27 de julho | 2025
Nordeste traz 11 grupos ao Fefol com Maranhão em destaque
NORDESTE GANHA DESTAQUE!
Estado homenageado participa com três grupos de Bumba Meu Boi, enquanto Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte estreiam manifestações inéditas na edição histórica de 2025.

MARANHÃO HOMENAGEADO
O Maranhão, estado homenageado nesta edição, é representado por três grupos que destacam a riqueza da maior expressão cultural maranhense, o Bumba Meu Boi, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. A manifestação popular reúne dança, música e religiosidade, marcada pelos diferentes “sotaques” regionais.
Estreando no festival, o Bumba Boi de Matraca do Maiobão, de Paço do Lumiar, fundado em 2003, traz seu sotaque cadenciado pelas matracas, contando atualmente com cerca de 300 integrantes. Completam a representação o Boi de Nina Rodrigues, pioneiro na introdução de novos instrumentos em sua orquestra e comandado pela pesquisadora Concita Braga, e o Boi de Morros, que desde 1976 tem sua história marcada pela inclusão feminina em suas apresentações.
ALAGOAS TRAZ COCO DE RODA
Do estado de Alagoas vem uma das novidades: o Grupo Folclórico Cultural Coco de Roda Babaçu, de Maceió. Fundado no bairro Jacintinho, o grupo leva aos palcos do festival uma dança marcada pela alegria das rodas e cantorias tradicionais, com fortes influências africanas e indígenas.
Também de Maceió, retorna ao FEFOL o Grupo Cultural Xique Xique, criado há mais de duas décadas, conhecido pelo seu trabalho social com jovens da comunidade através das apresentações de coco de roda.
ESTREIA DA PARAÍBA
E ALEGRIA DE PERNAMBUCO
Pela primeira vez, o Grupo de Cultura Popular Ariús, de Campina Grande, Paraíba, participa com apresentações variadas que incluem pastoril, coco de roda e xaxado. Desde sua fundação, em 2015, o grupo valoriza as tradições indígenas da região, destacando-se pela variedade de repertórios, figurinos e instrumentos.
De Pernambuco chegam dois grupos ao festival: o inédito Caboclinho Canidé de Goiana, reconhecido recentemente como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, traz tradições ligadas à prática religiosa da Jurema e ao ritual conhecido como “Caçada do Bode”; e o já consagrado Papanguarte Balé Popular, de Bezerros, famoso por suas danças mascaradas típicas do Carnaval local, valorizando o personagem “papangu”.
PIAUÍ RETORNA
E RIO GRANDE DO NORTE APRESENTA COCO
O estado do Piauí volta ao palco do FEFOL com o Congo de Oeiras, que retrata as tradições africanas, com personagens históricos como Rei Congo, Ordenança e Embaixador, numa tradição iniciada em 1983 e que já esteve presente em outras edições do festival.
Pela primeira vez, o Rio Grande do Norte traz o Grupo Parafolclórico Coco do Calemba, de São Gonçalo do Amarante, que une elementos circenses e tradicionais em uma vibrante apresentação do coco, dança popular nordestina caracterizada pela cadência marcada por instrumentos como ganzá, surdo e pandeiro.
SERGIPE ENCERRA COM TRADIÇÃO
Fechando a participação nordestina, retorna ao FEFOL o Grupo Folclórico Batalhão de Bacamarteiros, de Carmópolis, Sergipe, surgido por volta de 1780 em engenhos de cana-de-açúcar. Reconhecido como Patrimônio Imaterial de Sergipe, destaca-se pelos tiros de bacamarte, danças e cantos tradicionais em celebração aos santos juninos.
FESTIVAL CONSOLIDADO
Com mais de 60 anos de história, o FEFOL é reconhecido como o maior festival de folclore do Brasil, atraindo grupos de todas as regiões e fortalecendo Olímpia como Capital Nacional do Folclore. Em sua 61ª edição, conta com mais de 120 apresentações, oficinas, cortejos e atividades pedagógicas gratuitas, celebrando a diversidade cultural brasileira.
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