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Olimpia, 09 de Setembro, 2019 - 14:24
Trabalho versus Saúde mental

Todos parecem trabalhar demais. Um período de oito horas não é mais suficiente para cumprir a demanda do trabalho. Trabalha-se muito e cuida-se muito pouco da saúde do corpo e da mente.

A competitividade no mercado de trabalho aumentou significativamente nos últimos anos. Seus efeitos são rotinas extremamente estressantes e funcionários submetidos à pressão contínua na busca de resultados e melhora de desempenho. Estes são fatores que podem afetar diretamente a qualidade de vida e saúde do empregado, causando inclusive quadros de depressão.

Alguns dos primeiros sinais de um quadro depressivo são irritabilidade, insônia, dores sem causa clínica definida, cansaço excessivo, baixa produtividade e dificuldade para tomar decisões, que não passam mesmo após um período de férias, por exemplo. Além da pressão e do excesso de trabalho representarem complicadores, situações variadas podem atingir os indivíduos de forma diferente.

E têm ainda outras agravantes. As atribuições do cargo também devem ser consideradas fator de risco para a doença. Um executivo, por exemplo, que não gosta de falar em público, sentindo-se desconfortável e ansioso, mas precisa fazer apresentações a grupos ou dar palestras pode ser forte candidato a torna-se depressivo.

Em longo prazo, quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento das atividades, elevando o absenteísmo nas empresas, ou até mesmo em demissão, já que a baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o funcionário.

Por isso, é importante reconhecer os sintomas e buscar ajuda médica. Os principais são tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, ideação suicida, baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, dor no estomago, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.

A depressão, muitas vezes, se manifesta emocionalmente e fisicamente no paciente, causando diversas dores e incômodos. Para estes quadros, existem tratamentos que combatem ao mesmo tempo essas duas classes de sintomas, com perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.

Para tentar escapar de tudo isso, uma atitude positiva é tentar não levar os problemas do trabalho para casa, investir nos momentos de lazer, ter um hobby, fazer caminhadas, procurar ter uma alimentação natural e equilibrada, não fumar e nem beber.

Principalmente, procurar encarar as dificuldades que a vida impõe de modo otimista e valorizar as pequenas coisas.


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