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Olimpia, 02 de Setembro, 2019 - 14:15
Uma viagem inesquecível por Jerusalém

01- O Muro das Lamentações é um dos lugares mais visitados em Jerusalém. Alguns são levados pela mais genuína fé, enquanto que outros são curiosos ou interessados apenas nos fatos históricos que marcaram, e ainda marcam a cidade / GB Imagem

 

02- O Monte das Oliveiras possui belas igrejas, como a de Todas as Nações, que fica ao lado do Getsêmani, jardim onde Jesus foi preso. Outro ponto muito visitado é a Tumba da Virgem Maria, datada do Século XXII / GB Imagem

 

03- Belo interior da Igreja do Santo Sepulcro. O templo mais sagrado do cristianismo em Jeru- salém foi construído sobre o que se acredita ser o lugar do Calvário de Jesus, onde ele teria sido crucificado e ressuscitado / GB Imagem

 

04- Para quem gosta de pechinchar e comprar produtos locais e trazer muitas novidades para casa a dica é ir visitar o Mercado Árabe de Jerusalém. Lá se encontra variadas opções de presentes / GB Imagem

 

05- O Monte do Templo é o terceiro ponto mais importante de peregrinação para muçulmanos (atrás de Mecca e Medina). Lá ficava o Templo de Salomão, que foi destruído pelos romanos. Dentro do complexo estão as mesquitas do Domo da Rocha e El-Aqsa / GB Imagem

 

A cidade de Jerusalém é considerada sagrada pelo judaísmo, islamismo e cristianismo e anualmente recebe milhares de turistas e peregrinos do mundo todo, interessados em explorar o local. Foi lá que em 2011 Roberto Carlos realizou um dos maiores sonhos de sua vida que era apresentar-se na “Terra Santa”.

Jerusalém guarda mais de três mil anos de História e, curiosamente, é sempre atual. Cada pedra de suas ruas e vielas testemunhou fatos importantes da história da Humanidade, alguns deles mudaram os rumos da trajetória humana na terra a partir da fé; a cidade é ao mesmo tempo um museu ao ar livre e uma vibrante e moderna metrópole, na qual o passado e o presente convivem muitíssimo bem juntos.

Dividida entre Cidade Velha (limitada pelas muralhas) e Cidade Nova (lado de fora dos muros), Jerusalém se tornou um caldeirão cultural, misturando diversos credos e costumes. Na Cidade Velha ficam os locais mais sagrados para judeus, muçulmanos e cristãos: o Muro das Lamentações, a Mesquita do Domo da Rocha e a Via Sacra. A Cidade Nova guarda tesouros como o sítio arqueológico da Cidadela de Davi e o Monte das Oliveiras. A capital declarada de Israel ainda exibe um lado moderno com museus tecnológicos, bares lotados de jovens, que se divertem também em baladas de música eletrônica.

O lugar possui uma personalidade única que mexe com os visitantes; o pôr do sol dourado que reflete nas paredes dos edifícios, homens e crianças vestidos de preto dirigindo-se às sinagogas, os repiques dos diferentes sinos chamando para a oração e o burburinho das pessoas ocupadas com seus afazeres fazem de Jerusalém a cidade mais extraordinária do mundo.

Com baixa umidade relativa do ar, as noites de Jerusalém são frescas mesmo no verão. O inverno (entre novembro e março) é bastante frio, mas dificilmente registra temperaturas negativas. No verão (julho e agosto) a cidade fica cheia de turistas e os preços ficam mais salgados.

A energia que emana do local provém da mistura entre o antigo e o moderno, o sagrado e o secular, o mundano e o espiritual. Visitar a “Terra Santa”, onde se vive o presente de acordo com o passado histórico, é uma experiência única.

Nada melhor para se conhecer um local é simplesmente caminhar por suas ruas. A sugestão em Jerusalém é conhecer alguns bairros como o Yemin Moshe, que fica do outro lado da Cidade Velha, com suas casas e edifícios construídos na época do período turco, como o Teatro Khan; tem ainda o Mea Shearim, onde os judeus praticantes deixaram suas marcas; a Knesset e seu magnífico edifício da Suprema Corte passando pelo Wohl Rose Garden, com suas milhares de rosas também é um passeio bastante procurado; outra opção ainda é seguir pela Haas Promenade para se ter uma vista panorâmica da Cidade Velha. Não esqueça também de conhecer o Zoológico Bíblico de Jerusalém.

Jerusalém mostra de formas diversas e variadas todo o seu passado e o seu tesouro, em forma de parques arqueológicos ou através das esculturas de renomados artistas expostas ao ar livre, como as obras de Calder ou Marc Chagall, expostas em Knesset, assim como os famosos vitrais do Centro Médico Hadassah. Igualmente vivas e acessíveis estão às relíquias guardadas nos museus da cidade.

O local oferece várias opções de lazer, entre eles os pubs, discotecas e muitos festivais, como, por exemplo, o Festival Anual de Israel, no qual artistas lotam os teatros e ainda se apresentam pelas ruas.

Não deixe de visitar o Museu Torre de David, uma construção fortificada essencialmente medieval, mas que possui achados arqueológicos de praticamente todas as épocas. O local abriga os mais de 3000 anos de história da cidade.

O artesanato da “Terra Santa” parece brotar em cada esquina. Por isso saiba aproveitar as melhores opções. Os “souqs” (mercados, em árabe) da Cidade Velha são uma atração à parte, formados por conquistadores árabes que estabeleceram seus bazares. Por ali são vendidas especiarias, tecidos, objetos de decoração, joias e alimentos. Aproveite e aprecie a culinária local em lugares que vendem kebabs, doces e falaféis.

As religiões monoteístas estão inseridas na estrutura da cidade, cada uma fazendo peregrinação ao seu respectivo lugar santo, ou seja, os judeus ao Muro das Lamentações no Monte do Templo e aos tesouros seculares no Bairro Judeu; os muçulmanos às gloriosas mesquitas no Monte Moriah; e os cristãos de todas as denominações às muitas igrejas construídas nos lugares pelos quais Jesus passou.

O acesso e horário para as visitações são determinados por cada religião. Para as visitações, é preciso usar roupas simples e demonstrar respeito pelos costumes. O Muro das Lamentações, a Via Dolorosa, o Santo Sepulcro e o Getsêmani encerram acontecimentos de milhares de anos, no entanto é no chão do interior das muralhas da Cidade Velha que ressoam os ecos de um impressionante passado.

Tudo isso faz de Jerusalém um lugar inesquecível e para o qual se quer voltar.


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