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Olimpia, 30 de Setembro, 2018 - 20:43
Relatório técnico de especialista confirma que as pinturas que valem R$ 1 milhão estão ameaçadas na Beneficência

Um relatório feito pela arquiteta, mestra e especialista em Patrimônio Cultural Arquitetônico, Rosely Mayse Seno, concluído em junho deste ano, confirma que embora a sala das pinturas artísticas, em termos estruturais, seja a que apresente melhor condições de todo o prédio, as infiltrações verificadas estão colocando em risco um verdadeiro tesouro artístico existente em suas paredes.

E o que é pior. Não existe perspectiva de solução, pois as medidas de preservação dependem de decisão judicial em vários processos que tramitam na justiça local, sem data para chegar ao final, um deles inclusive com o município, que ocupou o prédio por 25 anos, requerendo a posse definitiva, o chamado usucapião.


Segundo a arquiteta, as estruturas da sala apresenta-se como um dos cômodos mais viáveis para visitação. “A medida emergencial refere-se à resolução dos problemas relativos de infiltração que estão colocando em risco um tesouro de inestimável valor e que por esse motivo encontra-se ameaçado. Mesmo assim, para que a edificação receba visitantes, será necessário a avaliação da estrutura por um engenheiro civil”, escreveu Rosely.

O relatório detalhado foi encomendado pela prefeitura, através da secretaria de Cultura e de Gestão e Planejamento. No entanto, não existe ainda uma data certa para que as providências necessárias sejam tomadas.

Segundo a prefeitura informou na sexta-feira, 28, “a Prefeitura da Estância Turística de Olímpia tem acompanhado o andamento do impasse jurídico sobre o prédio da antiga Beneficência Portuguesa e tomado todas as providências determinadas pela Justiça”.

E continua: “O local estava abandonado e em situação de deterioração quando foi devolvido pela antiga gestão, em dezembro de 2016, antes, inclusive do término do contrato, que previa uma prorrogação por mais cinco anos, podendo a Prefeitura ter continuado alocando a secretaria de Saúde no imóvel. Diante da situação em que o prédio encontrava-se na devolução, a Justiça está com a guarda e afastou a antiga diretoria da Sociedade Beneficência Portuguesa, determinando ao município, desde novembro do ano passado, apenas a responsabilidade sobre segurança do local, zelando e preservando contra invasões e prejuízos materiais e históricos”.

Concluindo, o comunicado destaca: “Assim, desde então, está sendo feita a segurança 24 horas, bem como foi realizada no prédio uma abordagem social para retirar pessoas que usavam o local impropriamente. Também que foram feitos os reparos emergenciais nas calhas para conter infiltrações existentes, que estavam danificando a estrutura do prédio e os afrescos pintados em paredes do imóvel, conforme auto de vistoria apresentado pela Justiça”.

A Prefeitura ressalta ainda que, preocupada com a conservação dos afrescos históricos, já fez um laudo técnico, elaborado pela arquiteta especialista em restauro, Rosely Seno, sobre medidas necessárias para evitar o agravamento da deterioração dos bens, mas que, no entanto, aguarda decisão definitiva sobre a guarda do imóvel para poder tomar as demais providências.

Diário da Região destaca pinturas da Beneficência
Portuguesa que estão correndo risco de degradação

DA REDAÇÃO COM DIÁRIO DA REGIÃO
O jornal Diário da Região de São José do Rio Preto, em matéria do jornalista Marival Correia, publicada na edição de 23 de setembro, destacou em reportagem de página inteira o caso que chamou de “Tesouro Ameaçado”, mostrando o estado de abandono que se encontram as pinturas existentes em paredes de uma sala do prédio da antiga Beneficência Portuguesa de Olímpia.

A matéria do jornal começa contando que as paredes de um hospital desati­vado na região de Rio Preto guardam um tesouro ameaçado pelo tempo e pelo abandono do poder público. O imóvel em questão é o da antiga Associação Beneficência Portuguesa de Olímpia e o tesouro que ele guarda não se mede pelo dinheiro, mas pelo seu valor artístico e cultural.

