21 de outubro | 2024

Prefeito nomeia ex-vereadora cassada e inelegível e revoga nomeação três dias depois

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Nomeação de Alessandra Bueno como assessora de gabinete foi cancelada após portaria determinar que pessoas inelegíveis não podem ocupar cargos comissionados na administração pública.

O prefeito de Olímpia, Fernando Cunha, protagonizou um episódio controverso nos últimos dias ao nomear a ex-vereadora Alessandra Bueno, que teve o mandato cassado e atualmente enfrenta uma candidatura sub judice, pois está inelegível por causa da cassação, para o cargo de Assessor de Gabinete I na sexta-feira, 18 de outubro de 2024. No entanto, apenas três dias depois, na segunda-feira, 21 de outubro, o prefeito publicou uma nova portaria revogando a nomeação, citando questões de inconstitucionalidade relacionadas à inelegibilidade de ocupantes de cargos comissionados na administração pública.

A nomeação de Alessandra foi oficializada na Portaria nº 54.957, de 17 de outubro de 2024, e publicada na edição do Diário Oficial do Município no dia seguinte, sexta-feira, 18 de outubro. Na segunda-feira, 21 de outubro, o mesmo Diário Oficial trouxe a Portaria nº 54.962, que revogava a nomeação, alegando que Alessandra se enquadra nas condições de inelegibilidade e, por isso, não pode assumir cargos públicos comissionados.

NOMEAÇÃO PUBLICADA NO
DIÁRIO OFICIAL NA SEXTA-FEIRA

A nomeação de Alessandra Bueno para o cargo de Assessor de Gabinete I foi formalizada no dia 17 de outubro e publicada na edição do Diário Oficial de Olímpia no dia 18 de outubro. O documento, assinado pelo prefeito Fernando Cunha, especificava que Alessandra assumiria o cargo a partir da sexta-feira, com vencimentos e demais benefícios inerentes ao cargo.

Alessandra Bueno, ex-vereadora que teve seu mandato cassado, voltou ao cenário político local ao se candidatar na eleição de 2024, ainda que sua candidatura estivesse sub judice devido a questões jurídicas relacionadas à sua inelegibilidade. Mesmo assim, a nomeação para um cargo na administração municipal surpreendeu parte da população.

PORTARIA REVOGADA
APÓS TRÊS DIAS POR QUESTÕES LEGAIS

Na segunda-feira seguinte, 21 de outubro, a Prefeitura publicou uma nova portaria, a de nº 54.962, revogando a nomeação de Alessandra Bueno. O prefeito Fernando Cunha justificou o cancelamento com base em uma decisão judicial que considera inconstitucional a nomeação de pessoas que se enquadram nas condições de inelegibilidade.

A revogação foi motivada por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 2145528-94.2024.8.26.0000), que determinou a impossibilidade de nomear pessoas inelegíveis para cargos de comissão na administração pública, sejam eles no Executivo, Legislativo, autarquias ou fundações. Segundo o acórdão da ADI, essas nomeações violam tanto a Constituição Estadual de São Paulo quanto a Constituição Federal.

ALINEAÇÃO DA LEGISLAÇÃO
LOCAL À CONSTITUIÇÃO

A revogação baseia-se na interpretação do artigo 111 da Constituição Estadual de São Paulo e no artigo 37 da Constituição Federal, que proíbem a nomeação de pessoas consideradas inelegíveis, conforme a legislação federal, para funções públicas em cargos comissionados.

A nomeação e revogação de Alessandra Bueno geraram repercussão no cenário político de Olímpia, principalmente pela relação da ex-vereadora com sua candidatura sub judice. Alessandra já havia enfrentado desafios em sua candidatura e, agora, com a revogação da portaria, sua situação política se torna ainda mais complexa.

A ex-vereadora, que teve seu mandato cassado anteriormente, havia tentado retomar seu espaço na política local por meio de uma nova candidatura para o legislativo, mas as questões jurídicas continuam a cercar sua trajetória. A decisão do prefeito de nomeá-la para um cargo comissionado, seguida rapidamente pela revogação, reforça o delicado equilíbrio entre questões legais e a movimentação política no município.

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