16 de fevereiro | 2025
Novo governo suspende concorrência de novo hospital de R$ 35 milhões
EDITAL ANULADO!
Nova gestão cancela concorrência aberta em agosto de 2024 pelo ex-prefeito para a construção do hospital municipal de Olímpia.
A Prefeitura de Olímpia anulou nesta semana o edital de concorrência pública para a execução do projeto do novo hospital municipal. A licitação, lançada em agosto de 2024 pelo governo anterior, previa um investimento de R$ 35 milhões (parte do dinheiro da venda do Daemo para a Sabesp) para a construção de um hospital com 90 leitos e diversas especialidades médicas, incluindo tomografia, ressonância magnética, angioplastia, hemodinâmica e quimioterapia.
A unidade hospitalar seria construída em um terreno anexo à Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, com o objetivo de dobrar a capacidade atual de atendimento e ampliar significativamente os serviços médicos oferecidos à população. Mas o ato dava a entender que o ex-prefeito queria enfiar goela abaixo do seu sucessor a situação.
PERMUTA DE TERRENOS
E PLANEJAMENTO INICIAL
Para viabilizar a obra, o ex-prefeito e a Santa Casa firmaram, em julho de 2024, uma escritura pública que oficializou a permuta dos terrenos necessários. Essa medida foi considerada impositiva e fora de sentido, já que um novo hospital demandaria investimentos muito grandes na sua manutenção e não apenas na construção do prédio, diferente de uma ampliação do atual hospital.
Desde o anúncio inicial da obra, ainda em janeiro de 2023, o projeto foi tratado como uma das prioridades da administração anterior. No entanto, ele já vinha enfrentando desafios burocráticos e políticos ao longo do tempo. A expectativa era de que o novo hospital fosse entregue em até dois anos, mas com a anulação do edital pela nova gestão, o cronograma pode sofrer atrasos significativos e pode nem vir a acontecer.
SUSPENSÃO JUDICIAL
E CONTROVÉRSIAS NA CONCESSÃO
O processo de construção do hospital começou a enfrentar entraves legais no segundo semestre de 2024. Em setembro, a Câmara Municipal aprovou a concessão da unidade para a Santa Casa, decisão que gerou debates acalorados entre vereadores, especialistas em saúde e a população. A principal preocupação era a transparência do processo e a viabilidade do modelo de gestão proposto.
Em dezembro do mesmo ano, a Justiça determinou a suspensão da lei de concessão, apontando possíveis irregularidades na tramitação do projeto. Esse revés acendeu um alerta sobre a continuidade da obra, uma vez que a suspensão inviabilizava a administração privada da unidade hospitalar e colocava em dúvida a estrutura financeira planejada para a sua operação.
Mesmo diante das dificuldades, a gestão municipal da época voltou a apresentar o projeto do hospital. No entanto, com a recente anulação do edital pelo novo governo, o futuro da iniciativa se tornou incerto.
GOVERNO NÃO DÁ DETALHES
SOBRE OS PRÓXIMOS PASSOS
Até o momento, a administração municipal não detalhou os motivos exatos que levaram à anulação do edital, citando apenas artigos de lei, nem apresentou um novo plano para a construção do hospital.
O cancelamento da licitação representa um impacto direto na expectativa do antigo prefeito que quis deixar tudo amarrado, possivelmente para amarrar também as mãos do seu sucessor.
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