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Olimpia, 22 de Março, 2020 - 17:35
Pela dor infelizmente os confusos vão perceber a importância do Thermas e do Turismo em Olímpia

“(...) agora, pela dor, infelizmente, os confusos perceberão a importância do Thermas e do Turismo em Olímpia”.

Willian Antonio Zanolli

Há muito tempo que não escrevo e não o faço por privilegiar outros projetos que interpretei como de fundamental importância para minha felicidade.

Volto hoje em razão da situação em que o país foi jogado pelas circunstâncias ditadas por uma pandemia e pela irresponsabilidade de alguns homens públicos postados em posições de poder relevante.


Irresponsavelmente minimizaram uma tragédia anunciada e não providenciaram soluções que antecipassem as providências necessárias para diluir o resultado que poderá ser trágico.

Muitas vidas foram ceifadas pelo mundo afora enquanto nossas autoridades tratavam como algo sem importância, depreciaram, menosprezaram uma doença grave dando-lhe tratamento de simples gripe quando não é.

Os resultados virão e já estão sendo sentidos nos grandes centros, o que será motivo de debate futuramente neste semanário promovido por este que escreve.

As condições precárias do nosso sistema de saúde onde cerca de 60% dos municípios brasileiros, nos quais vivem 33,3 milhões de pessoas, não têm nenhum respirador disponível em suas unidades de saúde, permite visualizar que a situação poderá ser pior do que se imagina.

Não bastasse, a Secretaria do Tesouro Nacional, o novo regime fiscal estabelecido pela regra do teto de gastos impôs perdas na ordem de R$ 9,05 bilhões para a área de saúde em 2019.

Estas questões dão uma noção do desmonte do Estado e dos reflexos disto nos serviços prestados pela saúde pública no Brasil que vêm se deteriorando rapidamente no Brasil.

Em razão destas políticas públicas desarrazoadas, embora cruel, há que se notar que o país obrigatoriamente teria dificuldades para atravessar por esta pandemia sem resultados danosos.

Somou-se a isto a loucura e o desequilíbrio total que tomou conta do Palácio do Planalto onde vários ministros e auxiliares foram infectados.

O discurso era o da inútil polarização política entre esquerda e direita, neoliberalismo e comunismo e os exemplos, os piores possíveis, para a gravidade do momento.

Chegou-se ao ponto de o Presidente da República, que deveria estar de quarentena após viagem ao exterior e com suspeitas de ter contraído o Corona vírus, contrariando recomendação da Organização Mundial de Saúde participar de manifestações e apertar mão de simpatizantes e tirar “selfies” colocando a sua vida e as dos cidadãos que deveria representar em risco.

Estas anotações conduzem a inevitável pergunta que importa a nós olimpienses e que é o motivo principal deste artigo.

- Se a economia de alguns países já foi afetada pela pandemia, se houve queda nas bolsas de valores, aumento expressivo do valor do dólar, qual poderá ser o reflexo na economia local?

Sem sombra de dúvidas haverá, não há como fugir disto.

Embora o brasileiro, e o olimpiense não é exceção, com parcela da população vivendo o oba oba de sempre, como se a vida fosse só praia, bebida, futebol e distribuir gracinhas nos faces e WatsApps, em parte, repercutindo o cópia e cola retirados de Fake News elaborados por mentes diabólicas que consideram a pandemia como mais uma guerra ideológica que uma realidade brutal, em breve cairá na real.

A cidade, como todas as cidades europeias que passaram pelo surto, ficará deserta e as pessoas só sairão às ruas por necessidade ou por loucura de alguns poucos.

A tendência, que já se mostra pelas ruas, é de ausência de pessoas no volume que os olimpienses estão acostumados a conviver.

Muitos não se deram conta ainda que o Thermas, Hot Beach, Parque dos Dinossauros e outras atrações que foram criadas em razão do sucesso obtido pelo Thermas na área de turismo, cerraram suas atividades e não funcionarão por um período que pode ser longo.

Em razão desta situação, milhares de turistas não estão se deslocando para Olímpia e é aconselhável que não se desloquem para lugar algum do país onde haja concentração de pessoas.

A ausência dos turistas empresta à cidade um ar de deserto, de abandono total, de ausência, de falta de movimento, de tristeza.

A cidade e seus naturais se acostumaram com o fluxo constante de pessoas.

Embora, por ser demasiado recente, ainda não deram conta desta falta da presença de milhares de pessoas por aqui, afinal, são mais de dois milhões de pessoas por ano visitando nossos parques aquáticos.

