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Olimpia, 30 de Julho, 2017 - 21:49
Era uma vez lá em Bruzundanga...

Rapidinhas

(mas nem tanto)


* Repeteco: [...] E o baixo nível, a deselegância e a descortesia chegaram, rapidamente, às chamadas redes sociais, ou melhor, às redes de intrigas, fofocas, calúnia e difamação. E prevalece, na maioria das vezes, o anonimato covarde, desavergonhado. Um retrocesso humano!

* Outro dia foi, infelizmente, a vez do cantor Seu Jorge ser ofendido, na tal rede, por conta da cor de sua pele. Foram frases pesadas (agressivas) dirigidas ao artista, como se ele fosse lixo, um ser desprezível por ter a pele negra.

* É a intolerância, reitero, ao que é diferente. Por que temos que ser todos iguais, se Deus nos criou diferentes: na cor dos olhos, dos cabelos, no formato do rosto, do nariz, da boca, na estatura...? Por quê? Na verdade, a ignorância é o pior defeito do homem.

* A nobreza humana está no conhecimento, mas, acima de tudo, no sentimento (como diz a poeta mineira Adélia Prado). Segundo ela, o sentimento está acima, inclusive, do estudo, na humanidade, na compreensão de que o diferente é como todas as outras pessoas: um ser humano. Mais branco, mais escuro (negro), mais alto, mais baixo, católico, evangélico, espírita, enfim, todos somos, como diz o genial Gilberto Gil, “uma semana do trabalho de Deus” (“a raça humana é uma semana do trabalho de Deus”). E há pessoas que perdem um tempo precioso na vida na ânsia de ofender, caluniar, desejar (e fazer) o mal ao próximo.

Culturais

* A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) homenageia, este ano, o injustiçado, em vida, Lima Barreto.

* Comparado a Machado de Assis e a Eça de Queirós, era visto como um escritor menor, sua literatura era considerada inferior à produzida pelos medalhões da época.

* Francisco Assis Barbosa (biógrafo) juntamente com Antônio Houaiss (filólogo), a partir dos anos 50 redescobriram o escritor. Passou, então, a ser valorizado: Triste fim de Policar­po Quaresma e Recordações do escrivão Isaías Caminha passaram a ser leitura obrigatória nos exames vestibulares.

* A crítica (“corrosiva”) que fez das práticas políticas de seu tempo são de uma atualidade impressionante, tal a similaridade com o que acontece hoje na política brasileira. Nada mudou.

* E a Bruzundanga, o país imaginário criado por Barreto? É um “espelho do Brasil de seu tempo (cem anos atrás). O que Lima Barreto escreve sobre os políticos da Bruzundanga é de arrepiar os cabelos... Em tempo: os habitantes do tal país fictício (imaginário) são os bruzundangas – nome de um de seus livros.

* Vejamos: E lá vem chumbo (do grosso!!!). [Os políticos] “Tratam, no poder, não de atender as necessidades da população, não de lhes resolver os problemas vitais, mas de enriquecer e firmar a situação dos seus descendentes e colaterais.”

* E tem mais fogo cerrado!: “O ideal de todo e qualquer natural da Bruzundanga é viver fora do país.”

* [“O mandachuva”] é escolhido entre os advogados, mas não julguem que ele venha dos mais notáveis, dos mais ilustrados, não: ele surge e é indicado dentre os mais néscios  os mais medíocres, escreve o narrador.

O “mandachuva” é como é conhecido “o líder nacional”.

* Barreto, entre tantas homenagens (estudos a seu respeito, relançamentos, coletâneas de críticas, ensaios), ganha, ainda, uma bela biografia de Lília Moritz Schwarcz (historiadora). E o caso típico, e muito comum, do artista reconhecido pós-mortem.

Outras Notas

Outra camisa? Mário Covas Neto, presidente do PSDB paulistano, participou de encontro do  Podemos, em São Paulo.

Álvaro Dias, presidenciável do partido, recebeu o tucano com extremada gentileza: Covas Netto recebeu convite para mudar de mala e cuia para a nova sigla, ou seja, um novo partido.

* O tucanato deve decidir quem será o candidato à Presidência em 2018. Em dezembro, o partido deverá bater o martelo: os tucanos pretendem também definir nova direção do tucanato.

* Aécio nem pensa em renunciar à presidência nacional da sigla antes de dezembro. Aécio está licenciado da direção do tucanato desde a infeliz gravação feita pelo sr. Joesley Batista (na qual o senador mineiro teria, gentilmente, solicitado ao homem da carne (fraca?) dois milhões de reais para saudar dívida de campanha. Hoje, o presidente interino da sigla é o senador Tasso Jeireissati.

* O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (DF) não querem nem saber do tal PDV (que já foi Plano de Demissão Voluntária e, hoje, é Plano de Desligamento Voluntário). Vem, por aí, mobilização de categoria contra a adesão ao PDV.

Certas Notas

A todo vapor! Sete de setembro tem repeteco da série de invasões a fazendas de políticos e empresários investigados por corrupção.

