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Olimpia, 11 de Fevereiro, 2018 - 22:09
Seita seduz fiéis prometendo proteção contra a “Besta” no Dia do Apocalipse

DA REDAÇÃO COM ESTADO DE MINAS

A promessa de proteção contra a “besta” no dia do apocalipse era o principal argumento com que líderes da seita religiosa conhecida como Comunidade Evangélica Jesus, a Verdade que Marca atraía fiéis, que eram submetidos a longas jornadas de trabalho, sem remuneração.

A comunidade foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) realizada em Minas Gerais, São Paulo e Bahia, em conjunto com o Ministério do Trabalho, para apurar os crimes de redução de pessoas a condição análoga à de escravo, tráfico de pessoas, estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, que podem levar a até 42 anos de prisão. 13 pessoas foram detidas na terça-feira, 06.

Os líderes da seita utilizavam a religião para atrair os fiéis. “A promessa é que a besta está vindo e que dentro das comunidades não iria alcançá-los no dia do apocalipse e no juízo final. É sempre um argumento religioso. É um processo de lavagem cerebral que dá muita pena nas pessoas. Eles realmente acreditam que se saírem dali o governo colocará um chip na cabeça deles. Na tevê deles, chamam os agentes estatais de objeto do demônio”, disse o delegado.

Os alvos da operação eram os líderes da quadrilha. “São 22 que classificamos como líder da seita. O pastor, que é o grande líder, seus dois principais assessores em São Paulo, que estão presos, e todos que coordenam as atividades nas diversas cidades em que estão atuando”, afirmou o delegado. As investigações apontaram que o grupo estava ampliando as atividades no Sul de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte e na Região Central da Bahia, com a compra de grandes terrenos. “Há indicativos de que estavam prospectan­do grandes terrenos em Tocan­tins”, explicou o delegado Alexsander de Castro, um dos responsáveis pelo caso.

Para a polícia, um dos desafios é convencer os fiéis a deixarem a seita. “E que os fiéis nesta situação possam voltar para suas famílias. É uma lavagem cerebral muito grande, em uma situação que chega a dar pena. Eles acreditam que se saírem dali, o governo vai colocar um chip na cabeça deles e todo mundo vai ser perseguido”, completa Oliveira.

 


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