preconceituoso, pois fomos criados numa sociedade machista, rancorosa e que não respeita o próximo. E os mais jovens, os que foram forjados nas últimas três décadas, pior ainda, pois não tiveram o rigor da educação do passado e foram expostos, como radiação, a uma infinidade de modismos que os levaram a ser verdadeiros autômatos, robôs de carne e osso, programados para ter o máximo possível, sem importar como, ao invés de tentar se conhecer, conhecer o próximo, o mundo, ou seja, ser o máximo possível e honrar a própria espécie, os humanos.

QUEM NÃO ...

... se lembra de ter ouvido as célebres expressões: “mulher no volante, perigo constante”; “Olha a cor do fdp”; “Mulher nasceu para choferar fogão”; “Viado tem que apanhar para virar homem”; e por ai vai...

PELA ORDEM, ...

... a explicação sociológica, claro, não é genética, mas sim advinda da nossa própria moral. Faz pouco mais de 100 anos que os negros deixaram de ser considerados animais, ou seja, escravos. Faz menos de 40 que a mulher vem tentando ter os mesmos direitos que os homens. Ah, os homossexuais, então, estes, embora tenham tido o reconhecimento da legislação principalmente na última década, continuam totalmente alijados do convívio em sociedade.

SÓ PRA ...

... pensar na cama. Co­mo você reagiria se o seu filho ou filha fossem homossexuais? Como você trata a mulher ou enxerga as mulheres? Como seres igua­is aos homens? Ou como simples objeto de prazer? E os negros? Pense bem, seja honesto consigo mesmo e dimensi­one co­mo a sua educação colocou amarras na sua maneira de pensar... Depois, volte a ver o que acon­tece nas redes sociais. Somos o que nos fizeram ser? Ou somos o que desejamos ser, se não sabemos nem quem somos? Você decide!

José Salamargo... tentando apenas ser, mas sabendo que não dá para ter certeza de nada, a não ser que quanto mais se sabe, mais se tem certeza de que nunca se irá saber o suficiente. Aliás, quem garante que tudo o que foi refletido acima está pelo menos próximo da realidade. Sei lá... entende?

 

 


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