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Olimpia, 28 de Outubro, 2018 - 15:28
Sorria, você foi enganado e alienado por algoritmos

MAIS UMA VEZ, ...

... com o abandono temporário de Mestre Baba Zen Aranes, que se recusa a fazer qualquer manifestação neste momento de polarização e de ódio das massas e se recolheu ao seu templo no topo de uma montanha próximo a Itacaré na Bahia, a única saída foi apelar para a extração de um excerto do pensamento de Hannah Arendt, escrito em 1951, quando ainda não havia tanta tecnologia, mas que parece atual e perfeitamente encaixável no atual momento que vivemos.


COM MESTRE ...

... Baba Zen em retiro espiritual, este colunista, ficando sem o seu norte filosófico, pede vênia para seus mais de uma dezena de leitores para parafrasear e utilizar o pensamento do colunista da Folha de São Paulo, Leonardo Moretti Sakamoto, jornalista com mestrado e doutorado em ciência política pela USP e professor de Jornalismo na PUC-SP.

COM O TÍTULO ...

... “Manipulação do eleitor por grupos de WhatsApp deixará feridas na democracia”, publicado recentemente na Folha de São Paulo, Sakamoto faz uma reflexão cobre as consequências deste sistema de manipulação de massa que utiliza inteligência artificial para disseminar o ódio e construir em milhões de brasileiros uma consciência totalmente divorciada da realidade.

SÃO MILHÕES ...

... de zumbis peram­bulando pelo dia a dia e manifestando o seu ódio pelas redes sociais, em busca de sangue, como se violência e a perda de direitos básicos do ser humano fosse a saída para uma crise que é moral e ética e, portanto, provoca­da pela exclusiva falta de reflexão crítica que a maioria não tem alimento (conhecimento) e capacidade (linguagem) de exercitar.

SAKAMOTO ...

... inicia seu texto avaliando o desempenho do judiciário brasileiro. “O Tribunal Superior Eleitoral prometeu, ao longo deste ano, que agiria de forma contundente para prevenir que as eleições brasileiras fossem influenciadas pela circulação de notícias falsas. Organizou eventos, trouxe especialistas, deu centenas de entrevistas, bateu no peito e garantiu que não haveria anormalidade. Disse até que as eleições poderiam ser cancela­das se o vencedor usasse desse tipo de artifício”.

E COMPLEMENTA: ...

... “Depois, quando o debate público passou a ser manipulado à luz do dia, com notícias falsas, fraudadas e distorcidas, ou através de cálculos sofisticados que produzem mensagens personalizadas considerando o desejo dos indivíduos identificado com coleta de dados, psicometria e inteligência artificial, veio o silêncio. O TSE não tem sido capaz de defender o processo eleitoral, nem a si mesmo, sofrendo sucessivos e inaceitáveis ataques de Jair Bolsonaro e amigos, que acusam a urna eletrônica e os resultados eleitorais sem provas concretas”.

AINDA SOBRE ...

... a justiça eleitoral, o colunista comentou uma reunião realizada há mais ou menos 10 dias, quando o tribunal chamou uma reunião com representantes dos candidatos à Presidência da República para pedir compromisso contra as notícias falsas, a violência na campanha e em defesa das urnas. “Esse tipo de encontro, diz ele, em que todos concordam com tudo, tende a ser inefi­ciente. Melhor faria que os ministros apontassem publicamente os problemas de cada candidato. O que seria útil, inclusive, para fugir da falsa simetria”.

PARA SAKAMOTO ...

... “Pode ser que os ministros do TSE ou do Supremo Tribunal Federal não tenham dimensão real do que está acontecendo. Ou, tenham percebido que o monstro é maior do que eles, pode ser que permaneceram quietos, sem a coragem necessária para enfrentá-lo. Ministros que, em condições normais, comentam até jogo de futebol da quarta divisão e penteado de Playmobil”.

O COLUNISTA CITA, ...

... para iniciar sua reflexão sobre o assunto, um artigo publicado no jornal New York Times, também há aproximadamente 10 dias, onde Cristina Tar­dáguila, da Agência Lupa, Fabrício Benevenu­to, da UFMG, e Pablo Ortellado, da USP, trouxeram dados de um estudo realizado pelas três instituições sobre o impacto da desin­formação compartilhada pelo WhatsApp nas elei­ções presidenciais. Com base na análise de 846.905  mensagens de 347 grupos de discussão política, verificou-se que das 50 imagens diferentes que circularam, entre 16 de agosto e 7 de outubro, apenas quatro eram verdadeiras ou não haviam sido manipuladas. Quatro.

