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Olimpia, 25 de Março, 2018 - 13:48
Genião? Ou a amnésia a serviço do mal?

Bruna Silva Arantes Savegnago

Sou super a favor sim da cobrança pelas redes sociais. Entendo que é um direito de todos de reclamar, de cobrar. Afinal, se não lutarmos, ninguém lutará por nós. Porém, vejo muitas postagens que realmente não são cobranças e vão muito além da crítica, pois são distorções da realidade com o objetivo de privilegiar este ou aquele político.

A cobrança sem ofensas, sem agressões morais, tem toda valia, pois nela se discutem ideias objetivas ou mesmo subjetivas de interesse de todos, buscando a melhoria de todos. Agora, quando o foco se perde, ai meu amigo ... perde-se tudo e prejudica-se todos.

Aproveitando palavras do bom quase velhinho que não é o Papai Noel, mas o tio Willian, também vejo muitos dos que estão hoje revoltados com a saúde da cidade (que acredito que tem muito que melhorar), que na época do governo do Eugênio atacavam os que denunciavam as irregularidades, as mortes, os pacientes que eram transportados na caçamba de camionete particular. Perseguiam sim as pessoas que se posicio­na­vam contra as barbaridades na saúde do desgoverno de Eugênio.

Concordo que a saúde está péssima e que tem que haver melhoras; afinal, saúde é um direito de todos, está na Constituição. Mas este “está péssima” não chega nem perto do caos que vivemos por oito anos. Lembro muito bem quantas reclamações havia; quantas mortes o jornal anunciou. Ai é preciso perguntar quantos destes cidadãos ocupou a mídia para atacar quem mostrava a realidade?
Alguém que está aqui lendo será que se lembra do porque na época prenderam o Neguinho Ismael? Lembra que certo blog culpabilizou pela morte de uma senhora do Santa Ifigênia que não teve atendimento razoável como deveria?

Aí, mais uma vez, é preciso perguntar: onde estavam estas pessoas que só agora, por razões políticas acordaram? Por que só agora estão tão revoltadas pelo caos que o próprio Geninho construiu para a saúde pública? Vocês moravam em outra cidade? Por que só agora, com eleições se aproximando e das quais o próprio “Genião” deverá participar, estes cidadãos que quando a coisa estava pior e os maltratados na saúde pública morriam pelo caos do ex desgoverno agora querem que tudo seja resolvido de uma hora para outra? Por que que só agora a cidade vive cheia de buracos? Por que que só agora tem tantos problemas?

Vejam alguns títulos obtidos em busca no site iFolha pela palavra “morte” que foram publicadas quase todos na segunda metade do governo passado:

“Infecção generalizada mata menino de apenas 10 anos de idade”.

 “População revoltada faz manifestação por melhoria na Saúde no Santa Ifigênia”.

 “Atendimento na UPA pode estar levando paciente a pensar em se matar”.

 “Sem transporte para UTI em Rio Preto, bebê morre na Santa Casa de Olímpia”.

 “Morte de motorista na UPA a espera de UTI para na Caixa Preta da Saúde”.

 “Eletricista procura polícia após não encontrar médico na UPA”.

 “Geninho Ostentação, pop star de carro novo?”

“Manifestantes cobraram desde o aumento da água a problemas da saúde e educação”.

“Mãe culpa prefeito pela morte de seu bebê de seis meses”.

“Condições precárias levam o diretor clínico a pedir demissão da Santa Casa”.

“Manifestantes de Olímpia fazem protesto por melhorias na saúde e se deparam com morte na Santa Casa”.

“Possíveis falhas da UPA geram polêmica no Facebook”.

“Ministério Público investiga se médicos cumprem jornada de trabalho”.

“Grupo de Geninho eleva dívida da Santa Casa de R$ 600 mil para R$ 2,6 milhões”.

“Situação da Sta. Casa piorou 15 meses após a intervenção”.

“Olímpia usa ambulância de Cajobi e humilha pacientes”.

“Prefeito confirma que os médicos fazem apenas 16 consultas ao dia”.

“Ex-provedora prevê mais mortes e até fechamento da Santa Casa”.

“Assessoria confirma falta de medicamentos na Saúde local”.

“Telefone da Prefeitura vai parar na casa de Geninho”.

“Moradores de rua do Jardim Santa Ifigênia continuam “abandonados” pela prefeitura”.

“Prefeitura ainda não arrumou a rua destruída pela chuva no Sta. Ifigênia”.

“Mais de 20 médicos não aceitam cumprir horário e pedem demissão”.

“Empresa com endereço falso já recebeu mais de R$ 605 mil da prefeitura”.

“Moradores do Village Morada Verde terão de conviver mais seis meses com lagoa de esgoto”.

“Prefeito diz que o aumento do IPTU vai ajudar a acabar com caranguejos”.

“Homem de cueca e aumento do IPTU têm repercussão regional”.

Por que só agora tudo isso? Juro que, como cidadã gostaria muito de entender. Porque não dá para acreditar que os oitos anos de abandono, de desgo­verno total, podem ser resolvidos em poucos anos.

