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Olimpia, 10 de Janeiro, 2021 - 18:58
Fernandinho, único eleito que traiu o voto recebido

“Tomara que na próxima eleição o eleitor
recuse este que desprezou seu voto e
que o único traidor da vontade do
povo deixe de ser único
para ser o último”.

Willian A. Zanolli

Até o presente momento e pelo que tudo indica Fernandinho será o único eleito a trair a vontade da população nas urnas.

Saiu candidato a vereador, foi votado para o exercício da função e simplesmente voltou às costas ao seu eleitorado, desprezou os votos recebidos e foi se abrigar em uma Secretária.

Se isto é ilegal, pergunto e, ao mesmo tempo, respondo que não. Imoral é. E por isto é combatido por quem deseja moralizar o país, o que não parece ser a preocupação de Fernan­dinho.

Ai você, se não sabe, deve estar se perguntando a razão da imoralidade. E eu, humildemente, com o poucos recursos que tenho, tentarei esclarecer esta questão.

Primeiro é preciso notar que Fernandinho é ligado a Hilário e que o caos da Saúde local é administrado pelo seu grupo.

Não seria preciso mais para dizer que é um Rei Midas ao contrário, que todo ouro que toca vira poeira do vento.

Não custa lembrar que seu grupo foi o que ajudou a soterrar a União dos Estudantes Universitários de Olímpia (UEUO) e deixou sobre escombros o Diretó­rio Municipal do Partido dos Trabalhadores locais.

Isto bastaria para demonstrar que é profissional da demolição.

Se avançar sobre seu mandato legislativo e buscar os registros de cumprimento das funções obrigatórias de um vereador, legislar e fiscalizar o Executivo, em um país sério não o habilitaria para uma reeleição.

Anêmica foi sua passagem pelo Legislativo; submisso muito mais ao Executivo que aos interesses da população, o que parece ter sido regra geral naquela casa no período.

Destacada a vasta diminuta folha de serviços não prestados, passemos as razões por que se entende como imoralidade alguém eleito abdicar do cargo para ser secretário.

A imoralidade inicia quando o administrador contempla alguém eleito para premiar o suplente que foi um bom cabo eleitoral e submisso irá ao Legislativo para dizer amém aos desejos do prefeito para não perder a boquinha.

Se você percebeu como um gesto de corrupção, de compra de consciência, percebeu bem.

Na realidade, a Câmara que tem, em tese, 10 vereadores, “passa a ter 9”, pois o substituto estará impedido do exercício do cargo na plenitude.

O leitor se perguntará: que diferença faz trocar o Fernandinho que era chapa branca, só referendava os desejos do prefeito, por outro que vai repetir a omissão dele?

É que sendo titular do cargo ele poderia se rebelar, ter um surto de cidadania e começar a levar o mandato a sério e o outro, se cair na realidade, refém do cargo negociado, perde o cargo que pertence ao que está Secretário.

Segunda questão: quando um político eleito trai o eleitorado aceitando um cargo de Secretário, por mais que ele diga que sua intenção é ajudar o povo, por trás, geralmente a intenção é outra.

Secretaria tem à disposição uma verba respeitável, cargos a serem distribuídos, contatos, participação em eventos e outros benefícios.

Pois bem: O Secretário vai indicar seus amigos e futuros cabos eleitorais, fazer favores, se promover e, assim, com o dinheiro público, estará pavimentando um candidatura a vice ou a prefeito ou mesmo sua reeleição com o dinheiro do povo, seu dinheiro.

Você vai se perguntar se não se aplica o mesmo critério a outros que se candi­dataram não se elegeram e foram nomeados e eu tentarei responder.

Sim, se aplica.

A fórmula é quase a mesma, a diferença é que para estes derrotados na urna a questão é conseguir através da Secretária se colocar em evidência para um dia se eleger de novo.

A questão da corrupção ai, e o termo significa modificação, adulteração das características originais de algo e não ilicitude, reside no fato de que a exigência para nomeação é política e não técnica como deveria ser.

Por exemplo: O senhor Fernando Roberto da Silva (Fernandinho) foi nomeado para a Secretária de Esportes, Lazer e Juventude, é preciso se perguntar qual seria sua afinidade e exigir comprovantes de conhecimento destas especialidades.

Assim como deveria se obrigar aos indicados que tenha conhecimento nas áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Turismo etc.

Como tudo é feito nas coxas no Brasil e em Olímpia muito mais e sendo o prefeito um tremendo centralizador, para não dizer caudilho, que é ou ele me parece ser, o cargo é de Rainha da Inglaterra, co­mo o ocupado na área da Saúde na gestão passada e nesta pelo que tudo indica.

Neste governo, no primeiro mandato, infelizmente nenhum secretário conseguiu se destacar por um projeto que seja.

A cidade entrou em uma visão “obreirista” onde tudo existe e nada funciona da maneira como deveria e a culpa disto talvez seja a nomeação de quem não é técnico e nada entende do cargo para o qual foi nomeado ou do auto­ri­tarismo do mandante.

Para concluir: Fernan­dinho conseguiu esta singular proeza de ser único em algo que muitos começaram a recusar, o papel de trair o eleitor que o elegeu pra ser vereador e não Secretário.

Por mais que isto seja, nos tempos atuais, vergonhoso pra sua biografia, sinaliza para um começo de mudança nas relações com o poder.

Afinal, só um traiu a população.

Tomara que na próxima eleição o eleitor recuse este que desprezou seu voto e que o único traidor da vontade do povo deixe de ser único para ser o último.

Willian A. Zanolli é advogado, jornalista e artista plástico.


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