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Olimpia, 02 de Junho, 2019 - 20:00
Líder de movimento diz que reunião com prefeito teve tentativa de parar protestos

Em um vídeo publicado no Facebook, a enfermeira aposentada Maria Aidê Nar­ciso (fo­to), ao explicar o que aconteceu em uma reunião em que participou junto com outras líderes do movimento que realizou dois protestos contra a situação de caos da saúde local e até usou a tribuna da Câmara na última segunda-feira, foi enfática ao afirmar que terceiro andar que estão falando tanto já foi reformado em 2017 e só não funcionou porque não tinha fun­cionários.

Também destacou que na reunião que aconteceu no gabinete do prefeito Fernando Cunha, o secretário da Saúde e o diretor clínico da UPA – Unidade de Pronto Atendimento, foi feita uma espécie de tentativa de “convencimento” pra que o grupo paralise os protestos que vem fazendo e, também, que não aceitaram as explicações, po­is elas estariam muito dis­tante da realidade que a população tem encontrado no dia a dia.

Destacou também que ficou estarrecida com a frieza do médico diretor da UPA e com o fato de terem alegado que a perícia teria apenas registrado morte indefinida de sua sobrinha La­ris­sa, de 21 anos, falecida recentemente com suspeita de dengue.

Ela começou sua “live” dizendo que tinham marcado a reunião com o pre­feito, mas que quando chegaram lá encontraram tam­bém o secretário da sa­úde e o diretor clínico da UPA.

Leia a seguir o que disse Aidê em seu pronunciamento no “Face”:

— Nós viemos de lá muito a­balada, mas eu tô aqui. Não falei nada ontem pois estava com fibro­mialgia. Da hora que eu vim de lá ontem (quarta-feira já fui pra cama. Hoje acordei e eu não sei quem foi o infiltrado no nosso grupo que quis desfazer o grupo fazendo contenda, então eu fiquei pior ainda. Eu tô brigando por uma causa justa, saúde melhor, por dignidade e o mesmo que eu falei na câmara, eu falei ontem lá. Eu cobrei do secretário da saúde, eu cobrei do diretor da UPA, cobrei do prefeito.

3.º ANDAR JÁ HAVIA SIDO REFORMADO

— Só tá falando de terceiro andar, de 300 mil pra reforma, aonde, gente? Se foi reformado em 2017, até fevereiro tava reformado, eu trabalhava no terceiro andar. O terceiro andar foi reformado e eu trabalhei até julho, agosto desativou por falta de funcionário. Tinha cama de controle remoto, tinha tv de led, tinha ar condicionado, dois pacientes em cada quarto. Então aonde foi parar? Eu perguntei e não teve ninguém que so­ube me responder. Falou que isso foi da gestão passada, não é da gestão passada. Foi no passado presente, 2017 foi aí, reformou e já fechou. Ficou três meses funcionando e já fechou.

— Então o povo tá pensando que eles compraram nós. Não comprou não. O que eles falaram pra nós, pra quem é leigo, até acharam que falaram grande coisa, mas eu que trabalhei 37 anos na saúde, eu sei que aquilo lá é conversa pra tentar nos calar, mas não vão nos calar. Então o que foi cobrado deles, nós vamos esperar. O que eu pedi pra eles prioridade pra idoso e eles falaram que não pode por causa do estatuto da saúde. A classificação é pela cor (verde, amarelo, vermelho), então mesmo se for idoso não tem prioridade, a prioridade são os casos mais graves. Eu pedi pra gestantes que chegam lá com dor, com sangramento pra serem atendidas mais rápido ou então mandar pra Santa Casa ou então pedir pro ginecologista de plantão ir lá avaliar a paciente, mas falaram que não pode. Isso significa que eu falei pra eles “entramos aqui, ficamos três horas e meia pra no fim a gente sair daqui como se nada estivesse resolvido”.

— Eles tentaram confundir nossa cabeça e não resolveu nada. O secretário da saúde ficou com vergonha da manifestação, disse que acabou com ele. O diretor clínico da UPA, frio, calculista. Olha, eu nem vou falar muita coisa, como eles só sabem falar de processo, então eu não vou falar muita coisa porque eu saí de lá arrasada e sem nada resolvido, eles tentaram nos calar. Eles deram atenção pra nós, fomos bem atendidos: “quer água? quer café? quer isso, quer aquilo. Senta em uma cadeira confortável, tem ar condicionado, tem câmera fiscalizando você”.

