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Olimpia, 05 de Janeiro, 2020 - 16:13
O efeito “Casa Grande e Senzalas” criado pelo coronel continua polarizando o que não precisa ser polarizado

“Quando elejo alguém meu inimigo, volto minha raiva e meu ódio para apenas uma pessoa, sobre ela descarrego toda a minha fúria, minha raiva, meu ódio e quase sempre, no final das contas, prejudico a mim mesmo. Mas quando elejo milhares de pessoas que pensam semelhantemente como desafetos, então, os meus sentimentos ruins passam a afetar não apenas a mim e ao outro, mas a todos, pois a consequência da minha ira, que me faz agir sem refletir, a tomar decisões sem pensar, se estenderá para o todo e prejudicará a muitos”.

                                                           Mestre Baba Zen Aranes.

PARA COMEÇO ...

... de conversa ao pé do ouvido, não dá pra culpar nem a população mais pobre que esperneia nas redes sociais e nem os ligados diretamente ao turismo que rebatem do outro lado. Numa sociedade composta por cidadãos solitários e não solidários, que vivem numa verdadeira guerra pela sobrevivência, onde quem pode mais chora menos, na verdade, cada um está defendendo o próprio umbigo. Suas verdades não contemplam nada além dos próprios interesses pessoais. Portanto, a cidade que se foda. O futuro que se foda. Cada um quer livrar a sua cara e ninguém pensa no todo. Ninguém consegue enxergar um palmo além do próprio nariz.

AO LONGO, PRINCIPALMENTE ...

... dos últimos dois anos, tem se verificado na internet um grande número de pessoas interessadas no desgaste do atual mandatário e aproveita para insuflar um estigma criado por ele mesmo, em razão da inércia e de sua incapacidade de dialogar com a população, além do man­do­nismo herdado dos tem­pos dos coronéis que o faz querer impor seus gostos e desejos goela abaixo da população sem discutir, sem ouvir ninguém.

AO NÃO DIALOGAR ...

... com a população e demonstrar ser ungido, que sabe tudo e não precisa de opinião de ninguém, acabou não conseguindo vender a própria realidade que ai está de que o turismo é a tábua de salvação de um pequeno município que sempre teve sua economia voltada para a agricultura, que hoje não consegue mais abrigar nem 10% da mão de obra local.

AO CONTRÁRIO, ...

... por ser representante da elite “rentista” local e um investidor nos negócios do turismo, acabou criando a imagem fomentada por ele mesmo de que sua opção seria por fazer tudo por este grupo que representa e os outros que ...

DITO E FEITO, ...

... concentrou suas baterias em obras e atitudes voltadas para aquilo que é a taboa de salvação da eco­nomia local e teve sucesso, sendo responsável por um grande percentual do boom de turistas verificado no final do ano com a cidade lotada e a mudança de padrão do turista que aqui aporta.

DURANTE O ANO ...

... que passou houve um aumento vertiginoso do número de pessoas que aqui chegam para ficar até mais de três dias, em contraste com os dados de apenas um ano atrás, quan­do se calcula que até 70% dos visitantes vinham para ficar apenas um dia no Thermas dos Laranjais.

EMBORA AINDA ...

... não se acredite que este percentual tenha sido invertido, pelo menos neste final de ano a perspectiva é de que tenha senão chegado, superado a casa dos 60% o número de turistas que ficam mais de um dia hospedado na cidade.

CALCULA-SE ...

... que nos dias de pico do final de ano, mais de 15 mil tenham ficado hospedados nos resorts, hotéis, pousadas e casas de temporada de Olímpia. E claro, isso gera milhões de injeção de dinheiro em nossa economia que se reflete em empregos, principalmente indiretos (já que a grande maioria da população não está acostumada a trabalhar no ritmo da ho­te­laria – finais de semana e feriados), principalmente em restaurantes, farmácias e supermercados, além, é claro, da construção civil que para muitos tem abarcado a maioria dos de­ser­dados do campo.

ESTA MUDANÇA ...

... está ocorrendo, com certeza, por obra da iniciativa privada que tem que locar os anunciados 23 mil leitos que existiriam atualmente no município, através de campanhas de mar­keting direto e indireto arrojados.

A NECESSIDADE ...

