03 de agosto | 2025

Grupo de Olímpia estreia no Fefol com sete danças e homenagem ao coco de roda alagoano

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Cia Zazuê, criada há apenas cinco meses por jovem olimpiense, estreia no palco do Festival do Folclore com espetáculo autoral inspirado em tradição nordestina e na própria história da fundadora

Da Redação com TV Tem – A Companhia de Dança Parafolclórica Zazuê, formada por 22 integrantes e fundada em fevereiro deste ano, fez sua estreia no 61º Festival do Folclore de Olímpia com um espetáculo vibrante que homenageia o coco de roda alagoano. Com apenas cinco meses de existência, o grupo apresentou sete coreografias em sua primeira participação, consolidando-se como uma das revelações da edição de 2025 do Fefol.

O grupo, criado e liderado pela professora e bailarina Kaynara Salles Rocha, de 25 anos, é dedicado à dança parafolclórica e busca preservar, valorizar e difundir as manifestações culturais brasileiras. A proposta da Zazuê é conectar tradição e contemporaneidade, reinterpretando elementos do folclore nacional com pesquisa e linguagem cênica própria.

HOMENAGEM A OLÍMPIA
E AOS MESTRES DO COCO

A estreia no palco do Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas “Professor José Sant’Anna” começou com um tributo à cidade de Olímpia, com duas músicas que falam sobre o município, incluindo o hino oficial do festival, Festa de um Povo, de Wadão Marques e Decinho Pereira. Em seguida, a Zazuê apresentou seu bloco principal, em homenagem ao grupo Coco de Roda Reis do Cangaço, de Maceió (AL), que inspirou a pesquisa artística e doou parte dos figurinos usados na apresentação.

A companhia é formada por bailarinos, músicos, profissionais de marketing e direção. Embora jovem, sua proposta já demonstra maturidade artística ao construir um espetáculo coeso e com referências diretas às raízes culturais do país. O termo parafolclore designa justamente esse tipo de trabalho artístico: representações de tradições folclóricas por grupos que não são, necessariamente, oriundos das comunidades onde as manifestações nasceram.

TRAJETÓRIA FAMILIAR
LIGADA AO FESTIVAL

A criação da Zazuê tem uma ligação profunda com a história pessoal de Kaynara. Filha de artistas com longa trajetória no Festival do Folclore, ela cresceu envolvida com o evento e sonhava em criar seu próprio grupo. “Sempre tive o sonho de ter o meu próprio grupo e a estreia não poderia ser em outro lugar. Teremos a honra de estrear no solo sagrado da cultura brasileira”, afirmou a fundadora.

O pai de Kaynara foi dançarino, músico, escultor e ilustrador em várias edições do Fefol e teve contato direto com o professor José Sant’Anna, idealizador do festival. Em 2025, ele voltou ao palco, agora ao lado da filha, cantando e tocando no grupo. Também foi dele o desenho que ilustra o cartaz oficial desta edição do festival.

A mãe de Kaynara também tem uma longa relação com o Fefol, tendo dançado e cantado em edições anteriores. Atualmente, integra o grupo vocal da Zazuê e é responsável pela confecção de parte dos figurinos apresentados na estreia.

NOME SURGIU DE SONHO
E TEM SIGNIFICADO ESPECIAL

O nome da companhia também tem origem simbólica e afetiva. Segundo Kaynara, “Zazuê” surgiu de um sonho de seu pai, no qual ouvia o nome do grupo sendo anunciado no palco do festival. Ao pesquisarem o termo, encontraram um significado que se encaixava perfeitamente com a proposta da companhia: “Zazu significa tempo de movimento, de resgatar o que é belo e nosso”.

Animada com a recepção da estreia, a fundadora afirma que o grupo já começa a planejar novos blocos, ampliar o elenco e participar de festivais em outras regiões do Brasil. Mas a estreia no Fefol, para ela, será sempre a mais simbólica: “Foi aqui que tudo começou”, declarou.

 

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