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Olimpia, 09 de Abril, 2017 - 21:19
O ser humano não é descartável

Rapidinhas
* Modismo pouco é bobagem! Quando fiz o curso primário, as excelentes professores (não havia, ainda, esse negócio de “tia” , a escola era risonha e franca e a car­tilha suave) ensinavam o alfabeto em letra de fôrma (maiúscula e minúscula, a chamada letra bastão ou de imprensa) e em letra cursiva. Em raros casos, usávamos a letra bastão.

* Hoje, a maioria dos alunos tem uma letra pessimamente desenhada, muitas vezes inelegível – a letra não precisa ser bonita, mas tem de ser legível, bem desenhada.


* Certas escolas estão alfabetizando com as crianças com a chamada letra da internet, de fôrma. Dizem que, mais tarde, eles aprenderão a letra cursiva. Dificilmente.

* Tenho contato com alunos do ensino médio, de cursinhos e até de faculdades que não sabem desenhar a letra cursiva.

* Uma constatação: alunos alfabetizados com letra de fôrma, dificilmente conseguirão escrever com letra cursiva.

* Adriane Ideta, coordenadora de um colégio paulistano, diz que a letra bastão traz para a escola o mundo real (“virtual”, digo eu) da criança, a letra que ela vê no dia a dia e que, com a tecnologia, se tornou mais presente, mais referência”.

* A escola tem de apresentar às crianças o novo, aquilo que ela não tem em casa. Se elas estão “dominadas” pela internet e só sabem usar (conhecem) a letra bastão, mais um motivo para ensinar-lhes a grafia cursiva. É função da escola revelar ao aluno (sempre) o não comum, a mesmice, o já conhecido. Ir além do que o aluno já sabe...

* A escola deve oferecer as duas formas de se usar o alfabeto. Uma coisa não exclui a outra. Podem caminhar juntas (as letras bastão e cursiva). Por que não ensinar os dois estilos ao mesmo tempo?

* Segundo Francisca Ma­ciel, doutora em educação pela UFMG (ela é especialista em alfabetização), “[...] quando se usa a letra de imprensa, o traçado mais simples é favorável à coordenação motora”.

* Se a letra cursiva é mais complexa, tem o traçado mais “difícil”, seria ela a letra favorável ao desenvolvimento e aprimoramento da coordenação motora e não a letra bastão. A letra cursiva deve ser ensinada ao mesmo tempo que a bastão. Basta situar, contextualizar e explicar o seu uso.

* Soreny do Espírito Santo, pedagoga no colégio São Vi­cente de São Paulo, afirma que “sem a quebra da letra, que acontece com a letra bastão, que exige tirar a mão do papel (“como se a língua escrita fora constituída aos pedaços, fragmentada”), o aluno dá seqüência ao pensamento, à elaboração de idéias”. O pensamento não é elaborado como se fora uma colcha de retalhos, ele próprio é cursivo.

* O MEC diz que as escolas têm autonomia para escolher um tipo ou outro de letra a fim de alfabetizar as crianças. Segundo o MEC (acertadamente), a escola deve inserir o reconhecimento e uso dos diferentes tipos de letras.

Outras Notas

Só uma perguntinha, que perguntar não ofende: Sem a letra manuscrita (cursiva – que confere “uma certa identidade à criança”) “como ficam as assinaturas!?” Francisca Maciel, doutora em educação.

* Barraco legal! O presidenciável Ciro Gomes chamou o presidenciável João Doria de farsante. Doria mandou o sr. Ciro cuidar de sua saúde mental. Pano rapidinho!!! Este é o nível do “diálogo” entre alguns políticos hoje no país. Lamentável!

* Não gosto de injustiça! A mais bela voz dos Kids (da Globo) é a de Juan Paco – que não foi tão bem na final quanto nas apresentações anteriores, é bom que se diga.

* Em dúvida perguntei a um músico de plantão. O programa é para eleger a “voz kid” ou é um programa para escolher o mais fofo entre os candidatos?

