01 de abril | 2012
Daemo estaria gastando R$ 18 mil por mês com ogerador para funcionar ETE do Jd Santa Fé
A Daemo Ambiental, sucessora do Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia (DAEMO), estaria gastando em média R$ 18 mil por mês com o aluguel de um gerador de energia elétrica somente para funcionar a ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) construída no Jardim Santa Fé, na zona leste da cidade, para tratar os esgotos que seriam jogados no córrego dos Pretos.
Segundo a informação que foi divulgada na sexta-feira desta semana, dia 30, e cofirmada pela Folha no local, a ETE está funcionando com energia produzida por um gerador movido a óleo diesel.
Isso porque somente agora está chegando a rede de energia da CPFL para regularizar a situação no local. O sistema estava a cerca de 500 metros de distância da estação provocando a contratação de um gerador alugado.
Segundo foi apurado com uma pessoa ligada à Daemo Ambiental, que pediu para não ser identificada, houve problemas para a chegada da rede de energia elétrica até a estação de tratamento, atrasando a construção da rede da CPFL conforme estaria previsto.
De acordo com essa pessoa, o problema teria ocorrido porque a rede, de aproximadamente 500 metros, teria que passar sobre uma propriedade rural, cujo proprietário não estaria permitindo. A permissão teria ocorrido somente no final da semana passada ou início desta semana.
Pelo que foi apurado na tarde de ontem, vários postes foram implantados recentemente no sentido de permitir a ligação da energia elétrica, mas isso ainda não teria ocorrido. Isso porque foi notado que o gerador de energia ainda estava em funcionamento.
Questionada porque a rede não estava sendo ou mesmo não teria sido implantada em uma área que foi desapropriada pela Prefeitura Municipal para ser usada como servidão, essa pessoa explicou que seguindo aquele caminho a rede teria um custo muito superior.
MAIS PROBLEMAS
Mas também, segundo as informações divulgadas pela imprensa local, haveria muito mais problemas com a obra que teria custado aproximadamente R$ 3,5 milhões.
Um deles seria relacionado a defeitos detectados na parte da construção civil, que inclusive comprometeria a segurança.
Consta que as paredes da edificação estariam todas disformes, ou seja, tortas, e cheias de imperfeições.
Outro problema é que o sistema não estaria funcionando com a perfeição necessária e por isso o tratamento do esgoto não estaria dentro do necessário e previsto. O tratamento, segundo consta, chegaria ao máximo nos 90% do que estaria previsto.
Além disso, haveria um terceiro problema que também deve ser considerado grave, caso seja confirmado. O sistema não estaria dando conta de bater os dejetos e tratando apenas parte do que é depositado lá.
A OBRA
Como se sabe, a obra foi executada pela Ekoara Tecnologia Ambiental Ltda., de São José do Rio Preto, pelo valor inicial de R$ 2.680.507,19. Quando contratada, a empresa tinha apenas oito meses de experiência em construção de redes de abastecimento de água e coleta de esgoto.
A Ekoara iniciou atividades em 20 de janeiro de 2009 e foi constituída em 16 de fevereiro de 2009. E, agora, pelo menos pelo que consta, estaria desativando seus escritórios, tanto em Rio Preto, quando em Mirassol.
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