SEGUNDO O ESTUDO, ...

... para reduzir o impacto de conteúdo com objetivo de manipular o debate público, seria necessário que o WhatsApp reduzisse, no período eleitoral, a quantidade de vezes que uma mensagem pode ser replicada – de 20 para 5, como é na Índia, por exemplo. A plataforma já havia reduzido de 200 para 20. E também reduzir o tamanho de grupos montados durante a eleição. A plataforma não respondeu, mas se o TSE tivesse dialogado antes, poderia ter conseguido compromissos nesse sentido.

A SOMÁTÓRIA ...

... de todas as checagens de boatos feitas por agências especializadas e veículos de comunicação não conseguiu acompanhar o ritmo de notícias falsas, fraudes e distorções distribuídas por aplicativos de mensagens e rede sociais. E mesmo se conseguisse, não chegaria ao público tanto quanto os boatos em si. Os smartphones de uma parcela considerável da população conta com planos em que apenas o acesso ao Facebook ou ao WhatsApp é ilimitado devido a parcerias com as plataformas. Ou seja, quando recebe uma notícia que desconfia ser falsa, o usuário não consegue clicar e ler o texto, muito menos procurar no Google mais informações, porque acabou seu plano de dados e está longe de um Wi-fi.

NO FINAL, ...

... o WhatsApp foi uma ferramenta de uso inédito em todo o mundo nestas eleições brasileiras: não um aplicativo de mensagens, mas uma rede social anônima e, portanto, perfeita para a difusão de conteúdo sem a chance de ser contestado.

AO MESMO TEMPO, ...

... consultorias digitais montaram ou compraram bancos de dados, com 80 a 100 pontos de informação coletados sobre cada pessoa, para poder tocar fundo o que cada uma delas desejava ouvir. A partir disso, criaram grupos microssegmentados e enviaram mensagens a eles, empacotando-as em uma embalagem de notícia falsa. Daí impulsionam esse pacote, usando um cartão de crédito pré-pago internacional e acessando através de uma rede privada virtual sediada em outro país, tornando mais difícil a identificação, responsabilização e remediação do ato.

ESSA PARTE ...

... invisível, que usa ‘’chipeiras’’, com dezenas de cartões de celulares, acopladas a computadores abastecidos com megaplanilhas, atua com psicometria e manipulação em massa. Ela é muito, mas muito mais assustadora. Porque, ao enviar conteúdos capazes de mexer com seus sentimentos baseados em bases de dados com informações que eles coletam, compram ou roubam sobre você, acabam por manipular sua vida sem que você perceba. É mensagem subliminar da propaganda extremamente mais poderosa e eficaz.

ÀS VÉSPERAS ...

... do segundo turno, é possível afirmar que o debate eleitoral foi manipulado com consequências que não podem ser ainda determinadas. E que o resultado da ‘’festa da democracia’’ de 2018 é uma sociedade em que uma parcela considerável de seus mem­bros tor­nou-se incapaz de separar ficção de realidade. Se transformaram em verdadeiros ciborgs, zumbis, ou seres sem cérebro, manipulados, violentos. E uma outra parte simplesmente não se importa com isso.

MAS, O PIOR ...

... é que ao se olhar para as perspectivas de futuro, após domingo, estas não são nada alentadoras. Se de um lado, corremos o risco de ter uma escalada de violência e de implantação do que estão chamando de “neofacismo”, de outro, poderemos ter a continuidade da polarização e instalação do mesmo clima de ingoverna­bilidade da não aceitação do resultado pelo per­dedor (na época Aécio Neves e o PSDB), que deu origem a este processo de ódio que se verifica hoje. Aliás, a presidente do TSE foi ameaçada esta semana. Quem viver, e sobreviver, verá.

José Salamargo – preocupado e já partindo esta madrugada com destino a uma região distante e escondida, possivelmente no meio de alguma mata, ou próximo a alguma praia, onde deverá montar o seu “bunker”, ou construir uma casa em cima de uma árvore e aprender a andar de cipós, já que pelos comentários nos meios ultradi­reitistas da cidade, este jornalista estaria encabeçando uma lista de comunistas que seriam torturados, presos ou banidos do país, mesmo tendo passado seus últimos 45 anos defendendo esta comunidade e lutando pela igualdade verdadeira, ou seja, o direito de todos terem as mesmas oportunidades.

 


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