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Olimpia, 21 de Fevereiro, 2021 - 17:11
Uma cidade sem lideranças, sem representantes do povo

Do Conselho Editorial

O que aconteceu em Olímpia pode se concluir como um golpe de morte na democracia.

Foram eleitos dez vereadores que se tornaram submissos e reféns do Poder Executivo.

Até agora o que se percebe são discursos notavelmente vazios e inócuos e ações desprovidas de nenhuma utilidade legislativa.

O assustador é que formando maioria absoluta em torno dos desejos do Executivo os vereadores eleitos sequer conseguem ter capacidade cognitiva para perceberem que a função para que foram eleitos demonstra-se desnecessária.

Por mais que alguém minimamente pensante se esforce não vai conseguir visualizar nas ações levadas no atual mandato le­gislativo quase nada que se refira a função de legislar, comparado a intromissão na função executiva.

A maioria das ações levadas naquele espaço tem muito a ver com as obrigações do prefeito e quase nada a ver com as funções de um vereador.

A Câmara, vergonhosamente, se transformou em um puxadinho da Prefeitura.

E ai algo que parece de uma gravidade sem fim parece estar ocorrendo: não há debate para questões graves que acometem a sociedade.

Por exemplo: a volta das aulas presenciais foram apresentadas em uma live como se fosse algo extremamente necessário e que vai ocorrer sem nenhum risco à integridade das crianças, professores e funcionários das escolas.

Pelo que está sendo noticiado na região, a volta às aulas presenciais mostrou um avanço da epidemia sobre as crianças e profissionais da Educação.

Pela “live” gravada pelos ditos vereadores todas as medidas de prevenção foram tomadas, deixando o entendimento de que nenhuma criança, professor ou funcionário correrão qualquer tipo de risco.

Primeiro que, qualquer tolo, qualquer pateta que se informe, perceberá que esta preocupação com aulas presenciais é parte de pressão das escolas particulares privadas para retomarem o lucro.

Ocorre que, mesmo entendendo ser legítimo os interesses da iniciativa privada de lutar pela própria sobrevivência, esta atende a demanda da classe média e tomará todas as precauções possíveis e ima­gináveis para que nada ocorra com seus alunos.

Mesmo porque expor alunos a risco é sujar a imagem da escola.

Alguém, algum dia, leu alguma notícia no jornal, ouviu no rádio ou na televisão, que faltou giz, papel higiênico ou material para aulas nas escolas particulares?

Faça a mesma pergunta em relação à rede pública ou releia jornais anteriores à eleição e perceberão que falta muita coisa na rede pública.

Se lerem os jornais regionais perceberão que a maioria dos casos de contaminação pelo vírus está se dando nas escolas públicas.

O poder público sequer está cuidando da saúde da população como deveria e com hospitais lotados comete a insensatez criminosa de retomar as aulas na rede pública.

Em Olímpia, é sabido que a Santa Casa está com sua lotação no nível máximo para casos de Covid 19 e há relatos nas redes sociais de pacientes em casa esperando vaga e correndo risco de morrer sem receber tratamento.

Os hospitais na região vivem o mesmo problema, portanto, não há pra onde mandar pacientes e o Poder Executivo, com o aval do Legislativo, omisso e inerte, trabalha para a volta às aulas presenciais.

Em contrapartida não se vê nenhum dos submissos vereadores discutindo a gravidade da ausência de leitos na Santa Casa, embora alguns saibam, tanto que há informações da intervenção de alguns para conseguir vagas no hospital para seu feudo eleitoral.

É um absurdo que estas situações estejam ocorrendo e os representantes do povo, deslumbrados com o poder e a fama, estejam tão distantes e insensíveis a realidade, estimulando que pais e mães conduzam seus filhos ao matadouro.

Nem vai se falar aqui que não existe a menor possibilidade de professor conter crianças, ou determinar comportamentos em um país em que não se consegue isto nem com adultos negacionistas, a maioria em razão da própria educação.

Vale lembrar que até outro dia o que mais se discutia nas redes era a falta de respeito do aluno pelo professor na sala de aula.

Tentar convencer a população que há segurança para seus filhos em uma escola onde até ontem faltava quase tudo, como se, por milagre, repentinamente tivesse se transformado em escola de primeiro mundo, é de uma irres­ponsabilidade criminosa sem igual.

E pai ou mãe que der crédito a estes representantes de si mesmo e enviar seus filhos as escolas, que poder ser um matadouro neste momento e, agora, estão lamentando por ter acreditado em falsidades políticas, podem estar cometendo suicídio ou assassinato de seus próprios pais ou parentes, que agora não precisam mais ser apenas os mais velhos.


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