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Olimpia, 07 de Maio, 2017 - 12:20
Um prende; Outro solta...

Rapidinhas (mesmo)

- Elio Gaspari, colunista da Folha: “O STF abria a porta da cadeia”. Pano rapidinho!


- O sr. Gilmar Mendes anun­ciou com alguma antecedência a abertura da porta da cadeia para alguns presos na operação Lava Jato: “Temos um encontro marcado com essas alongadas prisões de Curitiba”.

- Agora, todos sabemos de que encontro ele falava. O ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu teve as portas da cadeia abertas pelos senhores Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

- Gaspari diz que foi “uma enorme derrota para a força-tarefa, do Ministério Público e da Polícia Federal que ralam (sic) na Lava Jato”. São bofetadas e mais bofetadas na “cara” do povo.

- Depois de Genu, foi a vez do sr. Eike Batista, “o segundo de uma série de presos de Curitiba que serão colocados em liberdade”.

- Edson Fackin e Celso de Mello negaram o pedido de ha­beas corpus em favor de Ge­nu (Partido Popular). Foram, porém, derrotados por 3 votos a dois.

- O sr. José Dirceu também foi posto em liberdade. Pelo mesmo STF, que, a cada dia, perde um pouco de sua credi­bilidade. Sempre o sr. Mendes à frente da onda de soltura de presos da Lava Jato. Aguardem, que vem mais por aí. É o que dizem conceituados jornalistas.

- Papo firme! A delação odebrechtiana jogou um balde de água fria (gelada) sobre Alckmin e Aécio Neves. O dois marcaram até um encontro para desabafar juntos.

- Recadinho indireto (direto!) pro sr. Doria?: “Ningém assume um Airbus em 24 horas”. A frase é do governador Geraldo Alckmin (no 61º Congresso Estadual dos Municípios). Pano rapidinho! O piloto sumiu! Ou seja, quem não tem experiência...

- Cultura pouca é bobagem. No mesmo encontro o sr. governador citou (é verdade!) a grande poeta Cora Carolina: “Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o professor é o tempo”. Foi fundo! Foi Fundo!

Outras Notas

Cultura

- O Brasil é, notadamente, um país que não dá o valor que a arte (genuína!) tem. Assim, a educação e a cultura também não são prioridades dos governantes.

- Quando um governo tem de tesourar certas verbas (corta a carne da cultura até o osso). Cultura? Pra que cultura? Arte? Para que arte? Não enche mesmo a barriga de ninguém.

Cultura 2

Exemplo do descaso para com as manifestações culturais e artísticas é o caso da orquestra OSB, do Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Osesp também passa por crise financeira.

Cultura 3

- O Masp (o maior museu de arte da América Latina, uma jóia raríssima incrustada na avenida Paulista) vem passando por alguns problemas em sua própria seara. Há desavenças entre os membros do time (de 1ª) que comanda o museu.

- O museu tem enfrentado “uma série de pedidos de demissão”, justamente no ano em que faz setenta anos.

- Nomes de respeito (escolhidos para levantar o museu) estão pegando seus bonés “num efeito dominó”.

- Demissões voluntárias, tanto na área artística do museu (belíssima criação da arquiteta Lina Bo Bardi) como na área da administração da Casa.

- Nomes importantes no mundo das artes como Flávia Velloso (consultora financeira) que teria entrado em rota de colisão com Adriano Pedrosa, comandante artístico do museu, Rosângela Rennó (curadora de fotografia, Miguel Gutierrez (diretor financeiro) e Luiza Proença (que cuida da mediação do museu com o público) tiraram o time de campo.

Ponto de vista

- Nesse “tititi” todo, há uma turma que tem uma visão mais pluralista do Masp. Gostaria esse lado da guerrinha, no interior do próprio museu, que o museu “voltasse seu olhar pa­ra seu acervo histórico (importantíssimo!) e assumisse (de imediato) uma vocação que o museu possui desde que foi criado (“idealizado”) por Pie­tro Maria Bardi, o maior nome da história do museu da Paulis­ta (conhecido em boa parte do mundo), ou seja, “vocação de museu de história da arte”.

- Aliás, Bardi, marido de Li­ma, um apaixonado por arte e especialmente pelos museus, foi um de seus fundadores. Não criou o museu sozinho – aliás, sozinho ninguém faz nada.

- Há quem diga (ex-funcionários e pessoas chegadas ao museu – frequentam as reuniões da direção e do conselho) que Adriano Pedrosa e Heitor Martins (diretor do museu) não conhecem a fundo o acervo do museu – que mantém nesse acervo obras extraordinárias (jóias renascentistas e impressionistas).

