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Olimpia, 30 de Agosto, 2020 - 11:37
O tratamento de choque das multas e a comprovação de que o rebanho reage pelo medo

“Mudaram-se as circunstâncias, os
sistemas, o ‘modus operandi’, o ‘mudus
vivendi’ imposto à maioria, seja pelo amor,
seja pela dor, persiste por séculos e séculos
e ainda deverá perdurar por outros
tantos espaços de tempo, pelo menos
entre aqueles que não vivem, apenas
sobrevivem e deixam o tempo passar”.
Mestre Baba Zen Aranes

POR MAIS QUE ...

... alguns es­per­neiem, se sintam ofendidos, ou mes­mo tentem explicar através da chamada liberdade de expressão (ou mesmo de agir) a metáfora utilizada por este colunista ao explicitar que são verdadeiros zumbis, robôs ou animais programados ou condicionados não para agir, mas para reagir pelo condicionamento que lhes foi imposto pela moral pre­conceituosa, castra­do­ra e escravagista que impera em nossa sociedade, através da educação, esta semana está ficando comprovada a tese de que este tipo de rebanho precisa de tratamento de choque pa­ra poder reagir, voltar ao trilhos, ou ao curral.

ALIÁS, A EXPLICAÇÃO...

... vem do próprio direito que aplica suas penas, mas que necessitam ser di­vulgadas, pois ao contrário, não terão efeito sobre a sociedade que acaba sendo analisada também co­mo se fosse um rebanho. A metáfora acaba sendo corroborada pela sociologia, pela psicologia e pela filosofia, quando estas tentam explicar a diferença entre os que estudam e os que vivem na escravidão da falta do conhecimento.

AO NOS REMETER ...

... ao início da chamada era do conhecimento, quan­­do principalmente na Grécia antiga, de séculos antes de Cristo, se estabeleceu o exemplo mais es­­ta­r­recedor deste conceito metafórico, pois naquele tempo alguns cidadãos das classes mais abastadas recebiam ensinamentos de linguagem e de raciocínio para aprenderem a refletir e, começaram a des­cre­­ver o mundo. Ao depois, tentaram enxergar o próprio ser humano inserido neste universo.

NAQUELA ÉPOCA ...

... distintos leitores, quando se tem a primeira definição de democracia, cidadão era apenas a minoria que detinha posses e, portanto, era considerada ser humano. O restante, a maioria esmagadora era tida como escravo, pois ou não detinha a condição financeira ou não tinha co­mo absorver a capacidade reflexiva que leva ao conhecimento, que também é uma forma de poder. E escravo não era ser humano, era equiparado a meros animais encarregados de produzir para o consumo de seus donos.

SÓ PRA PENSAR NA CAMA, ...

... mesmo com a internet que dá a oportunidade de muitos zumbis e robôs estrebucharem aquilo que entendem como verdades absolutas que lhe foram socadas no cérebro pela repetição e pelo convencimento de uma espécie de reflexo condicionado mais amplo, a situação é muito diferente do que era naqueles longínquos tempos? 90% da população continuam escravizadas hoje pelo consumo (produzindo as riquezas para os 10% que detêm o poder econômico em troco da mera subsistência), morando em senzalas individuais (verdadeiros casulos) sem ter o direito de ser chamada de gente, ou seja, o direito de ser considerado humano.

A DIFERENÇA É QUE ...

... naquela época eram tratados com mais amor, como se fossem animais de estimação e hoje são tidos como animais selvagens que precisam ser conduzidos através de punições severas para poderem ser contidos e alinhados ao que seria a tal convivência em sociedade.

AÍ VEM UM SER ...

... que se acha desgarrado do rebanho e “acha” que tem o direito de decidir por ela mesmo se pode ou não deixar de usar máscara e inclusive postar na internet que não usa e que estaria exercendo sua liberdade de expressão. Mal sabe a ovelha desgarrada do rebanho que está confessando publicamente um crime que a sociedade em que ela está inserida tem que punir para que sirva de exemplo e todo o seu rebanho volte a trilhar os caminhos que são considerados os ideais.

ESSA É A DIFERENÇA BÁSICA ...

... de antanho para a tal modernidade. Para poder controlar o escravo, o sistema dá a ele o direito de se achar cidadão e até de que tem o direito de se manifestar, como se isso fosse a liberdade para a escravidão e o convence que se viver uma vida inteira produzindo o máximo possível terá direito de ser igual àquela pequena maioria que sustenta com o suor de seu corpo.

DE QUE ADIANTA ...

... o direito de expressão se você não tem alimento e capacidade de enxergar nem pequena parte do que a realidade realmente é? Não foi ensinado a refletir, a abrir os horizontes, a confrontar narrativas da realidade, de dividir as ditas verdades em várias partes, dissecá-las para poder analisar todos os detalhes e só assim emitir o seu próprio conceito, buscar sua própria verdade.

ENTÃO, SIMPLESMENTE ...

... vai pelo que lhe sopram no ouvido. Constitui suas ideias com base em “achismos”, fuxicos ou mentiras que lhe são impostas como se verdades fossem e as defende como se fossem algo palpável, extreme de qualquer dúvida ou contestação.

