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Olimpia, 14 de Abril, 2019 - 19:32
Uma narrativa da realidade que pode virar crônica de uma tragédia anunciada

SE É COMPLICADO ...

... para os que não tiveram a oportunidade da formação, do adquirir conhecimento, do exercitar a reflexão crítica, conseguir separar o joio do trigo das narrativas sobre os fatos, ao que parece, também pode não ser fácil para mui­tos que tiveram todos as oportunidades e souberam aproveitá-las.


ESTE COLUNISTA, ...

... desde os primórdios de seu deslumbramento por tentar entender e enxergar este mundão e os seres que o habitam, há quase meio século atrás, se tornou adepto da tese defendida por muitos acadêmicos, principalmente da área de filosofia, de que a verdade absoluta não existe. O que existe são ape­nas narrativas da realidade observada pelos sentidos humanos. Tudo é imagem mais ação, ou se­ja, tudo é fruto da imaginação.

ATÉ A CIÊNCIA ...

... com sua experimentação nunca foi e nunca será absoluta. Tudo está em movimento, tudo se transforma e tudo é fruto da observação através dos sentidos, portanto, tudo é fruto da imaginação. Ou você conhece alguma coisa que você pensou que nunca foi imaginada, ou mesmo não foi assimilada, por um dos cinco sentidos? Pense. Reflita. E responda pra você mesmo.

TUDO UM DIA ...

... teve que ser visto, cheirado, ouvido, tocado, ou saboreado. Nada do que você colocou dentro da sua cachola entrou por outras vias. Bom, pra quem não acredita em verdade absoluta, o discurso soa estranho, pois se está aqui pregando uma. Aí é que está. O que se está defendendo é uma tese que foi refletida, não uma verdade absoluta, mas a verdade assimilada pelo jornalista. Mas isso não quer dizer que não existem teorias contrárias. Existem até estudos que estão sendo desenvolvidos por neurologistas que acreditam que herdamos através dos nossos genes todo o conhecimento de nossos antepassados.

OS SENTIDOS, ...

... para piorar mais ainda as coisas, segundo este ser elefa­rantonico, são comprometidos pela nossa formatação educacional, pelos costumes, pelas surras que levamos na infância, pelos traumas dos puxões de orelha, ou cin­tadas, etc. Tem também as verdades absolutas que nos são colocadas na cabeça nesta fase (moral). Tu­do leva ao comprometimento de nossos sentidos.

QUANDO ...

... aprendemos as várias áreas do conhecimento, conseguimos ampliar os nossos horizontes, pois, ao enxergarmos alguma coisa, conseguimos com­pará-las com o passado ou aplicamos outras imagens provenientes das várias áreas do conhecimento. É a chamada reflexão crítica.

AÍ É QUE ...

... começamos a nos conhecer e a nos aproximar da própria realidade que vai e vem com o respirar, em átimos de segundo, o que é deixou de ser, passou a ser passado e o futuro já chegou.

VOCÊ, ...

... se conseguiu chegar até aqui, deve estar se perguntando porque este louco está viajando tanto na maionese e fazendo você pensar em como as coisas entram na sua cachola. Ora, convenhamos, em pleno sábado, ficar forçando a queima de neurônios. Tenha dó!

NA VERDADE, ...

... se é que ela existe (oh, não xinga!), tudo isso é para procurar entender conjuntamente com você o que está acontecendo atualmente.

ESTARÍAMOS ...

... vivendo, se a reflexão crítica deste ser que tenta pensar com vocês estiver certa, uma das situações mais intrincadas deste rin­cão que já passou por momentos difíceis e sempre conviveu com o atraso e a politicagem agindo de forma a fazer com que visse com tristeza passar várias oportunidades de desenvolvimento e de possibilidade de justiça social sem que estas fossem aproveitadas.

E, AGORA, ...

... talvez, por discrepância no entendimento da realidade, da falta de reflexão crítica que possibilite vislumbrar um pouco à frente, estaria correndo o risco de se complicar ainda mais, mais uma vez.

E O RACIOCÍNIO ...

... lógico a se vislumbrar, no entendimento deste ser da família dos “ele­phan­tideos”, é o de que o momento atual carrega em si a mesma situação do passado quando outras oportunidades passaram à nossa porta e não soubemos aproveitar.

VIVEMOS UM ...

... momento de decisão que é invejado por outras cidades, com o turismo já respondendo por mais de 50% de nossa economia e do total dos empregos diretos e indiretos. Esta é uma narrativa da realidade oficial e sentida quando se tenta esmiuçar a conjuntura local.

A ATUAL ...

... fase é também crucial em razão dos investimentos que estão transformando o cenário local em um canteiro de obras, claro, com isso, absorvendo grande parte dos deser­da­dos dos milhares de postos de trabalho perdidos no campo, com a mecanização da cana e mesmo de outras plantações que hoje foram substituídas por um trator com tecnologia.

MAS, ...

... todo este investimento que se vê e que emprega pessoas, que alimenta famílias, está baseado na vinda de visitantes principalmente para o Thermas, que conseguiu ser a mola propulsora da economia local sem ajuda da cidade e nem de seus dirigentes, que pouco fizeram e que até hoje abriga quem não tenha percebido o que está acontecendo.

NO ENTANTO, ...

