11 de maio | 2025

A experiência de Alice Barsalho de como é ser mãe em Olímpia

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SOBRE A MATERNIDADE EM OLÍMPIA!
Para comerciante a cidade ainda precisa oferecer muito mais para as mães. A comerciante fala sobre os desafios da maternidade, as mudanças em sua vida pessoal e profissional, as memórias da própria mãe, e o que acredita que falta para as mães da cidade.

BRUNA ARANTES SAVEGNAGO – Alice Barsalho, comerciante de Olímpia, falou sobre os principais desafios que enfrentou como mãe. Para ela, o mais marcante foi a responsabilidade de criar e educar os filhos com valores sólidos.

“A superação é que, agora, depois de 35 anos, vejo meus filhos formados. Tenho muita gratidão a Deus”, afirma, destacando o sentimento de missão cumprida.

Ao refletir sobre as transformações que a maternidade trouxe, Alice resume: “Como mulher, ganhei sabedoria; como cidadã, sinto orgulho; e como profissional, sempre caminhei com Deus à frente”.

Essas mudanças, segundo ela, moldaram seu modo de viver, trabalhar e se relacionar com o mundo ao longo das últimas décadas.

O EXEMPLO DA MÃE
COMO BASE PARA A EDUCAÇÃO DOS FILHOS

Questionada sobre ensinamentos da própria mãe que aplica em sua vida, Alice se emociona. “Essa é a mais marcante. Não tem como apontar só um. Ela passou a vida fazendo o bem, tudo pelos filhos: amor, companheirismo, compreensão, afeto… e por aí vai.”

Ela acredita que o exemplo silencioso da mãe moldou seu modo de ser e influenciou diretamente sua postura como mãe e avó.

MATERNIDADE NA CIDADE:
CONQUISTAS E O QUE AINDA FALTA EM OLÍMPIA

Alice nasceu em Olímpia, mas passou parte da infância em fazendas da região. Aos 12 anos voltou para a cidade, onde começou a trabalhar como babá.

Com 14, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada. Aos 19, se casou e iniciou seu próprio negócio. “Fui muito feliz por todos esses anos”, relata. Para ela, o maior déficit da cidade hoje está na geração de empregos: “Faltam fábricas grandes para garantir trabalho a todos”.

MEMÓRIAS AFETIVAS
E MOMENTOS DIVERTIDOS DA MATERNIDADE

Sobre momentos engraçados ou emocionantes com os filhos, Alice admite que não lembra de muitos detalhes específicos: “Eles costumavam dizer coisas engraçadas quando pequenos, mas já faz 35 anos…”.

No entanto, ela encontra esse mesmo tipo de alegria atualmente ao lado do neto. “Com ele, me divirto o dia todo”, conta.

O QUE ELA QUER DEIXAR
COMO LEMBRANÇA PARA OS FILHOS

Pensando no futuro, Alice espera estar viva aos 84 anos, daqui a 30. Mas, independentemente disso, quer ser lembrada como lembra da própria mãe: com amor.

“Gostaria de ser lembrada com alegria, como hoje lembro da minha mãe. Só de pensar já dói. Ela fazia o bem, sempre. Quero que essa seja a lembrança que fiquem de mim.”

A LIBERDADE DAS MÃES
DE ONTEM E DE HOJE

Alice acredita que as mães atuais têm mais liberdade e acesso à informação do que as gerações passadas. “Hoje qualquer dúvida, elas pesquisam no celular. Antigamente, a gente contava com as comadres — e não eram poucas as opiniões (risos)”.

Essa mudança, segundo ela, tornou as mulheres mais autônomas e conscientes de seus direitos e possibilidades.

 

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