Só sei de uma coisa: também não dá para ficar como está. É preciso profissionalizar principalmente a Saúde. Ou alguém acende alguma luz e começa a cortar de uma vez por todas este amado­rismo inconcebível, ou já já começará a ter os mesmos casos comuns à época do nosso ex-prefeito “Genião”. Mas, está na cara, atualmente o que está parecendo é que muitos sofrem de amnésia ou estão a serviço do mal.

Bruna Silva Arantes Savegnago é diretora geral da Folha da Região, âncora do programa Cidade em Destaque da Rádio Cidade FM, bacharel em direito e estudante de marketing.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 27 de Março, 2018

Data venia, não sei não! Este discurso está parecendo campanha eleitoral antecipada eou contra-campanha de algum desafeto que se quer ver ficar pelo caminho. Tenho acompanhado o iFolha regularmente e na pessoa do Arantes, com as devidas ressalvas, constato que este espaço tem sido uma trincheira, onde nós cidadãos, podemos conhecer dos acontecimentos e reclamar pelos nossos direitos, sem restrições eou censura, ainda que o provincianismo peculiar dessas cidadezinhas onde o vento encosta o lixo(leia-se o Plínio Marcos) parece nunca ter fim mesmo emparedado pelo cosmopolitismo que felizmente, a mídia escorreita, consegue fazer aproximar uma Nação inteira, apesar das dimensões continentais desse país. Não acho ético esse tipo de intervenção, fazendo com que a última frase do artigo acabe se tornando um tiro no pé da articulista. Tirante o editor deste jornal, não me recordo, inclusive dos demais que por aí passaram (Ivo Sousa, Zanoli, e outros free-) que alguém tenha se importado, durante aqueles oito anos do desastrado governo do Geninho, em detalhar práticas administrativas que foram operadas na área da saúde, e muto menos, feito catálogo panfletário das manchetes que ajudaram a detonar aquela administração, para o bem da população ou para o mal da cidade. Ressalvo o editor, tendo em vista que nos diversos posicionamentos externados no Editorial eou na Coluna, sempre foi usado o tom jornalístico com a semântica apropriada para (não) romper essa tênue divisória(linha) que é vital na separação entre os poderes da imprensa e da política. É verdade que ambos sofrem da ambição pelo poder que na definição de Tácito se torna a mais flagrante de todas as paixões quando somente se preocupam com o real domínio sobre as pessoas e que na visão de Sandra Cavalcanti, o domínio sobre os outros significa o verdadeiro poder que ambicionavam, e o que acaba se tornando pior ao constatar que, lamentavelmente, revelam (esses poderes) incapazes de exercê-lo sobre si mesmos. E é nesta linha de definição de poder que se encaixa, in extenso, à deduração que a articulista promove, e que a ressalva final só sei de uma coisa: também não dá para ficar como está nada ajuda para atestar eou corroborar uma provável e desejada imparcialidade de uma diretora de um órgão de imprensa, que pelas características paroquianas do lugarejo onde se localiza, deve evitar, in extremis, toda e qualquer manifestação que possa ensejar um comportamento político pendular para este ou aquele lado. Era de esperar que no âmbito do feminismo, que as mulheres não mais apostassem nos ideais masculinos de sociedade perfeita (conclusões tiradas de Ivone Gebara-Camaragibe-BR), onde a autora insinua que nós mulheres continuamos apoiando direta e indiretamente análises e ações que levam a matar e a morrer, a discriminar, a penalizar, a violar, a hierarquizar, a encarcerar, em nome dos ideais humanos ou da luta contra as estruturas injustas que mantêm o capitalismo e suas diversas formas de dominação. A pergunta é: por que continuamos construindo ideais impossíveis para nossa realidade humana atual e por que continuamos nos sacrificando por eles, mesmo reconhecendo a dificuldade de vivê-los. Penso que para o caso pontual, a resposta óbvia é a avidez para antecipar uma campanha política local, cujo calcanhar-de-aquiles nos remete às mesmas pretensões da campanha do começo deste século, cujo mote era derrotar o coronelismo que, naquela ocasião, PTPMDB ...PP, formalizaram a coalizão SuperAção -CarneiroGuilherme cujo resultado todos nós sabemos, se fragilizou além de Sansão ao perder a cabeleira. Não há receita fixa para construir um ambiente político saudável, próspero e justo... Podemos lutar por um mundo novo (se bem que Olímpia, pode estar descartada!) principalmente para os pobres e as vítimas dessa sociedade que se digladia pelo poder, usando de todos os meios disponíveis (e éticos e legais) para acabar com o colonialismo dos que ostentam o restrito domínio sobre os meios de comunicação, que soe praticar ações populistas em interesse próprio atual ou à vista, à medida que interessam. Resume-se na mesma cantilena a que toda imprensa reporta: como Temer pode resolver aquele triste legado deixado pela nossa utopia naqueles últimos 13 anos de um governo decidido a acabar com o conformismo fatalista do povo? E assim, de governo a governo, todos enjaulados nos bastidores de suas ambições, temos sempre uma acusação pronta para detectar no inimigo, o sofrimento de uma amnésia que nós mesmos somos portadores e recusamos a realizar um tratamento de choque, sabedores que também estamos a serviço do mal. O ringue está armado!

 
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