São afrescos do artista impressionista paulistano Durval Pereira, considerado o maior paisagista do século 20. Obras raras, avaliadas em R$ 1 milhão - e ameaçadas pela degradação do prédio desativado - que até a família desconhecia o seu paradeiro e cuja história tem um toque de mistério: qual ligação entre o autor e a cidade teria motivado a criação desses painéis, há 66 anos?

Durval Pereira morreu no auge da carreira. Colecionou incontáveis prêmios aqui e principalmente fora do País, onde desfrutava de grande reconhecimento e foi apontado como o maior artista impressio­nis­ta brasileiro. Sua morte, aos 63 anos, tem os contornos de um roteiro desses que apenas o destino é capaz de escrever com tanto esmero.

Os painéis, com até 3,5 metros de largura por 3 de altura, levam a assinatura do artista e a mesma data (1/1/1952). Todos possuem dois aspectos em comum: as marcas de infiltração que já ameaçam a integridade das obras e a mesma inspiração da terra de Camões e de Pessoa. Recuperá-las não é tarefa fácil. Afrescos são uma técnica de pintura mural, executada sobre uma base de gesso ou cal ainda úmida - por isso o nome derivado da expressão italiana “fresco” - na qual se aplicam pigmentos puros diluídos em água.

O Diário apurou que estes afrescos estão avaliados em R$ 1 milhão. Apurou também que um laudo de vistoria do Poder Judiciário aponta que as obras precisam ser recuperadas e mantidas por profissionais especializados. Há um valor estimado em R$ 350 mil para a realização desse serviço. Porém, a antiga diretoria da associação mantenedora do hospital e a Prefeitura não chegam a um acordo acerca da responsabilidade sobre o prédio e o caso está na justiça de Olímpia.

Neto realizou exposição da obra de Durval
Pereira em São Paulo e agora vai a Brasília

DA REDAÇÃO COM DIÁRIO DA REGIÃO

O Diário da Região ouviu o publicitário Eduardo Pereira, que se dedica a resgatar o legado do avô, reunindo telas, fotografias, depoimentos e histórias montadas feito um quebra-cabeças e realizou neste ano o que ele considera um sonho de vida. Concretizou, em parceria com o Instituto Origami, do Recife, a mostra “Durval Pereira - Impressões brasileiras/100 anos”, numa alusão à idade que o autor completaria no último mês de junho.

Eduardo mora na Alemanha e tinha apenas quatro anos quando Durval Pereira morreu. Cresceu ouvindo histórias sobre o avô e seu aclamado talento no exterior, com obras nos palácios da Alvorada e do Planalto, no Itamaraty e na Casa Branca. A mostra, que entre julho até o último dia 16 ficou montada no Memorial da América Latina, em São Paulo, será exposta em Brasília, de 2 de outubro a 30 de novembro.

“Ele foi o maior impressionista brasileiro, o maior paisagista do século 20”, afirma o curador da exposição, Lut Cerqueira. São ao todo 220 quadros e objetos pessoais do artista, como os sapatos brancos e boinas que usava no dia dia. O neto do pintor desconhecia o paradeiro dos afrescos que estão no hospital desativado de Olímpia. Para a família, mesmo, era um mistério. “Talvez ele tenha recebido um convite para ir até Olímpia. O hospital era da Beneficência Portuguesa e meu avô era de origem portuguesa”, diz.

Segundo os levantamentos feitos por Eduardo junto aos familiares, a história do avô sempre caminhou de mãos dadas com as imagens. O cenário, a São Paulo dos anos 1930 e 1940. De origem humilde, fixou residência com a família no bairro da Mooca, de marcante influência europeia por conta do fluxo imigratório daquele início do século 20.

Adolescente, trabalhou em um estúdio e usava bicicleta para entregar molduras de retratos em domicílio pelas ruas do tradicional bairro da Capital. Depois, aprendeu a retocar fotografias. Gostou do ofício de aprimorar as fotos, de dar um acabamento artístico aos retratos. Fazia as vezes do Photoshop da época, “lapidando” imagens com lápis, ponta de pincel e tinta.


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