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Olimpia, 03 de Novembro, 2018 - 20:02
Governo novo que começa como antigamente

Do Conselho Editorial

Muito embora a equipe de marketing de Jair Bolsonaro, eleito presidente, tenha demonstrado habilidade em lidar com as novas mídias concentradas na internet e conseguido eleger através de fake news e outras situações ocorridas no correr da campanha, a tomada do poder parece tê-los surpreendido.

Há um evidente distan­ciamento entre o que diz o eleito, seus mais próximos e sua assessoria de imprensa.

General Hamiltom Mou­rão, que não se pode dizer que seja conhecedor da matéria, não só percebeu como em entrevista assumiu que há desenc­ontros flagrantes na formulação do que poderá ser o novo governo, além do desconforto na relação com os meios de comunicação.

A revelação de Bolso­naro no Jornal Nacional de futura retaliação econômica ao jornal Folha de São Paulo e possivelmente a própria Rede Globo evidenciou suas características autoritárias e uso da máquina de forma aparelhada contrariando o que combatia em campanha.

A seguir, seu futuro Ministro da Fazenda foi terrivelmente grosseiro com uma jornalista Argentina em resposta a saída do Brasil do Mercosul.

Estas repercussões negativas internas e externamente têm preocupado setores da economia que acreditavam se tratar de retórica de campanha a excessiva agressividade de Bolsonaro e seus seguidores.

No plano econômico tem causado insegurança a promessa de rompimento com o tratado de Paris e o abandono das pautas ambientais e de Direitos humanos, o que pode trazer significativas perdas para a economia nacional.

Não bastasse a aproximação do presidenciável de Trump e Israel que fez com que a China enviasse recado de preocupação com as relações bilaterais, a ameaça de possível invasão da Venezuela pelo Brasil também acendeu a luz vermelha na Rússia, potencial consumidora de produtos brasileiros.

No plano internacional o cenário é de preocupação e de afastamento de investimentos até que acredite no novo governo que se perde em patetices e vulgaridades como se ainda estivesse em palanque.

Se lá fora as manchetes dos jornais e celebridades tratam o governo eleito como algo preocupante e fascista, internamente sua imagem já começa a se diluir entre seus simpatizantes.

Pegou muito mal a indicação de três ministros envolvidos em atos de corrupção e ou investigados, um réu confesso, outro investigado e outro condenado em regime semiaberto, usando tor­nozeleira.

A reforma previden­ciária, pior que a apresentada por Temer e com muitas perdas dirigidas a classe trabalhadora e poupando os de sempre.

A extinção dos Ministérios de Meio Ambiente, em meio a discussão de aquecimento global e o de Direitos Humanos quando se mata mais no Brasil que em países em guerra, é no mínimo desgastante para quem defende questões ambientais e seres humanos contemplados com o princípio da dignidade humana na Constituição.

Incompreensível o extermínio destas pastas, visto que meio ambiente saudável é direito do ser humano, para quem se posicio­nava até outro dia contra a instalação de uma República bolivariana que não respeitava os Direitos Humanos e a democracia no país vizinho e demonstrar repúdio ao que se cobrava extinguindo até o Ministério que tratava do tema.

Ao ter de apontar cin­quenta nomes para o governo de transição sua equipe não conseguiu nomear a metade em sinal de total isolamento.

A proposta encaminhada pelos evangélicos para aplicação no novo governo, em sessenta páginas, como seu plano de governo, apresentado na campanha, mais parece um trabalho de aluno de primeiro ano de curso superior que já se acha doutor em tudo e não consegue conceituar nada de forma lógica ou acadêmica e só vai se envergonhar do que fez no último ano.

O nível decadente e amador do que vêm sendo discutido tem acarretado críticas e trazido espanto aos ministros do governo Temer que têm revelado a imprensa que o nível de desinformação do que é e de como lidar com a máquina pública é simplesmente assustador.

Um suspiro populista talvez tenha sido a indicação do Juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

Embora o magistrado esteja em plena decadência, sem holofotes e marcado pelo excesso de exposição em mídia pelo número de vazamentos a imprensa com características de jogadas eleitoreiras, sua chegada ao Ministério dá um fôlego ao gover­nante, por contar o juiz, ainda com muitos simpatizantes.

Por outro lado há quem considere o convite uma jogada de mestre que tira uma pedra do sapato de políticos corruptos da cadeira de julgador e o joga aos leões para ser triturado aos poucos na relação com o poder, onde seu autori­tarismo e nada, nada é.

O que podia mandar prender e soltar com uma canetada, com uma cane­tada poderá ser demitido.

Estes os primeiros passos de um governo confuso e outros virão.

É preciso acreditar por que sempre é preciso acreditar, mas, a bula do remédio tem mais contrain­dicações que tudo.

Estão usando bússola no tempo do GPS, podem até chegar lá, só que pode demorar bem mais.

 


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