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Olimpia, 11 de Janeiro, 2021 - 21:18
O combate ao mosquito continua!

Com a pandemia do novo coronavírus, o assunto foi meio que deixado de lado, mas perigo causado pelo Aedes aegypti continua. O assunto é sempre atual. No verão a população do mosquito causador da dengue aumenta, e muito, por causa da chuva e o consequente armazenamento de água em pneus, latas, garrafas e tantos outros recipientes espalhados pelas ruas, terrenos baldios e lixões. Isso sem contar as caixas de água que ainda estão abertas, vasos de plantas etc etc etc.

A história é assim, o verão ajuda a proliferar a dengue, mas é preciso estar vigilante o ano inteiro.

Nos últimos tempos os ovos do mosquito Aedes aegypti tornaram-se mais resistentes e imunes ao cloro e aos inseticidas, conseguindo, assim, sobreviver por até um ano para eclodir nas primeiras chuvas do verão seguinte.

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões a 100 milhões de pessoas são infectadas anualmente no mundo e, segundo o Ministério da Saúde, quase 500 mil precisam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da doença. No Brasil, o problema é grave; já foi considerado epidemia, muitas pessoas morreram e, ano após ano, verificamos que a doença não foi erradicada, ao contrário, principalmente no verão, novos casos acontecem.  E por isso, o mosquito precisa ser combatido SEMPRE.

O papel da população é essencial para erradicar a doença do país. Medidas simples, como não deixar recipientes com água parada, podem evitar a proliferação do problema. O vetor da doença - o mosquito Aedes aegypti - precisa de ambientes úmidos e quentes para procriar, principalmente locais com água empoçada como vasos, garrafas ou recipientes que acumulem líquidos.

Não basta evitar que a água fique acumulada. No caso dos bebedouros de animais, estes precisam ser lavados todos os dias com água e sabão antes de trocar a água a fim de eliminar os ovos caso o mosquito os tenham depositado ali; somente trocar a água não é eficaz no combate.

E vale a pena repetir, cobrir as caixas de água com telhas, colocar areia nos pratinhos das plantas e cuidar para que realmente não fique água acumulada na areia – sendo que o bom mesmo é não ter pratinho nenhum - livrar-se do lixo mantendo quintais e pátios limpos, manter os recipientes de lixo fechados.

Lembrando também que a dengue é uma doença febril, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Lugares quentes, úmidos e poças de água são ideais para o desenvolvimento do mosquito e, consequentemente, da doença. A pessoa contaminada deve repousar e só tomar medicamentos com orientação médica, pois certas substâncias comumente usadas para tratar destes sintomas, parecidos com os da gripe e resfriados, podem agravar a doença.

O ciclo de transmissão começa por meio do depósito de larvas do mosquito em recipientes com água parada. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por uma semana, até se transformarem em mosquitos adultos.

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. O mosquito Aedes aegypti é o portador do vírus e transmissor da doença. Os sintomas só aparecem a partir do terceiro dia e podem durar entre 5 a 7 dias.

Os sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do apetite, manchas e erupções na pele, náusea e dores nos ossos e articulações. Em casos mais graves, como a dengue hemorrágica, podem surgir sangramentos pela boca e nariz, dores abdominais, vômito e dificuldade para respirar.

E mais, além da dengue o Aedes aegypti também pode transmitir a Chikungunya, uma doença que provoca dor de cabeça, febre e dor nas articulações e cujo tratamento se estende por vários meses.  


 


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