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Olimpia, 11 de Agosto, 2019 - 11:25
O estigma de não gostar de pobres e a opção pela elite

“A voz do povo pode não ser a voz de Deus, mas como a maioria do povo é pobre e pobre sempre é maioria, mesmo quando é conduzido, insuflado, pela repetição da construção de narrativas, de exteriorização de entendimentos, acaba ficando próximo da realidade”.

Mestre Baba Zen Aranes.

SE NÃO FOSSEM ...

... tantos os comentários que grassaram principalmente pelo “Face­book” nos últimos meses, poder-se-ia dizer que este seria o resultado de um plano de marketing muito bem bolado por parte daqueles que não comungariam na cartilha do atual prefeito.


UM VERDADEIRO ...

... e intrincado projeto de marketing, um verdadeiro jogo de xadrez, que poderia ter sido desenvolvido, por exemplo, pelo que poderia ser classificado, pelo menos há tempos atrás, como o antagonista, o outro lado da polarização de nossa política que sempre teve dois lados em uma mesma moeda, para criar o estigma de que o atual prefeito, por ter origem na elite local, não gosta de pobre, não governa para eles e teria nojo dos nossos descamisados.

SEMPRE TIVEMOS ...

... dois grupos brigando pelo comando da cidade, mas ambos, situados à chamada direita, ou mesmo ao conservadorismo tupiniquim desta terra de coronéis que ainda não conseguiu instituir a abolição da escravatura e continua sendo dominada por uma classe média alta, que acredita ser a elite desta pobre cidade folclórica.

DESDE A ...

... eleição de Fernando Cunha, filho da elite local, que foi estudar na capital e voltou mais de 40 anos depois enviado para ga­ran­tir o poder nas mãos dos “rentistas” por ordem do cacique que hoje está no segundo posto do Estado.

OCORRE ...

... que desentendimentos, ou estratégias, fizeram com que a população acreditasse que a polarização local, ou seja, os dois lados do mesmo saco e compostos pela mesma farinha, estariam em luta constante, se digladiando, mesmo, estranhamente, misturando aliados e sempre parecendo orquestrar cada passo do futuro na calada da noite, longe dos olhos aflitos de uma população cada vez mais pobre e sem rumo.

SE FOI ...

... fingimento ou não, a verdade é que essa possível encenação ou “brigui­nha de comadres” provocou uma situação inusitada possivelmente nunca antes vista na história desta terra de coronéis: mesmo com a imagem do atual mandatário estando totalmente manchada pelo estigma do nojo aos pobres, não surgiu nada de novo que pudesse, a pouco mais de um ano das próximas eleições, encenar um quadro pelo menos de renovação entre os próprios dois grupos pseudo antagonistas.

NEM UMA ...

... terceira via deu as caras para poder fantasiar que uma disputa democrática poderia estar se afigurando no horizonte.

A NÃO SER ...

... que os estrategistas estejam tentando investir suas forças no nosso “Ni­quinaro”, o político mais polêmico atualmente, sem formação e populista, que age pela intem­pes­ti­vidade e sem medir as consequências, mas que, com isso, está conseguindo ocupar um espaço de representação das classes menos favo­recidas com atitudes totalmente ques­tionáveis, mas que atingem o inconsciente destas camadas da so­cie­dade. Isto se também não for par­te da própria estratégia de não deixar que nada de novo apareça no front, já que é aliado do atual prefeito.

AO LONGO ...

... destes últimos pouco mais de dois anos, foi tu­do sendo destruído, até mesmo aquele que, envergonhado, despiu a cor vermelha e cuspiu no prato com o qual se alimentou deste o seu nascimento político. Cooptado, foi exposto ao ridículo, assim como os que poderiam representar o novo e acabaram sucumbindo ao puxa-saquismo banal.

COM OS ÚLTIMOS ...

... acontecimentos e os arrufos de “Niquinaro” anunciando que pode até se afastar de seu cacique que não consegue con­trolá-lo, poderia estar se configurando um opositor, mas que pode ser também contido na última hora se houver uma caixa de pan­dora que tenha o poder de colocar o cabresto na hora final.

COM A ORDEM ...

... vinda de cima para que se não houver candidato em potencial do lado do império genial, que se faça a composição indicando um vice para o atual, corre-se o risco de se ter até candidatura única, ou mesmo que se coloque outro na disputa apenas para fantasiar a sua moralidade e para poder consagrar a vitória.

A GRANDE ...

... verdade é que esta cidade nunca precisou tanto de gestão, de planejamento, de um governo real que governasse para todos e não só para alguns e, ao que parece, caminha para ficar tudo como dantes no quartel de Abrantes e a população tendo que engolir sem refresco alguém que ela mesmo ajudou a estigmatizar como o imperador da elite que odeia pobre, que fica longe do povo.

José Salamargo – se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? Eis a questão? Talquei?

 


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