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Olimpia, 01 de Novembro, 2020 - 21:26
Samba Sem Voz

“Quando um amigo se vai...

Edward Marques se foi.


Vai ser dureza chegar a Olímpia e não encontrá-lo. Não poder mais ouvir o seu sarcasmo e rir das observações ácidas que só ele sabia fazer. Sua sabedoria vai me fazer falta. Seu bom senso não vai mais me socorrer. Wadão é a pes­soa com quem eu contava, para quem eu contava coisas de mim. Wadão é o cara que não chorava, mas era o sentimento em forma de música e poesia.

Tínhamos um “ritual”: falarmo-nos ao telefone aos sábados de manhã. Era a nossa cerveja do sábado antes do almoço, nossa resenha. Atravessamos grandes túneis ao lon­go desses quarenta e poucos anos de amizade, mas sempre com a perspectiva de chegar. Como será agora? Não sei... Não sei muito bem o que dizer. Qualquer coisa que eu escreva parecerá pouco, ou quase nada, diante da imensidão do que essa amizade representa para mim. Tristes tempos.” (José Bento)

Naquele dia a cidade

acordou triste...

O Samba Sem Compromisso, nosso bloco que sai faz 45 carnavais; o Boi Boila, mais novo, mas já velhinho; e Olímpia, nossa cidade, estão muito tris­­tes! Faleceu o Wadão, puxador de samba, compositor de grande parte dos nossos sambas, músico, compositor em todos os ritmos, poeta, apresentador/brincante dos Festivais de Folclore, professor, marido da Bai­a, pai da Agnes...

Vai fazer muita falta! Passou por aqui por pouco tempo, 59 anos, muito menos do que a gente acredita que merecia, mas passou borrifando beleza nas músicas, nos poemas, nas performances que fazia, e espalhando simpatia, com simplicidade. Ainda sob o impacto da sua ida, nós que convivemos com ele...

Que tristeza!!!Um amigo, um grande homem, um grande artista, uma grande perda!!! Grande abraço para a Baia, Agnes e a todos desta comunidade que estão sentindo muito a perda!!!Vai faltar alguém que grite com o mesmo pique: “alô, comunidade Samba Sem”! (Carlos Adriano)

Mesmo sabendo da impossibilidade da continuidade, a noticia da descon­tinuidade não era esperada, desejada, mas ela veio, veio no começo da noite do dia anterior, no dia do poeta, veio sem dó e sem poesia, veio e calou para sempre a nossa voz, as nossas vozes. Calou-se e deixou a Sheila sozinha.

“Wadão é para mim muito mais que sua obra. É um amigo irmão de uma vida inteira. Caminhamos juntos nessa terra desde nossa infância até o último dia e agora, além. Pude aplaudir muitas das suas vitórias e chorar algumas tristezas. Recordações não me faltam e a sua partida deixa uma enorme tristeza. Tão profunda que agora mesmo me pergunto se uma parte minha foi embora também.” (Maria Cristina)

Linhas que ele fazia cruzar...

Meu querido amigo e irmão! Eu poderia ficar aqui horas escrevendo sobre você e os bons momentos que passamos batendo papo, jogando bola e fazendo um som. Muito da minha alegria de viver foi se embora contigo mas estaremos sempre juntos em pensamento. Você é um espírito muito bom e muito a frente de nós. Espero que esteja bem e com muita luz onde estiver. Fique com Deus. (Diomedes Neto)

A relação entre o Samba Sem Compromisso e o Wadão não aconteceu logo de início, enquanto o bloco carnavalesco fazia sua primeira participação no carnaval de Olímpia em 1976, ele começou a participar nos idos anos 90. Com algumas experiências em anos anteriores, ao cantar o samba de enredo “à capela”, foi somente no início dos anos noventa que o Samba Sem utilizou pela primeira vez um carro de som para executar seu samba. Foi nessa situação que nasceu a parceria que faria do Wadão, junto com a Sheila, os cantores do Samba Sem Compromisso, até este ano de 2020.

“Nos últimos 20 anos, tive o privilégio de conviver com o Wadão. Na verdade, fui presenteado com um irmão de sonhos e de sons. Sua poesia, seu talento, seu canto e principalmente, sua simplicidade ficarão comigo e serão os fios condutores da minha fascinante missão de ensinar.” (João Ricardo)

Compôs para o Samba Sem oito sambas, alguns sozinho, outros em parceria com a Sheila, Decinho, Rochina, Davidinho e o Adriano; um inclusive ele adaptou e por vários anos foi executado nas aberturas de palco de nosso FEFOL, ...bumba meu boi mandou buscar no Ma­ranhão... Compositor eclético fez música de vários gêneros contribuindo desde cedo nos carnavais e em muitas outras oportunidades em que foi solicitado ou quando a necessidade do artista lhe proporcionou mostrar sua verve de compositor, música e poesia. Uma curiosidade, por duas vezes, em 1991 e 1992, compôs a meu pedido “poemas de enredo” para elucidar os temas daqueles anos, já que não sairíamos acompanhados de música. Creio que fato inédito entre agremiações car­navalescas de todo Brasil.

Multi artista, músico, compositor, poeta e grande batalhador da cultura. Aliás, andava sofrendo bastante nestes atuais tempos sombrios. O Wa­dão tinha um humor fino, às vezes ácido, porém inteligente e sutil. Aconteceu um fato comigo, que se tor­nou inesquecível para mim. Encontrava-o em eventos da Secretaria da Educação e na maioria das vezes ele era o mestre de cerimônias. Com muito talento ele apresentava os eventos, tinha boa voz, locução, desinibido, prático, enfim extremamente competente. Só que para mim, o Wadão representou sem­pre uma coisa espontânea, informal, e estando ele na maioria das vezes nestas ocasiões de uma maneira formal, eu via a atuação dele de uma forma até exótica. E numa destas ocasiões estávamos no palanque para o desfile de 7 de setembro. Eu ainda um pouco tímido, novato no cargo que ocupava, e o Wadão o mestre de cerimônias. E ele ia apresentando os participantes do desfile: as diversas escolas infantis, particulares, os atiradores do Tiro de Guerra, enfim uma grande quantidade de entidades, associações, etc. De repente, aparece um grande grupo de ciclistas, pais e alunos de uma escola particular. E entre estes participantes, alguns pais com grandes barrigas, alguns até obesos, todos muito bem paramenta­dos, o que tornava a situação mais curiosa. O Wadão não teve dúvida, tapou o microfone e com aquela cara de gozador, virou para trás e comentou comigo: “E aí Mar­ci­ão, ciclismo não faz emagrecer?”, seguido de um grande sorriso. Aquilo me desmontou, perdi a compostura de palco, comecei a rir contidamente e depois de recomposto, pensei comigo, “este é o Wadão....” (Márcio José)

Foi nosso cantor, a nossa voz em várias situações, mas o foi com maior presença nos nossos carnavais, ponto alto de nossa Associação Cultural. Foi nosso cantor, a nossa voz nas nossas vidas e continuará sendo nos nossos sonhos. Sua voz Wadão, nunca vai se calar! Um abraço com muito amor, de todos os que um dia esteve com você nos nossos carnavais. (Luiz Fernando)

“Queridíssimo amigo, essa viagem vai ser boa e espero notícias em breve. Aqui ficamos e como sempre dissemos, na mesma vibração. Beijos e muitos abraços.” (Sandra Lucia).

Associação Cultural Samba  Sem Compromisso.


 


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