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Olimpia, 14 de Fevereiro, 2021 - 18:14
O obscurantismo de uma cidade de coronéis e escravos apedeutas

“O triste é perceber que se mudam as cores,
muda-se o habitat, muda-se o sistema,
muda-se o cenário, mas a escravidão
continua a mesma. Pior ainda é enxergar
que a fórmula atual faz com que o
próprio escravo defenda o seu
estado de escravidão”.
Mestre Baba Zen Aranes.


 

SE JÁ ERA ASSUSTADOR ...

... saber que mais da metade da população local é “negacionista” e desprovida de capacidade reflexiva e vive perambulando pelas ruas e se embebedando nos bares ou na cidade, o pior é enxergar que também é cheia de coronéis que, mesmo sem ter em­basamento para conhecer nem a si mesmo, ignaros, se colocam no patamar de Deuses, que podem decidir até sobre a vida e a morte dos outros.

MAS ESTA SEMANA ...

... um episódio ocorrido veio não só corroborar essa tese, como também expor que uma das realidades mais grotescas da era colonialista, pelo jeito, continua imperando da mesma forma, mas em cenários diferentes: o obscurantismo no seu sentido mais completo.

NO HOUAISS ...

... encontramos três definições: 1- estado de quem se encontra na escuridão, de quem está privado de luz. 2- falta de instrução; ignorância. 3- atitude, doutrina, política ou religião que se opõe à difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares.

ESTAS TRÊS ...

... concepções, os nobres leitores estão cansados de ver surgirem neste espaço, como premissas para as reflexões travadas aqui todos os sábados, por serem notórias nesta comuna de lambedores de umbigo, claro, sempre, mesmo em menor quantidade, com suas exceções.

NO ENTANTO, ...

... choca mais ainda constatar que também sua versão sociológica está presente no nosso cotidiano, principalmente nos círculos da elite perversa, grotesca e xucra. É por demais estarrecedor vislumbrar tudo isso nos tempos atuais.

O SIGNIFICADO ...

... em questão exprime os seguintes conceitos: Obscurantismo (do latim obscurans, “escureci­men­to”) é a prática de delibera­damente impedir que os fatos ou os detalhes de algum assunto se tornem conhecidos. Mais especificamente, deliberadamente restringir o acesso do povo ao conhecimento e a informação.

FOI ASSIM QUE ...

... nossos antepassados (inclusive os meus) mantinham a população no cabresto. Pelo poder de decidir e distribuir as migalhas que garantiam a mera sobrevivência e pela criação de uma realidade inexistente, teatral.

PARA ISSO, ...

... na época, eram usados os bate-paus, os capatazes e a própria educação castradora impondo às crianças que o correto é o servilismo ao coronel, o lamber as botas do dito cujo e aceitar suas encenações como verdades absolutas.

HOJE, COM A MÍDIA ...

... forte e a internet que deu voz para os escravos espernearem, mudou o cenário, mas a situação continua a mesma. Através da omissão, da maquiagem, da mentira deslavada (verdadeiros fake news), se cria uma realidade virtual, uma verdade fictícia, que acaba sendo corroborada pela massa que, sem conhecimento e capacidade de entender a complexidade das situações, embarca e participa diretamente da grande peça teatral sem saber que, mesmo com seus gritos e ofensas de baixo nível, está defendendo a manutenção de sua própria escravidão e imbecilidade.

O EXEMPLO DISSO ...

... veio, esta semana, nem tanto do fato, mas do desnudar da prática.

PELAS CONVERSAS ...

... de grupo de WhatsApp interno do Abrigo que vazaram esta semana e mostraram a irresponsabilidade dos nossos coronéis, ficou claro o costume de enganar, enganar e enganar a população.

PARA COMEÇO ...

... de conversa, não adianta dizer que o Abrigo São José é uma entidade particular. Se recebe verba pública, assume o caráter de coisa pública. E aí ficam algumas dúvidas. Quan­tos internos será que existem no local para manter 53 funcionários? Tem algum promotor fiscalizando o que está acontecendo lá?

MAS, SE ATENDO ...

... apenas ao fato que deu origem ao tema de hoje. Uma interna morreu no sábado, dia 06, ao dar entrada na UPA e exame rápido constatou que estava infectada pelo vírus.

NINGUÉM ...

... vai ficar sabendo ao certo se morreu mesmo pelo corona, já que o teste rápido não é tão confiável e todos os internos e funcionários da entidade tinham sido vacinados 12 dias antes, portanto, este tipo de exame ficaria comprometido.

MAS, EM ...

... razão dessa morte da interna, a Saúde local realizou testes rápidos em todos os funcionários e sabe-se lá quantos internos. 20 funcionários deram positivo, segundo lista que circulou no grupo de Whats do Abrigo, cujos prints vazaram para a âncora do programa jornalístico Cidade em Destaque.

CLARO, ...

... a chamada contraprova, outro exame mais conclusivo, o PCR, teria que ser feito. Aí é que se consolida as veias abertas da América latrina. O secretário da Saúde, pelos “prints” orienta e provavelmente induz a direção da entidade (que não deveria aceitar imposições descabidas) a mandar seus funcionários continuar trabalhando e ficar de bico calado, apenas colocando os funcionários com teste rápido positivo para cuidarem dos internos na mesma situação e os funcionários negativos com os internos negativos.

ACONTECE ...

... que, neste ínterim, uma interna já estava internada em Bebedouro tratando da Covid. Portanto, já estava confirmado que o vírus circulava no local. E os exames PCR confirmaram outros pacientes ao depois.

VOCÊ PODE ...

... estar se perguntando, mas todo mundo não havia sido vacinado? Sim meu caro leitor. No entanto, a vacina leva vários dias para fazer efeito e precisa das duas doses para agir em toda a sua plenitude. E mesmo se todos tivessem tomado todas as doses e cumprido o tempo necessário, não significaria que o vírus não poderia circular no local, pois só 50% dos que tomaram, em tese, estariam imunizados. Os outros poderiam desenvolver a doença, mesmo que em suas formas menos graves, não necessitando de inter­nação e com pouca probabilidade de vir a óbito.

QUANTO AS ATITUDES ...

... do secretário e da direção a entidade não há como evitar a classificação de total irresponsabili­da­de e, dependendo do or­denamento jurídico, até de crime culposo.

MAS, SOCIOLOGICAMENTE ...

... ficou comprovado que continuamos a viver nos sombrios períodos do nosso co­lo­nialismo, agora maquiado pela falsa liberdade dada aos escravos do Deus Mercado, ou mesmo do corone­lismo mais recente, inclusive vivido por nossos antepassados.

SE OS ATORES ...

... desta peça teatral tivessem conseguido manter tudo na escuridão, com certeza, muita coisa pior poderia ter acontecido ou ainda acontecer. Ou não?

José Salamargo ... apenas querendo saber de você pra você mesmo: vivemos ou não o obscurantismo de uma cidade de coronéis e escravos ignaros?


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