PEDIRAM PARA PARAR MANIFESTAÇÃO

— Pediram pra gente parar com a manifestação até eles resolverem. Nós demos prazo pra eles: é uma semana e se não resolver, nós vamos pra rua de no­vo.  Nós vamos começar a ir durante o dia, aí eles vão ver a vergonha que eles vão passar. O secretário da saúde falou que se tiver alguma denúncia, exame que tá pra fazer, pra ir lá e falar com ele, mas citar nomes. Eu falei assim: “por que na UPA só chama a polícia quando o doente ou o acompanhante que não aguenta mais esperar só chama a polícia e por que quando eles maltratam o paciente ou o acompanhante, não é chamada a polícia?”, eles ficaram calados, não me deram resposta. Eu tô dando essa resposta porque eu vi o Arantes falando que parece que nós fomos comprados. Ninguém me compra não e eu não tô brigando por mim, eu tô brigando por todos, por uma cidade melhor. Primeiro nós vamos lutar pela saúde, não vamos parar esse grupo.

CAUSA INDEFINIDA

— Falaram da Larissa, só que pra quem é leigo, não sabe. A cor que ela tava, é cor de hemorragia interna. Ela tava com dengue? Tava. Ela tinha anemia? Tinha. Se é que tinha, eu não sei. Eles falaram que tinha, mas ela tava com dor abdominal e branca, pálida, sem cor. O sangue dela tava indo pra onde? Eu perguntei pra ele, se a dor era abdominal, ela tava com esse sangramento onde? Perguntei a causa da morte, ele falou assim que é indefinida. No laudo do atestado veio indefinido, aí eu falei assim pra ele: “por que que de lá veio falando pra não relar na barriga?” Porque tava cheio de sangue parado ali. Se tivesse feio um ultras­som, se tivesse feito um raio-x teria visto que estava cheio de líquido no abdômen.

ULTRASSOM ITINERANTE

— Ele falou pra mim que o aparelho do ultrassom fica lá no setor que fica per­to do dr. Minari durante o dia, a noite vai pra UPA. Você acha que eu a­creditei? Aí eu falei pra ele que não acreditei, não acredito então deixei eles falarem só que o que eu perguntei eles não tiveram resposta. Falaram pra gente não ficar postando no Face, mas eu tô continuando. Nós não estamos bem. Podem ver que estou com o rosto inchado, de cama, levantei porque eu vi falando que parece que nós fomos com­pradas, porque ninguém deu resposta nem da nossa parte e nem da parte da prefeitura, mas estou aqui como uma das líderes.

ALESSANDRA BUENO

— A Alessandra Bueno tá nós ajudando, nos apoiando sim. Fizeram uma montagem de uma conversa que não existiu pra falar que ela tava falando mal de mim, que a Jane ainda dá pra engolir e que eu não. Eu não sou doce pra ninguém gostar de mim, a pessoa que fez não deve gostar de mim. Por quê? Porque eu sei demais, eu sei muita coisa.

— Tinha uma pergunta que eu tava entalada há muito tempo que eu perguntei pro secretário da saúde. Que tem uma pessoa rica que consegue um medicamento lá de 12 mil reais e eu tenho um neto especial de 18 anos que não consegue um remédio que custa 600 reais e uma lata de leite. Sabe onde ele consegue? Em Rio Preto. As fraldas que ele usa? Em Rio Preto. E Olímpia que é uma cidade turística que eles falam, uma cidade me­lhor. Eu não sou contra o turismo, eu não sou contra os turistas porque eles não sabem o que está a­conte­cendo aqui, mas em Olímpia a saúde tinha que ser prioridade. Eu falei pro prefeito que se não tiver uma saúde digna, eles não podem lá atender o turista. Eu falei pro médico que os médicos estão faltando amor, ele falou pra mim que os médicos são técnicos, agem pela profissão deles, eles não podem ser emocionalmente abalados.


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