* Ele respondeu na lata: O programa é para avaliar a fo­fura dos concorrentes! Humm! Então tá! Pensei que fosse para escolher quem canta melhor: não era.

* É claro, evidente, nítido, que o Thomas tem talento. E um talento já revelado na pouca idade que ele tem. É uma “fofura”, como todos dizem, e ninguém pode negar. Além de tudo é muito elegante. Vai evoluir muito, inclusive como músico. Mas a hora e a vez eram de Juan Paco, lá da bela Foz do Iguaçu. O povo não quis assim, fazer o quê? Enfim, que ambos façam belas carreiras e tenham muito sucesso.

* E para incrementar um besteirol: havia um termômetro na tela que media a fofuri­ce dos pimpolhos. Um tal de “Fofurômetro”, completamente desnecessário, ainda que fosse, como era, uma brin­cadeirinha...

Certas Notas

* Seu Ciro Gomes anda com um repertório vocabular afiadíssimo. O ex-deputado Eudes Xavier (PT-CE) levantou suspeita de que Ciro e Cid (irmãos) tenham espionado desafeto político. O imbroglio vem se arrastando há 4 anos – aguarda conclusão  desde 2015 na Justiça do Ceará.

* O desafeto, que teria sido espionado pelos irmãos cea­renses, é o ex deputado e adversário político dos Gomes, o sr. Roberto Pessoa, do PR.

* Os Gomes (Ciro e Cid) dizem que os textos dos e-mails (que Eudes Xavier diz ter recebido em seu gabinete, os quais falavam de espionagem Roberto Pessoa) são “absolutamente fantasiosos” e “inven­cionices”. Não teriam tentado nem espionado ninguém (“adversários”).

* Ciro diz que tudo são invencionices: Inventaram tudo isso e passaram para o Eudes. Resta saber se ele entrou nisso de beócio, imbecil ou idiota – não disse que o vocabulário do homem anda afiadíssimo? O estilo (a reação de Ciro) é parecido com o do sr. Doria. Lamentável!

* Em tempo: o sr. Ciro Ferreira Gomes, que já foi governador de Estado e ex-ministro, é um dos presidenciáveis para a corrida ao Planalto em 2018.

* Se as novas lideranças políticas forem mesmo o Doria e o Huck, estamos num mato sem cachorro. É mais um sinal de como anda a política brasileira.

* Sujeira em toda parte. Meus prezados leitores, cinco dos sete integrantes do TCE (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) estão... presos. Sim, senhores, presos! Esses senhores são pagos por nós para zelar pelo uso do dinheiro público, como diz Clóvis Rossi. No entanto...

* E mais: A construtora Andrade Guitierrez (pasmem, senhoras e senhores!!!) confirmou em sua delação premiada que subornou sete integrantes do TC do Estado de São Paulo.

* E o tal de GPS, avanço dos avanços tecnológicos, tem mandado passageiros, principalmente estrangeiros, para dentro das favelas. É morte na certa. Uma turista argentina atacada na favela morreu no hospital. Não é o primeiro caso.

* Frase do sr. Ricardo Sena, presidente da Gutierrez: “Fomos apanhados pelados no meio da rua”, ou seja, a empresa presidida por Sena foi apanhada roubando dinheiro do povo brasileiro.

* Será que o sr. Sena quais fazer uma brincadeirinha de péssimo gosto, uma confissão de roubo, quis ser irônico ou ser simpático ao seus investigadores.

Mais Notas

* Bob Dylan aumentou alguns zerinhos (à direita, é claro) em sua gorda conta bancária. Recebeu (?) 8 milhões de coroas suecas, ou seja, R$ 2.8 milhões pelo Nobel de Literatura concedido, por sua poesia.

* Dylan não fez o tradicional discurso de recepção, “a conferencia do Nobel”.

* A palestra é o único requisito para receber o prêmio (uma bolada considerável) em dinheiro.

* A Academia, conformada com as esquisitices do astro, teria razões para ficar tran­quila: acreditam que ele enviará uma versão gravada posteriormente. Uma novela e tanto!

Cumpadres

Bom-dia, meus queridos amigos. A vida é bela.

