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Olimpia, 29 de Julho, 2018 - 14:13
Para arqueólogo atividades causaram impactos negativos ao sítio Maranata

Atividades clandestinas praticadas no terreno do Jardim Maranata, ao lado do Jardim Hélio Cazarini, Cohab III, na zona sul de Olímpia, como, por exemplo, uma pista de moto­cross, pastagem para gado e uma arena para domar animais, já causaram grandes impactos negativos à área do sítio arqueológico, que foi descoberto em 1993 e ficou conhecido como Cemitério dos Índios.

A afirmação foi feita pelo arqueólogo Robson Rodrigues (foto), da Fundação Araporã, de Ara­ra­quara, responsável pelas coletas e escavações, na tarde da quarta-feira desta semana, dia 25, quando o trabalho foi acompanhado por um juiz da justiça federal de São José do Rio Preto.


“A pista clandestina de motocross impactou diretamente a área e agora uma arena de laço que foi também construída numa outra área também im­pactou um outro sepultamento”, explicou o arqueólogo durante entrevista que concedeu à imprensa local.

Durante a visita o arqueólogo Robson Rodrigues, explicou todo o trabalho desenvolvido na área do Sítio Arqueológico. “Esse é um sítio importante para o interior do Estado de São Paulo, que há mais de 20 anos já é conhecido e nesse momento estamos realizando as pesquisas arqueológicas para tentar entender um pouco mais a ocupação das populações indígenas nessa área”.

Robson Rodrigues contou também que “nós estamos realizando as escavações de novas áreas desse sítio arqueológico dos anos 90, ele já sofreu uma intervenção por conta, inclusive, do empreendimento. Na época foi feita uma coleta de materiais arqueológicos, que hoje estão no Museu do município, mas nesse momento estamos realizando novas pesquisas arqueológicas para ampliar o horizonte de entendimento do que diz respeito a ocupação das populações indígena aqui no município, que de certa forma se traduz também na ocupação das populações indígenas de toda Bacia do Rio Grande”.

O arqueólogo falou sobre os itens que estão sendo encontrados durante as escavações. “Esse sítio arqueológico é conhecido como Cemitério Maranata porque, de fato nessa área encontramos enter­ra­men­tos da população indígena que morava nessa região. Mas, o fato novo que já começamos a perceber é que essa área pela qual nós estamos pesquisando não serviu apenas para enter­ramento das populações, nós conseguimos identificar uma possível área de habitação, então, encontramos, além dos lugares onde essa população aqui morava, enterravam seus parentes, também conseguimos, com a intenção da pesquisa, delimitar a área de habitação”.

Rodrigues acrescenta: “A princípio nós encontramos duas estruturas arqueológicas, uma associada à habitação das populações indígenas, uma grande área com um solo diferente do solo que nós encontramos, que nós chamamos de solo antro­po­gênico. Esse solo apresenta uma série de características orgânicas que estão associados aos materiais que a população utilizava para suas construções, mas também continuamos encontrando os lugares de enterramento e, para nossa surpresa, nós estamos finalizando a escavação de, pelo menos, um sepultamento, além da escavação da área de habitação”.

“Essa etapa do projeto se encerra no final de julho. Na etapa de um mês de trabalho, além da escavação uma das perguntas que está posta para o nosso trabalho é saber qual é o limite da área do sítio arqueológico, então umas das nossas tarefas também é delimitar a área arqueológica para que possa continuar sendo preservada, mesmo com a vinda de um novo empreendimento”, finalizou o arqueólogo.

Juiz federal fiscaliza invasões em área do sítio arqueológico

O juiz Dasser Lettiere Júnior, da Justiça Federal de São José do Rio Preto, esteve em Olímpia na tarde da quarta-feira, dia 25, fazendo diligências na área do antigo Jardim Ma­ra­nata, localizada ao lado do Jardim Hélio Cazarini, Cohab III, na zona sul da cidade, com o objetivo principal de fiscalizar as invasões do terreno onde em 1993, foi encontrado um sítio arqueológico contendo o chamado Cemitério dos Índios.

“Nós viemos até o local justamente para ter uma impressão mais apurada a respeito dos fatos, porque o processo traz algumas fotos e notícias de 1993, e eu fiz questão de saber o que realmente estava acontecendo no local. Ver os trabalhos de arqueologia e eventuais invasões que poderiam atrapalhar”, explicou Lettiere Júnior.

Lettieri atua nos processos judiciais que tramitam na justiça federal, que dizem respeito ao Sítio Arqueológico do Patrimônio Histórico. “No ponto de vista arqueológico foi boa minha visita para termos uma noção do que está sendo feito”.

De acordo com ele, o empreendedor que adquiriu a área já está cumprindo uma série de requisitos para o levantamento de qual é o sítio arqueológico, qual a dimensão desse sítio e até que ponto isso compromete o reserva do projeto. “A visita foi muito produtiva, foi bom que as pessoas tomam conta da realidade e é sempre bom decidir em cima de fatos”, explicou o juiz federal.

Também de acordo com Dasser Júnior, agora o processo terá continuidade. “Existem pedidos de reserva de área, vai ser juntado agora uma análise preliminar desse estudo que está sendo feito porque toda intenção é isso, primeiramente proteger para que isso possa ser levantado, resguardado o espaço e liberar as outras áreas que possam ter outro tipo de destinação”, informou.

“O processo é de autoria do Ministério Público Federal. Fui muito bem recebido, uma bela diligência e eu gosto de estar assim, entrar em contato com as partes, todo mundo pode indicar as suas áreas de interesse, mostrar onde tem observações a serem feitas, isso só garante que o processo receba mais fatos, mais dados para que possam ter uma boa decisão”, concluiu o juiz.

 


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