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Olimpia, 08 de Abril, 2019 - 08:37
Transportando as crianças com segurança

Conforme determina o Conselho Nacional de Trânsito é obrigatório o uso de cadeirinha nos carros para crianças de até sete anos e meio, as quais devem ser instaladas no banco de trás do veículo. O não cumprimento desta determinação é passível de multa em todo o Brasil. A medida visa garantir a segurança dos pequenos em casos de acidentes. Mas é preciso ficar atento quanto à utilização adequada e a procedência do equipamento.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia alerta que se uma criança estiver devidamente protegida pela cadeirinha e pelo cinto de segurança, espera-se que diminua em 70% o risco de morte num acidente de trânsito, mas é preciso cuidar para o correto posicionamento das crianças, não só em relação à idade, mas também em relação à sua altura. Crianças abaixo de 1,45m deverão utilizar dispositivos de proteção (cadeirinhas ou busters) promovendo um correto posicionamento do cinto de segurança, o qual não pode localizar-se à altura do pescoço.

Os especialistas no assunto afirmam a maioria das mortes de crianças em desastres de trânsito são causadas por traumatismo craniano. Se a criança não está presa no banco, ela é atirada para frente, pode bater a cabeça no banco, no para-brisas ou lançada fora do carro. Os médicos contam que estudos mostraram que quando a criança é levada no colo, o que muitas mães acham uma forma segura de transportá-la, o risco de morte não muda, pois a energia numa batida de carro a 50 km/h é tão grande, que mesmo um homem musculoso não consegue manter a criança nos braços. Outra atitude perigosa é prender a criança no mesmo cinto de segurança atado ao adulto; em caso de acidente, a criança poderá ser esmagada pelo corpo do adulto. Esta atitude, assim como levar a criança no colo, são ações perigosas e inconsequentes.

Os acidentes de trânsito no Brasil são duas vezes mais mortais que nos Estados Unidos, por exemplo, e a cada ano 2.500 mortes de crianças ou adolescentes são registradas no País e computados ainda 39 mil casos de lesões, amputações e paralisia permanente.

O tratamento de fraturas, principalmente das fraturas múltiplas decorrentes de acidentes é complicado na criança, pois como seu esqueleto está em crescimento, mesmo que as fraturas sejam tratadas corretamente, existe a possibilidade de comprometimento das cartilagens de crescimento, levando assim a deformidades indesejáveis.

Os pais devem conscientizar-se da necessidade do equipamento não apenas porque a lei obriga, mas principalmente por causa da proteção que estes oferecem aos pequenos que devem ser sempre transportados no branco de trás.


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