14 de julho | 2025

Criminosos furtam 240 m. de cabos de cobre e causam prejuízo de R$ 12 mil em obra de subestação da CPFL

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Furtos ocorreram em subestação em construção na Rodovia Vicinal Álvaro Marreta Cassiano Ayusso; material pesado indica ação de grupo organizado

Uma subestação de energia elétrica em construção na Rodovia Vicinal Álvaro Marreta Cassiano Ayusso, em Olímpia, foi alvo de dois furtos consecutivos de cabos de cobre que resultaram em prejuízo de R$ 11.800,00. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil de Olímpia na manhã de 11 de julho de 2025, após o engenheiro responsável pela obra constatar o desaparecimento do material.

Os crimes foram praticados em um intervalo de apenas quatro dias, demonstrando a audácia dos criminosos e a vulnerabilidade da obra durante o período noturno. A empresa PSI Energy Solução em Automação de Energia LTDA, responsável pelo projeto, havia investido no material para garantir o adequado aterramento da futura subestação.

FURTOS OCORRERAM EM DIAS ALTERNADOS

O primeiro furto aconteceu em 6 de julho de 2025, quando 130 metros de cabos de cobre foram subtraídos. O material, sem capa plástica e destinado ao sistema de aterramento, estava enterrado em valas de 60 centímetros de profundidade, o que indica que os criminosos conheciam a localização exata dos fios e possuíam ferramentas adequadas para a escavação.

Apenas quatro dias depois, em 10 de julho, os mesmos criminosos – ou outros com conhecimento da obra – voltaram ao local e furtaram mais 110 metros do mesmo tipo de cabo. O engenheiro B. A. T. de O., da empresa responsável, relatou à polícia que o padrão dos furtos sugere ação premeditada e conhecimento técnico sobre a instalação.

VIGILANTE SAIU ÀS 6H E TUDO ESTAVA NORMAL

O funcionário da empresa de segurança, que fazia a vigilância no local, forneceu informações sobre o horário dos crimes. Segundo seu relato à polícia, ele deixou a obra às 6h da manhã nos dias dos furtos, e tudo parecia estar em ordem, indicando que os criminosos agiram após sua saída.

A localização estratégica dos furtos também chama atenção das autoridades. Os cabos foram retirados pela parte frontal da obra, próxima à rodovia, facilitando o transporte do material furtado. O fato de os criminosos terem escolhido essa área sugere conhecimento sobre os pontos de menor visibilidade e maior facilidade de acesso.

PESO DO MATERIAL INDICA AÇÃO DE GRUPO

A investigação preliminar revelou que o peso considerável dos 240 metros de cabos de cobre furtados torna improvável que o crime tenha sido cometido por uma única pessoa. Essa característica física do material levou os investigadores a acreditar que se trata de uma ação coordenada por um grupo organizado, possivelmente com veículo para transporte.

O cabo de cobre utilizado em sistemas de aterramento possui alta densidade e valor comercial significativo no mercado de sucata, o que explica o interesse dos criminosos. Além disso, a ausência de capa plástica facilitou a identificação do material pelos ladrões, que provavelmente conheciam seu valor comercial.

 

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