Perceberão os olimpienses mais alheios, com o passar dos dias, que o reflexo da ausência dos turistas refletirá significativamente em sua economia pessoal.

Gostem ou não é em razão da presença do turista que se constrói ou reforma pousadas e hotéis. Se contrata o engenheiro, pedreiro, servente, pintor, encanador, marceneiro, eletricista, calheiro, vidraceiro, compra-se móveis, contrata-se gerentes, recepcionistas, pessoal de limpeza, garçons, jardineiros.

Não se pode esquecer que as lojas, supermercados, bares, restaurantes, padarias, açougues e toda sua estrutura servem a eles em suas necessidades.

Assim como os mecânicos, borracheiros, carro de turista quebra também.

Importante não esquecer os captadores e a economia informal consistente nos vendedores de água, salgados, bugigangas.

A própria máquina municipal através dos impostos recolhidos pelo aumento de pousadas, hotéis, resorts, casas e o simples aumento do consumo de água.

A CPFL no consumo de energia; acresça-se ai as empresas de telefonia.

Há muitos outros segmentos dependentes do turismo, do vendedor de sorvete ao pipoqueiro e a arrumadeira que poderiam ser listados na demonstração.

O sistema econômico atual de Olímpia está tão atrelado ao turismo que até o setor médico e o imobiliário sentirão o efeito de sua ausência no cenário local pra se ter uma ideia.

Os confusos, que não diferenciam a falta de comprometimento do Poder Executivo com a população e a importância do turismo na economia local terão, infelizmente, a oportunidade de vivenciar a experiência negativa do que poderia vir a ser a cidade sem esta importante fonte de renda.

Tomara que os reflexos sejam os menores possíveis e que a crise provocada pela pandemia seja breve, sem registro de desfechos fatais.

Que as pessoas, com olhar mais crítico ou que premiam a discussão, cujo viés é o desgaste do mandatário local para impor seu grupo, tomem consciência da necessidade de focar suas críticas.

Que as críticas sempre necessárias, sejam saudáveis e contemplem a falta de planejamento, a ausência de políticas públicas que premiem a sociedade olimpiense como um todo e não só o setor turístico.

O equivoco reside, entre o que criticam o Thermas e de outro lado o Poder Executivo, em não considerar a exploração turística como particular, desenvolvida por uma associação, caso do Thermas, com capital dos associados.

Ou por empresários no caso de clubes, resortes, hotéis e pousadas visando o lucro e o bem estar dos turistas.

E o poder executivo enquanto financiado pela população através dos impostos para prestar serviços de qualidade a toda população.

Ai que mora o equívoco do cidadão comum quando se insurge contra o Thermas e o turismo por não ter Saúde de qualidade, UPA funcionando com precisão e benefícios diretos para os seus bairros, e mesmo empregabilidade relacionada ao turismo com cadeias inteligentes incorporando artesanato, indústria da cultura, agregar valores a produtos regionais produzidos pelo campo, cursos técnicos, lazer, asfalto, água e demais serviços por que o prefeito, privilegiando o setor turístico, culmina por relegar a população a um segundo plano amplia a crítica ao clube termal.

O importante seria centrar críticas ao mandatário e as políticas desenvolvidas por ele no sentido de que ele possa vir a ampliar o seu leque e abraçar o todo.

O que se suspeita e se propaga por ai é que políticas seriam voltadas aos seus interesses em investimentos empresariais na área turística e não apenas ao turismo que é a alavanca atual da economia local.

É preciso lutar e com muita garra e disposição para que haja preocupação com a geração de empregos, mudanças radicais na forma como se conduz a saúde pública, reestruturação da UPA e melhoria na prestação dos serviços.

Exigir melhorias nos bairros e tudo isto sem, no entanto, desprestigiar ou interpretar o turismo como inibidor do progresso local quando é sua mola propulsora.

O que é preciso mudar e de forma urgente é a mentalidade do administrador que deve conciliar turismo e necessidade de atendimento aos anseios da população já que para isto foi eleito.

O cidadão comum, de preferência o confuso, tem que aprender de maneira urgente que o turismo não é problema, é solução que influencia direta ou indiretamente sobre seu bem estar econômico.

Se por medo de perseguição, acomodação ou motivação política centrou as críticas no turismo e não no Poder Executivo, agora, pela dor, infelizmente, os confusos perceberão a importância do Thermas e do Turismo em Olímpia.

O que é uma pena.

Willian A. Zanolli é artista plástico, jornalista e advogado e po­de ser lido no www.willian­zanol­li.­blo­gs­pot.com.


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