23 de setembro | 2025

Jogo do Amador termina em briga, agressão a árbitro e intervenção policial no Teresa Breda

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Secretário de Esportes, Zé Kokão, esclarece que organização e punições cabem à Liga Olimpiense de Futebol, que definirá o futuro das equipes São José e Vila Raia após confusão generalizada no último domingo.

O que deveria ser uma festa do esporte local terminou em cenas de violência no último domingo (21) no Estádio Municipal Teresa Breda. A partida entre São José e Vila Raia, válida pelo Campeonato Amador de Olímpia, foi interrompida por uma briga generalizada que envolveu jogadores, comissões técnicas e exigiu a intervenção da Polícia Militar. O estopim da confusão teria sido a marcação de um pênalti a favor do São José, aos 10 minutos do segundo tempo.

Durante uma entrevista, o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, José Roberto Pimenta (Zé Kokão), detalhou os bastidores do evento e isentou a secretaria de qualquer responsabilidade na organização e nas decisões disciplinares do torneio. Segundo ele, toda a gestão do campeonato, incluindo a aplicação de regras e punições, é de competência exclusiva da Liga Olimpiense de Futebol.

SECRETARIA APENAS APOIA O EVENTO

Kokão explicou que a Prefeitura oferece apoio estrutural, como a cessão do estádio e do ginásio de esportes, mas não participa das decisões da liga. “Nós da secretaria não participamos de nenhuma decisão da liga, nenhuma, pode ter certeza”, afirmou, acrescentando que se distanciou para não haver qualquer tipo de vinculação política com o campeonato, ciente do histórico polêmico da competição.

Ele relatou que, ao assumir a pasta, os próprios servidores pediram para que a secretaria não organizasse mais o Amador devido ao desgaste e até ameaças recebidas em anos anteriores. A responsabilidade foi então repassada à Liga, presidida por Marco Aurélio.

SEGURANÇA FOI PLANEJADA, MAS NÃO EVITOU A VIOLÊNCIA

O secretário informou que a segurança da partida foi tema de uma reunião na semana anterior ao jogo, envolvendo a Polícia Militar e os presidentes dos dois times, além do presidente da liga. A decisão de separar as torcidas foi tomada em conjunto, dado o histórico de confrontos. “É todo ano briga entre as duas torcidas. Então, eles fazem a melhor segurança”, disse Kokão, mencionando o reforço de policiais de Barretos para a partida.

Apesar do planejamento, a violência eclodiu dentro de campo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que jogadores e membros da comissão técnica partem para cima da equipe de arbitragem após a marcação do pênalti. “Teve agressão, dá pra ver bem claro, bem nítido”, comentou o secretário ao ver as imagens. O jogo ficou paralisado por mais de 20 minutos.

FUTURO DOS TIMES SERÁ DECIDIDO PELA LIGA

De acordo com Kokão, o caso será analisado pela equipe jurídica da Liga Olimpiense de Futebol, que conta com três advogados para deliberar sobre as punições. A decisão não caberá ao presidente da liga, mas a essa comissão, que avaliará as imagens e a súmula do árbitro.

O regulamento do campeonato, segundo o secretário, prevê punições severas para agressão. O artigo 12 estipula que, em caso de agressão física isolada a adversários, o infrator será eliminado sumariamente por dois anos. Já o artigo 12.1, em caso de agressão à arbitragem ou à comissão organizadora, prevê a eliminação automática da equipe do campeonato.

 

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