NO CASO ESPECÍFICO ...

... do exemplo de manifestação de figura que se diz contra o uso da máscara e sua liberdade de usá-la ou não, a chibata, ou o choque elétrico pode vir do fato de confessar publicamente um crime que é passível de pena de detenção e de multa.

SÓ PARA EXPLICITAR ...

... ao ser que se acha livre para cometer tais delitos, no rebanho do qual ela faz parte (sociedade), existe uma norma municipal com o respaldo de uma situação de extrema necessidade sanitária, para garantir o direito à vida de todos os outros moradores da senzala onde ela vive. Embora escrava, ela realmente pode tomar a atitude que achar conveniente, mas terá que responder pelos seus atos. Aí, a lei da chibata diz que se transgredir tais regras vai pagar uma multa de R$ 100,00 e pode ser enquadrada no artigo 268 do Código Penal (infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa), que prevê pena de detenção de um mês a um ano, e também o pagamento de multa.

EMBORA POSSA PARECER ...

... pequena a pena de detenção, o ilícito previsto na lei da senzala onde a dita cuja vive, é crime e ense­ja­rá, numa primeira vez, dependendo de condições que serão analisadas, o direito a pagar as tais cestas básicas, ao depois, prestar serviço à comunidade e nu­ma terceira e quarta a ve­zes às restrições advin­das da condenação, além, é claro, de ter seu nome inscrito no rol dos criminosos.

É OU NÃO É ...

... a chibata ou o choque elétrico que pode levar o gado de volta para o curral? Se tivesse capacidade reflexiva (conhecimento), certamente teria o entendimento de que é preciso respeitar o direito à vida dos outros e não necessitaria da chibata e nem do choque elétrico para voltar para o cercadinho onde tem que ficar confinada.

TODA ESTA ...

... reflexão, caro leitor, serve como premissas para se chegar ao conceito de que esta semana ficou com­provada, mesmo que em pequena intensidade, que somos verdadeiramente um rebanho que precisa ser cutucado com vara de choque, com o estalar de chibatas, para ser conduzido para as trilhas certas ou mesmo para voltar ao confinamento em nossos currais ou senzalas modernos.

A PREFEITURA, ...

... após aumentar a multa para a falta da máscara, de R$ 30,00 para R$ 100,00 e instituir outra no mesmo valor para quem ingere bebida alcoólica em local público, passou a fiscalizar e aplicar a pena que afeta o bolso da maioria escravizada (claro, os 10% considerados cidadãos da Atenas olimpiense, utilizam seus poderes para fugir de tais imposições) e o que aconteceu? Foi um Deus nos acuda. Grande parte do rebanho que estava desgarrada passou a voltar para a trilha certa.

MAS PRECISOU ...

... que se entendesse que não basta ter a norma, pa­ra que o rebanho volte ao pasto certo ele tem que ser cutucado, conduzido, levar choque. Traduzindo, é preciso que se aplique a lei e que se divulgue que ela foi aplicada, senão ela é letra morta e não cumpre o seu papel.

José Salamargo ... tristemente constatando que o rebanho brasileiro realmente deve superar a casa dos 90% dos animais bí­pe­des, que detêm o poder da imaginação através da linguagem, pois estes só reagem ao som da chibata ou da vara de choque e podem ser conduzidos para onde desejar aqueles que detêm o poder, se chegar até eles e lhes impor as realidades que lhes convier conduzindo o gado, o robô, ou o zumbi para onde servir melhor aos quase sempre propósitos obscuros ou que sirvam a interesses de pequenos grupos.

O pior é que não é possível vislumbrar uma mudança no sentido inverso, que teria que passar pela educação formal. Ao contrário, o que se imagina é o descarte desta grande massa que poderá ser subs­tituída num futuro próximo pelos robôs verdadeiros, construídos pelo próprio homem e muito mais fácil de ser programado e manipulado.

E viva Zé Ramalho, o poeta do apocalipse que há décadas propaga em poesia musicada que existe um Feliz Gado Novo, composto de um povo marcado, um povo feliz.

“Ôoo... Hei boi. Vocês que fazem parte dessa mas­sa; Que passa nos projetos do futuro; É duro tanto ter que caminhar; E dar muito mais do que receber; E ter que demonstrar sua coragem; À margem do que possa parecer; E ver que toda essa engrenagem; Já sente a ferrugem lhe comer.

Êh, ô, ô, vida de gado; Povo marcado; Êh, povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável; A vigilância cuida do normal; Os automóveis ouvem a notícia; Os homens a publicam no jornal; E correm através da madrugada; A única velhice que chegou; Demoram-se na beira da estrada; E passam a contar o que sobrou!

O povo foge da ignorância; Apesar de viver tão perto dela; E sonham com melhores tempos idos; Contemplam esta vida numa cela; Esperam nova possibilidade; De verem esse mundo se acabar; A arca de Noé, o dirigível; Não voam, nem se pode flutuar.

Êh, ô, ô, vida de gado; Povo marcado; Êh, povo feliz!”


 


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