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Olimpia, 18 de Outubro, 2020 - 18:55
Festas e compra de votos na periferia em alta

“E vai pagar (...) quando precisar de remédio
na rede pública e, não tendo, terá que recorrer
a uma farmácia e assim devolverá o
dinheiro que pensou que deram a ele
para comprar gasolina, o cinquentinha
ou a festinha que pensou ganhar”.

Do Conselho Editorial

É uma pena que, depois do esforço desenvolvido pela Lava Jato, alguns candidatos majoritários e proporcionais que até adotam o discurso do novo, do combate á corrupção, da nova politica, estejam contaminando o debate eleitoral com a compra descarada de votos.

O nível de cinismo nesta eleição, pelo que se tem ouvido e visto e pela quantidade de vídeos circulando por ai, depoimentos de irregularidades ouvidos, é sem sombra de qualquer dúvida, o maior de todos os tempos.

Nota-se entre os relatos que muitos dos eventos proibidos pela legislação eleitoral podem estar sendo produzidos por candidatos a vereador e cabos eleitorais vinculados à  candidaturas majoritárias.

Da mesma forma, há relatos de que candidatos dos majoritários também estão promovendo eventos contrários à legislação e que se supõe sejam para a compra de votos.

Tem também candidaturas, sejam por faltar cacife ou por questões éticas não têm sido comentadas nas rodas politicas por envolvimento com a compra de votos e contribuição nefasta à eleição.

Os relatos, porém, não comprovam a participação dos candidatos a cargos majoritários nas ações aqui elencadas o que pode indicar que as atividades danosas podem estar sendo patrocinadas pelas candidaturas proporcionais sem o conhecimento ou endosso dos candidatos majoritários.

Sabe- se que é muito difícil acreditar nisto quando se ouve candidatos afirmarem por ai que receberam determinado valor para se candidatar ou que partidos foram comprados pelo valor y ou x.

Se for verdadeiro ou não, o fato é de difícil comprovação, no entanto, a rapidez como foram conquistados vários partidos após a abertura da famigerada janela partidária já seria indício de anormalidade gritante e a entrega da presidência destes partidos a pessoas do grupo parecem reafirmar a compra de siglas partidárias.

E no pacote, declarações de envolvidos em rodas de bar por considerarem como normal e integrante da política nacional, embora seja prática desleal com a democracia, reforça a ideia de que rolou e está rolando muita corrupção nesta eleição.

 Os sinais vindos do fundão da cidade onde têm ocorrido muitas festas com participação de políticos dão conta de que há algo de muito podre no reino de Olimpiã&festança.

E, mesmo o número de carros adesivados e o número de pessoas que afirmam terem sido procuradas para adesivar o carro a troco de gasolina, deixa prever um cenário vergonhoso e tristonho em uma eleição que, pelas suas atipicidades, deveria ser a mais limpa e honesta possível.

A começar pelas investigações levadas nos últimos anos para combater a corrupção via Lava Jato que deveria ser elemento inibitório destas ações e demonstrativo que o país mudou.

Quando se vê o vice-líder de um governo eleito com a bandeira anticorrupção e da nova política ser alvo de busca e apreensão por desvio de dinheiro destinado ao combate ao coronavírus se conclui que nada mudou.

E ao se constatar que este vice-líder do governo foi flagrado com um pacote considerável de dinheiro oculto na cueca a única conclusão que se chega é a de que a farsa continua.

E estes péssimos exemplos encontram espaço na política local onde eleitores estão sendo comprados e corrompidos na cara de pau, na base do cinismo, por bandidos da politica que, se chegarem ao poder, retirarão dos cofres públicos o dinheiro que esparramaram para comprar votos, significando que o eleitor que se corrompeu vai pagar com seus impostos o voto que vendeu.

E vai pagar de novo quando precisar de remédio na rede pública e, não tendo, terá que recorrer a uma farmácia e assim devolverá o dinheiro que pensou que deram a ele para comprar gasolina, o cinquentinha ou a festinha que pensou ganhar.

E dependendo da situação, no preço que pagar do remédio estarão incluídos juros e correção monetária da venda de cidadania mal pensada.

O terrível nisto tudo é que pessoas bem intencionadas pagarão junto pela irresponsabilidade de colocar um desonesto no poder que investe na compra de votos pra chegar lá e chegando furta a população pra recuperar o que investiu e dobra ou triplica o valor a ser furtado para continuar no poder.

Esta é a corrente do mal que deveria ser desfeita.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 19 de Outubro, 2020

Deixo meu comentário na rubrica Saúde na notícia Doria tira da reta..., mas vale lembrar a respeito do editorial, que essa onda de contínua farsa na política brasileira, não se trata apenas de um momento ou de uma era como foi designada a era-fhc quando o patrimônio brasileiro foi, de forma deletéria, privatizado e entregue em favor do capital especulativo, abundante no mundo, ainda que algumas áreas, como as comunicações, tenham tirado o país do obscurantismo tecnológico. A verdade mais aproximada desse fundo de bordel é histórica e diz muito das decisões políticas tomadas pela elite tradicional que pouco se interessa pelo desenvolvimento do Brasil como Nação, mas se atém a reconstituição, governo após governo, dos mesmos canais privilegiados para atuação de seus interesses através da corrupção e da apropriação do Erário. Tanto é verdade que o nosso atual governo usando da praxe contida no provérbio nunca se mentiu tanto como antes de uma eleição, como durante uma guerra ou depois de uma pescaria, que chegou a destacar para seu ministério o xerife Moro, líder da Lava Jato, para enquadrar, de vez, com os corruptos. Mas o projeto se fez água, antes mesmo da primeira ventania que acabou sacudindo com o vice-líder do governo, no Senado, que pousara de vestal durante a campanha eleitoral, brandindo as armas da anti-corrupção e não se fez de rogado ao encher as cuecas do produto corruptivo. O que sobra de lição é a dificuldade de compreender e avaliar como o Brasil é capaz de se sustentar, com mais de 210 milhões de pessoas, apesar da inaceitável convivência, numa sociedade em que a força das relações e das lealdades pessoais(...) se transforma, com muita frequência, na predação de recursos públicos e na corrupção(vide pg. 56, item 65 do Programa de governo do PT- Recife 2000). De fato este não é um país sério e compreendê-lo, conviver e tentar modificá-lo não é coisa para pessoas bem intencionadas, mas um prato cheio para facções, ditas políticas, mas que nascem no seio de nossas famílias, nossos parentes, nossos vizinhos, patrões, líderes trabalhistas, empresariais, profissionais de toda ordem e subvertem os princípios éticos, morais e democráticos, ante a possibilidade de levar algum tipo de vantagem!

 
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