... de fazer com que o turista fique mais dias hospedado na cidade se tornou imprescindível e a rede hoteleira tem feito sua parte nesta mudança invertendo a ordem, pois no passado, por não ter onde hospedar os visitantes, o próprio Thermas teve que incentivar o chamado “Day Use” atraindo turistas num raio de 200 km que viriam de excursão ou com o próprio veículo, mas que chegavam de manhã e à tarde retornavam para suas cidades.

NÃO SE ...

... pode, no entanto, fechar os olhos para o fato de que as obras do “Vale do Turismo” trouxeram um atrativo a mais para segurar o turista na cidade, assim como eventos de porte como foi o show da virada do ano, além da manutenção constante da região entre a Benjamin Constant (antiga Boia­dei­ra) e o Thermas e o incremento no saneamento básico na mesma região foram importantes para tal fato e aí está a marca do atual governo.

MAS, PELO EXCESSO ...

... de soberba acabou não planejando direito e pecou na mobilidade e na falta de planejamento causando a grande polêmica do final do ano.

NO ENTANTO, ...

... quando tinha a faca e o queijo nas mãos, era só cortar, fingir que seria democrático, fingir que ouviria a população, fazendo com que esta se integrasse ao turismo, não, abandonou os bairros, sequer enviou representante para amainar a fúria dos menos favorecidos.

O ATUAL ...

... mandatário acabou, com isso, criando uma divisão na cidade como se o Vale do Turismo fosse a Casa Grande onde o si­nho­zinho, o senhor feudal, o ditador, o coronel reside e se preocupa e o resto da cidade fosse composto por duas senzalas divididas pela Aurora Forti Neves, uma mais próspera e outra totalmente abandonada.

AO SE CONFIRMAR ...

... que o esgoto realmente esteja sendo tratado, pois outra falha do atual governo foi não trabalhar com a descrição fiel da realidade, e deixar que fosse enfeitado o pavão, se escondesse as falhas e não se assumisse os próprios erros e ninguém acredita que a ETE esteja funcionando, um grande passo estará sendo dado para o crescimento do turismo, eis que ele depende da infraestrutura do município e saneamento básico é saúde.

COM A PERFURAÇÃO ...

... de poços do aquífero Guarani e o próprio aproveitamento do antigo poço da Petrobrás, assim como o aumento dos reservatórios, estará resolvida a questão da água e outro passo no mesmo sentido estará sendo efetivado.

PORTANTO, ...

... faltava pouco. Alguns parcos milhões resolveriam a maioria dos problemas da periferia e um marketing mais arrojado conseguiria trazer toda a população para se engajar na tábua de salvação da economia da cidade que é o turismo.

MAS NÃO, ...

... a incapacidade de se ativar um mínimo de sentimento de humildade fez com que tenhamos que enfrentar uma polarização entre os mais pobres e a elite local que acaba sempre respingando no turismo.

DE UMA FORMA ...

... ou de outra e este colunista ajudou a população a enxergar isso, não dá para ninguém, em sã consciência negar que não usufrui mesmo que indiretamente de alguma benesse do turismo. E a grande massa parece saber que é assim. Mas a “impáfia” Fernandiana fez nascer o Fla x Flu olimpiense, a polarização que é prejudicial e poderia ter sido evitada.

CLARO QUE ...

... tudo pode ser melhorado (frase do prefeito sem pasta e o grande idea­lizador e realizador do turismo, o empresário Be­ni­to Benatti), principalmente em ano de eleição, mas, com certeza, o estigma de um prefeito que não gosta de pobre e que só trabalha para os ricos, este poderá apenas ser amenizado e, com certeza, custará muito caro para quem pretende se reeleger.

José Salamargo – contente até por ter visto a balbúrdia da falta de estacionamento no Vale do Turismo, pois relembrou os tempos em que visitou cidades litorâneas onde este mesmo problema acontece. Claro, na maioria das cidades, quem comete infração de trânsito é pelo menos multado, em alguns casos tem o carro guinchado. A lei é para todos. Mas, sem dúvidas, é um problema que com planejamento pode ser resolvido e deixa no ar o gostinho de que realmente hoje somos uma cidade turística. Temos futuro mesmo em meio aos tempos tenebrosos que se avizinham não só políticos, mas também pela evolução tecnológica que deverá dizimar empregos justamente dos sem cultura, dos descamisados.


 


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