- Do outro lado dessa ridícula batalha, os que defendem a popularização do museu – exposições que possam levar “multidões” ao Masp.

- Quarenta anos. Maria Eugênia Gorini Esmeraldo, há quase quatro décadas, geren­ci­ava os empréstimos do acervo maspiano, foi demitida em março deste ano.

- Em tempo: só pra dar uma idéia da importância do museu: tem Toulouse_Lautrec (junho) e Michel Basquiat, no ano que vem.

- Uma das mais antigas orquestras em atividade no Brasil (desde 1940), a OSB, entrou o ano de 2017 com os cofres vazios (“sem verba nenhuma”).

- A orquestra vivia de patrocínios que deixaram de existir. E a Prefeitura do Rio, sob Eduardo Paes, também deixou de fazer a sua parte. Há dois anos, a orquestra não recebe a contribuição que recebia do município desde 2009.

- Há que se lembrar de que a má administração também “contribuiu” para que a crise chegasse à situação atual (“inúmeras prestações de contas reprovadas”).

O Ministério Publico Federal solicitou o fim de repasses gerados pela isenção fiscal.

- Marco Aurélio Canônico, na Folha de 27 de abril de 2017, diz, em seu texto “Orquestra Muda”, que, passados quatro meses, a OSB não conseguiu apresentar nenhum concerto e nem sequer tem programação para o ano. Os músicos, segundo Canônico, ainda não receberam salários em 2017.

- Como A OSB há muitas outras orquestras mudas Brasil afora. Caladas. Em “estado vegetativo”, conforme Canô­nico. À espera de verbas governamentais e do patrocínio de empresas provadas. Em certas cidades, nem mudas andam as orquestras, visto que ainda nem foram criadas: não existem.

Mais Notas

- Chega de samba! Empos­sa­do como diretor da maior biblioteca pública paulista, o sr. Charles Cosac pisou no tomate.

Em entrevista a um jornal de circulação nacional, o sr. Cosac diz que pôs fim ao projeto Samba na Varanda, que era realizado na varanda da Biblioteca Mário de Andrade: Cortei, já bastava o samba do boteco ao lado.

- E continuou: Não aguento duas rodas de samba. E pensar que o sr., em questão, é ex-editor da Cosac Naify.

- E num ato de esnobismo puro, misturado com preconceito e arrogância, diz que não impõe suas preferências musicais. Caso as impusesse, no terraço da Biblioteca famosa, fundada em 1925 e que passou a ter o nome do ilustre escritor em 1960, não teria lugar para o chorinho: Eu odeio chorinho. Pois é, tem gosto e (des) gosto pra tudo...

- É vida que segue (e la nave va...). O sr. secretário de Cultura também deve odiar chorinho, não é sr. André Sturm?

- Despejou o Clube do Choro do teatro Arthur Azevedo, sede do clube, na Mooca.

- E teve o displante de dizer que “chorinho não é meta” [e o Clube do Choro] “não tem história”. É o fim da picada. A associação agora está mais bem localizada: no olho da rua, on­de burocratas costumam jogar a cultura. Para que chorinho, não é mesmo?

- Segundo Lira Neto, da Folha, o clube fazia um trabalho precioso: formação de plateia (trabalho imprescindível) e de descoberta de novos talentos (trabalho indispensável) musicais, principalmente “from” periferia, trabalho que dava se­quência a uma dinastia de gran­des chorões como Canhoto, Ga­roto, Alta­miro Carrilho, Waldir Azevedo, Aimoré e Arman­di­nho. Só para lembrar: Pixin­guinha era também um exímio (virtu­ose) chorão. E que chorão!

Certas Notas

Lira Neto, Folha, conta o preconceito da elite paulistana (aquela de nariz apontado pra lua e que torce o dito cujo (o nariz) pra tudo que não seja elitizado (no pior sentido da palavra).

- A vítima, no caso, foi o sr. José Barbosa da Silva ( a elite paulistana não teria condições emocionais de suportar um Silva nos Salões grandiosos do Theatro Municipal de São Paulo, em pleno maio de 1929, com o poder econômico e político nas mãos dos barões do café). Alguns prefeririam ( de ódio) “cortar os pulsos” a ver Barbosa no palco do suntuoso teatro.

