25 de setembro | 2025

Mortes no Paraná foi crime brutal e um dos cobradores pode ter sido morto antes dos outros

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Estado de decomposição de Alencar indica que ele foi o primeiro a morrer. Outra vítima escondeu o RG no tênis, e pertences como alianças foram roubados. Assista vídeo da Ric TV.

Da Redação com Ric TV – Novas revelações sobre o caso dos quatro homens mortos em Icaraíma (PR) indicam que o crime foi ainda mais brutal do que se imaginava. Além da confirmação de tortura, o estado de decomposição de um dos corpos sugere que ele foi assassinado dias antes dos demais. Outro detalhe chocante é que uma das vítimas escondeu o próprio RG dentro do tênis, como se previsse a morte e quisesse garantir sua identificação.

A advogada das famílias, Dra. Josiane Monteiro, já havia revelado que as declarações de óbito de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso apontam traumatismo cranioencefálico e politraumatismo como causas da morte, indicando que foram torturados antes dos disparos. “Eles passaram por intensa dor e sofrimento. Foi um verdadeiro tribunal do crime”, afirmou a advogada.

EXECUÇÃO ANTECIPADA E PROVA NO TÊNIS

Uma das informações mais impactantes é a diferença no estado dos corpos. Segundo o jornalista Jota Júnior, que acompanha o caso no Paraná, o corpo de Alencar Gonçalves de Souza estava em estado avançado de decomposição, muito diferente dos outros três. A principal hipótese da polícia é que Alencar, por ser o intermediário da cobrança e conhecer os devedores, tenha sido o primeiro a ser assassinado, possivelmente ainda na emboscada inicial.

Outro fato que demonstra a crueldade do crime foi um detalhe encontrado no corpo de Rafael Marascalchi: sua carteira de identidade (RG) estava escondida dentro do seu tênis. A polícia acredita que, ao perceber que seria executado, Rafael teve a intenção de ocultar o documento para garantir que seu corpo fosse identificado posteriormente, um ato de desespero diante da morte iminente.

TRIBUNAL DO CRIME E CATIVEIRO

A tese de que as outras três vítimas foram mantidas em cativeiro por dias ganha força com a diferença na decomposição dos corpos. A advogada Josiane Monteiro já havia levantado essa possibilidade devido à boa conservação dos cadáveres de Robishley, Rafael e Diego, considerando os 45 dias de desaparecimento. A polícia solicitou uma análise do solo para verificar se o terreno teria propriedades de conservação.

No entanto, a diferença entre os corpos reforça a linha de investigação de que Alencar foi morto primeiro, e os demais foram levados para um cativeiro, onde foram torturados e executados dias depois. A Polícia Civil do Paraná continua com as investigações para localizar os foragidos e identificar todos os envolvidos no crime.

ROUBO DE PERTENCES E MAIS ENVOLVIDOS

Apesar de a motivação principal ser a execução, pertences de valor das vítimas, como alianças de casamento, correntes e um relógio, não foram encontrados e devolvidos às famílias, o que é procedimento padrão do IML. Isso levanta a suspeita de que os objetos foram roubados pelos criminosos.

As investigações também apontam para a participação de mais pessoas no crime, além dos foragidos Antonio Buscariollo e seu filho, Paulo Ricardo. A polícia considera improvável que apenas dois homens conseguissem render, torturar e executar quatro vítimas. Suspeita-se que o plano inicial era um sequestro que falhou, culminando nas execuções. Duas pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento, uma delas por estar com uma picape que pertenceria aos Buscariollo e outra por supostamente fornecer as armas.

 

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