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Olimpia, 05 de Novembro, 2017 - 23:01
Ministro da Justiça reafirma o que já se sabia sobre polícia do Rio

Do Conselho Editorial

O ministro da Justiça do governo Temer, Torquato Jardim, chocou a hipocrisia nacional ao afirmar em entrevista que a polícia do Rio de Janeiro tem em seu comando policiais indicados por deputados e pelo crime organizado.

Como de praxe, os comandantes da Polícia Militar reagiram de forma colérica ao que foi noticiado como se o ministro estivesse falando de algo muito recente e nunca discutido no Brasil.

Só pra se ter uma ideia, em 1999 o governador Antony Garotinho determinou o afastamento do comandante do 6º Batalhão da PM (Tijuca), tenente-coronel Roberto Coutinho, denunciado por envolvimento com a cúpula do jogo do bicho.

A denúncia à época envolvia atuação de policiais ligados a esquema de propina através do jogo de bicho no Rio.

Havia indícios de envol­vi­mento do comandante-geral da PM, coronel Sérgio da Cruz, nomeado por Garotinho, com o esquema, além de envolvimen­to em grupos de extermínio.

Garotinho, recentemente foi preso e liberado após, por envolvimento em corrupção e o ex-governador Sérgio Cabral e membros de sua equipe estão presos.

O filme Tropa de Elite já denunciava este caos que contou com a participação direta de Garotinho e Cabral enquanto ex-governadores com trânsito ao crime organizado.

No filme o personagem Capitão Nascimento mos­tra as milícias e a política de segurança pública como os principais adversários a um Rio de Janeiro mais seguro.

Ele mostra também a luta de duas pessoas de pontos de vista quase opostos contra este mesmo problema.

Uma destas pessoas é bem real, no caso, o deputado Fraga (Irandhir Santos) no filme, ou Marcelo Freitas no livro, claramente inspirado em Marcelo Freixo, deputado estadual do PSOL (reeleito em 2010) que foi o responsável por trazer à luz os problemas das milícias, e por liderar a CPI das Milí­cias onde cerca de 226 políticos foram acusados de manter relações com estas organizações.

Como bem se pode observar nada há de novo ou desconhecido na fala de Torquato Jardim, nem ao menos a indignação dos comandantes da Policia Militar ou do alto comando da mesma, já que, tirante os que se opõem aos desvios de conduta, são cúmplices de bandidos, criminosos fardados.

E, criminosos que, com a estrutura do Estado, colaboram para o crescimento e o fortalecimento do estado paralelo inviabili­zando a segurança no Estado do Rio de Janeiro, de tal maneira, que dia menos dia, a continuar o crescente domínio da bandi­da­gem, quem vai ser expulso das ruas será o Estado de Direito.

A organização criminosa, e neste aspecto não se pode afirmar que tenha sido através do Rio, foi criando contornos empresariais e mercantis capitalistas organizados de tal forma que sua expansão para outras unidades da Federação foi inevitável.

Mais que isto, como no comércio legalmente explorado foram se dividindo em correntes adversá­rias e concorrentes com interesses diversos a disputar fatias do mercado e nichos que não fora a violência do exercício da atividade combatido pelos institutos normativos poderia se dizer que se está diante de uma eficiente e milionária oportunidade mercantil.

Tão milionária que bandidos e policiais bandidos, e políticos bandidos quando são presos fica evidenciado o luxo e a ostentação em que viviam.

É muita mansão, muito carro de luxo, muita joia, muita viagem para o exterior para pouco salário e trabalho quase nenhum.

Não há nada de novo nas declarações do Ministro da Justiça, principalmente se for observada pelas reações adversas a realidade ali notada, que o máximo que pode acontecer será a demissão do Ministro como ocorreu com secretário de Garotinho ao apontar a mesma questão há anos atrás.

Pensando bem, em país que diretor de presídio e comandante de polícia se sente orgulhoso quando o jornal estampa na capa a apreensão de celulares e armas nos presídios, ao invés de se sentirem envergonhados de tal fato estar ocorrendo em uma unidade prisional, onde nada disto poderia entrar, não se pode esperar muito das autoridades.

Discutir se o ministro tem razão ou não, quando bastaria ver a situação vergonhosa em que se encontram os dois ex-governadores do Estado, Cabral e Garotinho, é inimaginável que o governo possa ter estado na mão de dois corruptos e que as instituições todas tenham mantido a seriedade.

Há exceções, como há exceções em tudo e o Filme Tropa de Elite demonstra bem isto no enfrenta­mento que policiais honestos são obrigados a ter com a parte corrupta da corporação.

E se houve e se há falhas gritantes na entrevista do ministro é de que o mesmo serve um governo que muito mais estimula cor­rupção e corruptos que inibe, sem contar que não apresentou provas do que falou e muito menos ex­plicitou o que pode e deve ser feito para reverter o caos e a crimina­lidade no Rio.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 06 de Novembro, 2017

Não poupo críticas a jornalistas que (eou veículos jornalísticos) que abordam os assuntos espinhosos, sempre tirando o seu da reta (desculpe a grosseria da expressão)como forma de obter audiência, sem nunca correr o risco de quebrar o relacionamento com suas fontes e ainda manter seu emprego atendendo o politicamente correto preceituado pelo patrão ou pela empresa. O editorial acima Ministro da Justiça... merece inserção em toda mídia nacional (escrita e falada), se não para polemizar um assunto que fere de morte a segurança nacional, mas pelo menos para contraditar o todo restante dos meios de comunicação que, sem exceção, saíram pela tangente, e muito mais, tentaram de todas as maneiras debitar ao Ministro um desafinamento com a equipe do Palácio do Planalto -de certa forma, diretamente com o ministro Jungmann das FA's - ao trazer à luz do dia, o que todo mundo sabe decór e salteado. O editorial quebra uma sequência de esconderijos da verdade que envolve a segurança, no Rio, -e, destarte no Brasil inteiro com intensidade maior nos centros urbanos - que só tem causado o esfacelamento das políticas que deveriam ter sido aplicadas nesta área, principalmente no combate ao trafego de armas nas fronteiras e o tráfico de drogas nas ruas, tendo em vista que o desbaratamento dessas duas prerrogativas acabaria atingindo de morte o Crime Organizado, onde, a maioria dos políticos se abastecem (e depois, eleitos, devem atender suas reivindicações) e garantem seu establishement intacto e à distância do ordenamento legal e das práticas republicanas. Um sonoro vade retro, Satana a todos estes que enfileiram as raias do jornalismo de interesse, nadando na penumbra acobertada pelos 3 poderes da República, todinho envolvido neste fundo de bordel da Segurança Nacional! Ao Conselho Editorial, pelo menos uma vez, mutatis mutandis! sem envilecer nos auto-elogios!

 
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