- Como cabeças aburgue­sadas (e preconceituosas) poderiam aceitar que José Barbosa da Silva, o Sinhô, sim, senhores, o Sinhô, o rei do samba, cantado em verso e prosa pela imprensa carioca, ocupasse o palco do Municipal, que fosse cons­purcado por “tal figura”?

- O berço da arte erudita, ponto de encontro da mais fina flor da sociedade paulistana, não poderia, nem em sonho, permitir que um sambista “animador de gafieiras e cabarés do “belo” Rio de Janeiro” se apresentasse num espaço dedicado à opera (importada) e aos grandes espetáculos teatrais, às orquestras sinfônicas, etc., etc. e tal.

- Saiu em defesa de mestre Senhô a voz poderosa e respeitada do grande Mário de Andrade: Sinhô é poeta e músico. Vulgaridades e banalidades (a elite do café via assim o sambista e sua música) apenas para os indivíduos que não sabem reaprender, todos os dias, certos fenômenos, certas reações essenciais diante do amor, da pândega e da sociedade”.

- E arrematava, assim, a defesa que fez do sambista: “ Mas nisso quem tem culpa não é Sinhô, não é o índio, não é a criança, não é o carioca. É o que se supõe cul­to”.(Para Mário, Sinhô tinha aquele riso de experiência divertida, aquela leveza de borboleta, ingenuidade origina­líssima, esperteza defensiva que só mesmo os índios, as crianças e os cariocas possuem).
Salve Sinhô! Salve Mário de Andrade!

Cumpadres

Bom dia, meus amigos. É vida que segue...

Cortina

Se Sérgio Moro prende, por que é que STF (alguns ministros) solta? Por que é que o cidadão comum não tem os mesmos direitos que esses senhores políticos que afundaram o país numa crise sem precedentes? A justiça é mesmo cega?

Da terra

- O Studio Joaquim Emílio, Cabeleireiro Masculino, presta serviço de primeira qualidade.

Lá na rua Sérgio Pereira Pita, n.º 125, sala G, na Galeria Cote Gil.

Joaquim é um profissional competente, dedicado ao que faz, extremamente educado e cuidadoso.

Studio Joaquim Emí­lio. Façam uma visita para conhecer o trabalho (excelente) de Joaquim, meu ex-aluno e meu amigo.

O ambiente é moderno, e a decoração bastante jovem. E simples. Aliás, é na simplicidade que se encontra o sofisticado. Parabéns, sr. Joaquim.

Na Ponta da Língua

- Abreviaturas: 1h (hora); 13 h (horas), 8h15min10s (horas, minutos, segundos): O casamento será às 10 h;

- D. (Digno), DD. (Dignís­simo), MM. Meritíssimo; D. (Dom, Dona), Dr., Dr.ª., Prof. (professor);

- Ortografia: Abaixo-assinado (documento): O abaixo-assinado foi entregue ao diretor da empresa.

Abaixo assinado: quem assina embaixo: Nós, abaixo assinados, vimos reclamar de tal situação.

- Dia a dia: a vida cotidiana: Preocupa a todos o dia a dia dos desempregados.

Dia dia: dia após dia: Constrói a casa dia a dia.

A criança cresce dia a dia.

- Enfim: afinal, finalmente: Enfim, todos os convidados chegaram.

Em fim: no fim: O jogador está em fim de carreira.

Homenagem (Salve Paulo Freire)

Faz 20 anos que morreu o educador Paulo Freire (Paulo Regius Neves Freire). O método Paulo Freire de Alfabetização continua vivo, defendido com ardor por alguns e repudiado (com veemência) por outros.

Freire defendia a educação democrática baseada no diálogo (sem hierarquia entre professor e aluno). “Paulo é o terceiro autor mais citado em pesquisas acadêmicas da área de humanas no mundo (no mundo!!!). O dado é da plataforma Google Scholar, em 2016. Ficam para trás (depois de Freire) livros de Karl Marx e Michel Foucault”. (nomes que não necessitam de adjetivos).

Sua obra-prima Pedagogia do Oprimido já teve 72.359 citações. Freire nasceu no Recife (PE). É formado em Direito, profissão que jamais exerceu. Preferia dar aulas de português. Em 1964 ficou 72 dias preso pela Ditadura Militar. Solto, deixou o Brasil. Exilou-se na Bolívia, no Chile, nos Estados Unidos e na Suíça. Foi preso por “subversão no meio intelectual e estudantil através de seu ‘suposto’ método de alfabetização”. O analfabetismo, no pais, senhoras e senhores, pós-Paulo Freire, atinge, ainda, a cifra absurda de 13 milhões de brasileiros.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colu­nista, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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