* Corruptos citados na Lava Jato: as ações terão como pontos nevrálgicos terras baianas, pernambucanas,  alagoanas, paraenses e brasilienses. Além de ações em terras gaúchas.

* Lúcio Funaro está à beira de um ataque de nervos: os anexos de propostas de sua delação (ou colaboração?) premiada (premiadíssima, diga-se de passagem; os irmãos Batistas estão por aí livres, leves e soltos) já foram entregues à PGR.

* Resultado: O adiamento (aliás, um novo adiamento) de sua transferência da carcera­gem da PF para a Papuda. Armações e mais armações. O negócio é procrastinar...

* Funaro fica até agosto (11) – deveria ter saído ontem (28). Nesse período estará inteiramente à disposição dos investigadores da PF, para depor e esclarecer o conteúdo do material que entregou à Justiça.

* Cópia! Geraldo Alckmin anda encantado com a atuação desenvolta de João Dória (afilhado de Alckmin) nas chamadas redes sociais. Busca uma empresa para dar um jeito na comunicação digital de seu governo.

De onde o sr. Geraldo vai tirar os R$ 33.902.831,69 (esse o valor do contrato) é o que muitos perguntam. Eta contratinho caro, sô...

* Na rede! Close por favor! Prevê o edital, que já está em curso, a captação diária (e ininterrupta?) interna e externa de imagens em vídeo das ações governamentais do tucano. E mais: transmissão on line (tecnologia pouca é bobagem!) de eventos sob o comando do sr. governador. Dória faz escola...

Mais Notas

* Lamentável! Como um juiz pode determinar a morte de uma pessoa (no caso, a do pequeno Charlie Gard, bebê de apenas 11 meses, vítima de uma doença terminal. E os pais? São ignorados nessa delicadís­­si­ma questão?

* Pois é! Juiz britânico deu um ultimato (como se fosse ele o dono da vida do pequeno Gard), na quarta-feira, 26, para que os pais do bebê e o hospital (onde o menino está sendo tratado) cheguem a um acordo sobre a morte de Charlie Gard.

* Connie Yates e Chris Gard, Pais de Charlie, tentaram, por meio da Justiça, levar o bebê para ser tratado nos Estados Unidos. A justiça britânica não autorizou (baseada em recomendação dos médicos do Hospital Infantil Ormond Street, Londres).

* Entendeu a Justiça Britânica que a transferência apenas aumentaria o sofrimento da criança.

* Os pais, derrotados nas cortes de justiça, tentaram levar o filho para que ele morresse em casa. A equipe médica se opôs ao pedido dos pais. Preferiram que Charlie morresse no hospital.

* O menino comoveu o mundo. Donald Trump dispôs-se a ajudá-lo. O hospital Menino Jesus, do Vaticano, entrou em contato com o hospital onde Charlie está internado, queria saber o bebê poderia ser transferido para Roma.

* Um Estado que interfere na vida pessoal e íntima das pessoas, que pretende cuidar da vida das pessoas mais do que procura cuidar de si próprio não é um Estado democrático.

Urgente!

* Histórica a edição da revista Época “As vozes da Ditadura”, edição 991, 24 de julho de 2017.

* Para quem é contra, para quem é a favor, a leitura do texto (da reportagem) é imprescindível. É um foco de luz sobre anos sombrios, um verdadeiro período de trevas.

* Reitero: é leitura para todos os brasileiros, sem ódio nem rancor, mas muita reflexão, entendimento do que aconteceu em um longo e tenebroso período de nossa história.

* A capa de revista é toda branca com fotos em branco e preto. Contém dados de gravações inéditas de julgamentos secretos do STM (Superior Tribunal Militar), entre os anos de 1975 e 1978.

* E mais: os áudios revelam como os ministros do regime militar ignoravam a lei (e denúncias de tortura) para condenar réus de acordo com os interesses do regime.

* Uma leitura a ser feita sem ódios nem ressentimentos, sem revanchismos, com o espírito desarmado (embora o que se vê (fotos de torturados) e o que se lê sejam relatos de fatos cruéis, brutais, chocantes e impie­dosos). Fatos de um passado que todos desejamos esteja extinto para sempre. Mas é preciso lembrar para não esquecer.

Cumpadres

Bom-dia!

Cultural

* Para poucos e bons. Tarsila do Amaral terá suas belas obras expostas no Museum of Modern Art (MoMA), “um importante capítulo do modernismo latino americano”.

Cortina

* O falastrão Renato Gaúcho sempre foi irreverente, arrogante e pretensioso. Outro dia, como sempre, perolou: “Quem precisa aprender, estudar, vai pra Europa(?!)... Quem não precisa vai pra praia.” Exatamente, seu Renato, ai pra praia e fica falando um festival de besteiras como Vossa Senhoria. “Sua marca registrada é a irre­verência”, marca registrada... Bom seria que fosse a inteligência.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, co­lu­nis­ta, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.

 


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