... o atual momento requer uma integração maior dos outros setores. Não dá mais para o Thermas carregar nas costas a responsabilidade de bancar sozinho o desenvolvimento da cidade. Agora, começa a ficar escancarado que o Thermas não está instalado em Laranjais de São João. Necessita de uma cidade com estrutura para tratar bem o público que consegue trazer e que tenha os equipamentos necessários para fazer com que fique mais dias para conhecer melhor a cidade e seus atrativos (que se não existem, precisam ser implantados).

O EMPRESÁRIO ...

... Benito Benatti, ao lon­go das últimas três décadas, ao não conseguir fazer os integrantes da casta de coronéis de Olim­­piã e Festança entenderem que precisam aderir e evoluir junto com o Thermas, procurou fazer sozinho o que deveria ter sido feito em conjunto.

BENATTI ...

... fez as vezes de criador e gestor de uma dos maiores e mais belos parques aquáticos do mundo e de prefeito sem pasta, ao, além de fazer o Ther­mas ser um local praticamente autossuficiente pa­ra atender os visitantes por apenas um dia, ao arrepio de toda uma sociedade e com os olhos voltados pa­ra décadas na frente, foi atrás de investidores e in­corporadores para que os visitantes tivessem onde ficar mais do que um dia. E esta realidade está se ma­te­rializando agora, nos últimos anos. Hoje já são mais de 20 mil leitos à disposição dos turistas. Em alguns anos poderá chegar a 30 mil.

MAS AÍ ...

... é que as coisas começam a se complicar. O Ther­­mas necessita de uma cidade para chamar de sua. Que tenha estrutura para fazer com que seus visitantes sejam tratados dignamente e tenham o que fazer após viver um dia inteiro de lazer e diversão. E o que está acontecendo não está se dan­do na velocidade do que se pode classificar como necessário.

É PRECISO ...

... um grande projeto que seja discutido e criado através da discussão com todos os setores envolvidos na situação. E é preciso urgentemente de que se criem ou solidifiquem equipamentos necessários para atender seus mais de 50 mil habitantes, sem esquecer que praticamente outros tantos 50 mil poderão aqui se hospedar em feriados prolongados, principalmente, nos próximos anos.

AÍ, NÃO ...

... é possível apenas oferecer hospedagem de qualidade sem ter toda uma in­fraestrutura dimensio­na­da para uma demanda capaz de suprir uma população de mais de 100 mil pessoas entre fixa e flutuante.

ALÉM DE ...

... prender o visitante com promoções de shows e eventos e alimentação de qualidade, também é necessário que este tenha garantias de que terá principalmente uma estrutura forte na área de saúde que o faça ter segurança de obter o tratamento condizente em caso de necessidade. E aí, o número dimensi­o­na­do é outro, pois Olímpia também abarca o trata­men­­to, principalmente de urgência das cidades da co­marca. A Saúde local teria que ter condições mínimas para o atendimento de até 150 mil pessoas.

E CONVENHAMOS, ...

... não é o que se está vendo. Atualmente o setor de saúde do município está capenga. Além de não estar conseguindo trabalhar a pre­venção, não está conseguindo fazer nem o feijão com arroz necessário para atender a própria população fixa, que dirá a flutuante.

A SITUAÇÃO ...

... que se vê é a in­cre­mentação do caos, com pessoas despre­pa­radas brincando de gerir um dos setores mais importantes para a população local e para o próprio turismo. E o que é pior, em tempos de internet, quando não mais adianta maquiar dados e nem deixar de divulgá-los, pois o povo bota a boca no trombone.

É SÓ RECORDAR ...

... o exemplo do final do ano passado, quando um “Fake News” propagando o surto de uma doença que não existiu na cidade, acabou causando prejuízos de 30 e até 40% em alguns setores do turismo local.

QUEM ...

... for consultar o Fa­ce­book atualmente para saber o que o espera em Olím­­pia, certamente ficará boquiaberto ao ver as histórias que estão expostas de sofrimento e de descaso com toda a sua população. E um poder público que parece estar vivendo a história de Saramago, acometido de cegueira momentânea, ou mesmo a outra con­tada neste mesmo espaço na semana passada que deu origem ao ditado de que o “pior cego é aquele que não quer ver”, onde um dos primeiros a receber o transplante de cór­nea, ao voltar a enxergar, fica tão entristecido com a realidade que prefere voltar à sua cegueira, pois a ideia que fazia do mundo em sua imaginação era muito melhor.

NINGUÉM ...

... acredita, pelo número de pessoas que se vê in­fectadas pelo vírus da dengue, que a cidade já não esteja vivendo uma epidemia da doença. Para alguns médicos, com certeza, já estaríamos com milhares de casos reais este ano e com uma estrutura de tratamento dimen­sio­nada para uma cidade de 20 mil habitantes. Não há como não enxergar esta triste realidade, que se não for mudada poderá nos colocar em risco de, num futuro próximo, virarmos uma cidade fantasma.

José Salamargo ... será que estaríamos a viver o estado de cegueira real de Saramago ou o da história que gerou o ditado popular, onde é preferível imaginar, pois todo fruto da imaginação pode ser melhor? Ou mesmo apenas crer em falsos profetas que não conseguem vislumbrar que o número e a persistência em que se denunciam as falhas, não podem estar fora do mundo real? Hein? Hein? Hein?

 


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