Cortina

Letra bastão ou letra cur­siva? É, este é realmente o problema crucial da Educação Brasileira. Não há nenhuma propriedade, não há problemas sérios a serem solucionados na área educacional. Por isso fica a discussão sobre o sexo dos anjos. A Educação Brasileira continua caminhando fora dos trilhos. Educadores se preocupam com banalidades e se esquecem do verdadeiro sentido do que seja educar. Assim, senhores educadores, coordenadores e gestores, não é possível continuar. Letra cursiva ou letra bastão? É o fim!!!

* Jucazinho Paz e Amor! Gentil como nunca, o sempre polêmico sr. Romero Jucá dedicou quase uma tarde inteira a guiar um grupo de universitários que conheciam o senado.

Posou para selfie com dois roraimenses e deu beijinhos na testa dos estudantes. Gente que viu, ficou sem entender nada. E é para entender? É, a vida tem dessas coisas.

* Dilma Rousseff e Sérgio Moro falarão na “Brazil Con­ference”. Em Harvard. O movimento Acredito aproveitará para apresentar manifesto pela renovação política. O pontapé inicial seria no ano que vem.

* Cinza sobre brasa. Fernando Haddad ainda é visto como um dos melhores quadros do PT, até por políticos não petistas.

* Seu Ciro Gomes disse para quem quis ouvir: “[Haddad] honrará qualquer chapa da qual participe. Tanto como titular como na posição de vice”. Que elogio, hein senhores. Seria um convite indireto (direto) para que o pe­tista seja um “companheiro” do pedetista nas eleições 2018. Aguardemos.

Cortina 2

“Beija-mão”. Ele já foi paparicadíssimo pelo sr. Temer, por Dilma Rousseff e ... Eduardo Cunha. Agora quem protagoniza o “beija-mão” são os senhores Doria e Alckmin – que esteve, um dia após a visita de Doria, à convenção Nacional da Assembléia de Deus Madureira – “é a maior denominação evangélica do país”.

* Alckmin na convenção: “Feliz a cidade, o Estado, a nação cujo Deus é o senhor”. Pois é... Alguns, dias após a oração, convidou o deputado estadual Cezinha da Madureira (DEM) para ser vice-líder do governo tucano na Assembléia Legisla­tiva – um dos líderes da igreja.

* Em tempo: repórter da Folha, Anna Virginia, conta que o religioso Samuel Ferreira (Assembléia de Deus Madureira) é citado, em processo da Lava Jato, por ceder a igreja (que comanda) para lavar propinas do sr. Eduardo Cunha.

* E pra arrematar: O sr. Doria disse que [entre ele e o bispo] “a química existe”. “Entre amigos nós falamos: a química existe”.

“Ninguém fala como na gramática” (Evanildo Bechara).

O correto segundo a norma padrão:

* Ela anda meio estranha.

* Quero que ela seja a vencedora.

* Vendem-se apartamentos.

* Faz dez anos que trabalho aqui.

* Aquele presunto italiano tem menos gordura.

* Prefiro viver em uma cidade pequena a viver em uma metrópole.

* Já bateram 10 horas.

* Houve pequenos deslizes na apresentação da bailarina.

* Mandei fazer os óculos de minha mãe.

* A meu ver, não há nada de errado em suas atitudes.

Em tempo: A professora Bel Tosato é quem diz: em situações formais de comunicação oral, um equívoco de Português tem peso social e transforma falas cotidianas em “verdadeiros micos”. Bel Iosato, “O tropeço da conversa”, Língua Portuguesa, maio 2008.

A professora empregou uma palavra coloquial, muito usada na  fala; consagrada pelo uso não formal da língua: “micos”, uma gíria. Eu diria: ... e transforma falas cotidianas em verdadeiros “desastres linguísticos” (ainda usando uma palavra em  sentido figurado: desastres). Assim é a nossa bela língua portuguesa.

Em tempo: mesmo o uso “informal” da escrita (norma coloquial) precisa ser vista com atenção”, para que nos livremos dos micos.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colunis­ta, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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