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Olimpia, 12 de Janeiro, 2020 - 21:47
Otavio Lamana confirma que nova ETE pode não estar tratando o esgoto local

PRÉ-CANDITATO DO PSDB!        Sarti garantiu que o PSDB lança candidatura contra a reeleição do atual prefeito.

“Minha saída da prefeitura não teve nada a ver com a tal cobrança de dívida da Santa Casa. Tanto que o prefeito teve que dar um jeito de resolver a situação”.

O pré-candidato a prefeito pelo PSDB de Olímpia, Otávio Lamana Sarti, que foi superintendente do Daemo no começo do atual governo, foi ouvido por mais de uma hora no programa Cidade em Destaque pela rádio Cidade e também em “live” pelo Facebook e Youtube, na sexta-feira, 10, e confirmou a informação passada pelo vereador Flávio Olmos de que a nova ETE não estaria tratando o esgoto da cidade.

Lamana foi o quinto pré-candidato entrevistado pelos âncoras do programa, jornalistas José Antônio Arantes e Bruna Silva Arantes e na sexta-feira deu uma explicação técnica para o que possivelmente estaria acontecendo na ETE.

Segundo Lamana, o problema ocorre toda vez que entra uma carga maior no sistema. “Se entrar uma carga maior, todo aquele sistema de microrganismos que faz com que o tratamento se perca e leva meses para serem recomposto”.

Ele afirmou que a ETE é a primeira de um projeto que prevê três fases. Essa estação de tratamento de esgoto é dimensionada para tratar até 60 mil habitantes. Então vamos fazer uma conta grosseira. Você acha que lá no Morada Verde, no Harmonia, no Viva Olímpia, vamos supor que lá tenha 15 mil pessoas, mais ou menos isso. Então, se nós temos 55 mil, tiramos 15, sobraram 40 mil. Esses 15 são tratados lá na Estação de Tratamento do Córrego dos Pretos, sobrou 40 mil para ser tratado aqui na ETE nova. Mas se você tiver 25 mil turistas na cidade, quando dá isso?”

E continua: “Toda vez que extrapola a capacidade, quando entra uma carga maior, compromete todo o sistema de micro-organismos que faz o tratamento de esgoto. O sistema biológico que faz o tratamento demora de 60 a 70 dia para se recompor. Ou seja, para voltar a tratar o esgoto. Então nesse período não tem tratamento”.

Lamana garante que toda vez que a Estação recebe esgoto acima de sua capacidade o ‘tratamento vai pro vinagre’. Além dele ir direto pro rio, você vai diluir aquela quantidade de microrganismos e você tem que refazê-la novamente. Aí vai levar mais 60 dias”.

Otávio Lamana Sarti começou sua entrevista dizendo que o que o levou a ser um pré-candidato é justamente visualizar que poderia fazer um bom governo.

“Porque eu estive lá no DAEMO durante dez meses. Eu não conhecia uma empresa pública, não conhecia o funcionalismo público, fiquei conhecendo então. Achava que fosse alguma coisa um pouco mais complicada. Nós fizemos um trabalho de reestru­turação da empresa e surtiu bons efeitos durante os dez meses que estive lá. Também estive um pouco na Secretaria de Obras, quando Jun­queira se afastou durante quase 60 dias, que eu acumulei os dois cargos. Então eu conheci bem a estrutura funcional da municipa­lidade e comecei a formar algumas opiniões de como poderia melhorar isso. Eu venho aqui para dizer que tenho uma boa proposta para administrar um município”, adiantou.

Otavio confirmou que em seu partido existem três pré-candidatos e mais dois que poderiam vir do DEM, portanto, pelo menos dois do PSDB deixariam a disputa para o que estiver mais avaliado se candidatar.

Sobre um possível acordo com o atual prefeito, Lamana foi enfático: “Nosso grupo é de oposição a candidatura do Fernando Cunha e vamos lançar candidatura própria para disputar com ele”.

Sobre os principais problemas que a cidade enfrenta atualmente, Otavio acredita que seja de administração. “Em todas as secretarias da cidade, a própria estrutura administrativa do funcionalismo público aqui ainda é muito precária. A começar da informática da Prefeitura. São várias softwares que têm problemas de comunicação entre os sistemas e isso aí vai embora. Outro detalhe  muito gritante: o secretariado. O prefeito precisa ter um secretariado forte, comprometido e de cidadãos olimpienses, que é o que falta no momento, principalmente na área da saúde”.

E complementa: “Poxa, Olímpia tem 70 médicos, será que nós não temos aqui um secretário médico na saúde? É um absurdo faltar um detergente, um sabonete, uma toalha, um remédio de dois reais em uma UPA. Isso é inadmissível. Então precisa de uma boa gestão na saúde, não só médicos. Como, por exemplo, você viu aquele caso que o sujeito quebrou a porta lá outro dia, precisava ter um assistente social lá na UPA para dar um suporte psicológico para aquela pessoa que chegou lá, que está nervosa, aguardando. A gente precisa tratar essa área com muito carinho”.

Sobre o atual prefeito, afirmou: “No meu ponto de vista, a gestão no todo é falha. Eu atuo no ramo do agronegócio, eu não pretendo ter nenhum tipo de negócio na área do turismo. Acho que turismo é de suma importância para o município, mas eu não concordo com alguns pontos como, por exemplo, que o PIB da cidade seja de 60% vindo do turismo. Eu acho que têm 60% do agronegócio, ainda nesse 60%, o comércio do agronegócio, que ainda é forte. Mas você ainda tem a indústria de metalurgia, a indústria moveleira - que não é grande hoje, já foi muito maior, mas está presente -, você tem o comércio local”.

Sarti reforçou ainda: “Então, dentro do poder público, nós temos que estimular todas essas atividades, nós não podemos focar só no turismo. Se eu for o prefeito de Olímpia, o meu secretário de agricultura vai ser um agrônomo. Hoje se você quiser plantar cana manual, como eu ainda planto e muita gente planta, você tem que trazer essa mão de obra, porque aqui em Olímpia não tem. Então, precisamos trabalhar com a capacitação da mão de obra para todas as áreas em que o município puder evoluir.”

Sobre a sua saída da prefeitura explicou: Nós tínhamos algumas divergências quanto a conduta do DAEMO. Nós pegamos o DAEMO, tinha um caixa de 900 mil reais e deixamos o DAEMO, 10 meses depois, com 9 milhões de reais. Tínhamos vários projetos em paralelo para serem executados e o prefeito gostaria que direcionasse essas sobras de recursos para outras atividades na qual eu discordei. Minha saída não teve nada a ver com a tal cobrança de dívida da Santa Casa. Tanto que o prefeito teve que dar um jeito de resolver a situação”.


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