04 de outubro | 2025
Família Buscariolo volta a Icaraíma enquanto polícia tenta localizar pai e filho foragidos
Esposa de Paulo Ricardo Buscariolo, grávida de oito meses, reaparece e presta depoimento em meio à investigação sobre chacina que deixou quatro mortos no interior do Paraná

A mulher, que não tem mandado de prisão contra si, procurou atendimento médico em um hospital de Umuarama após passar mal devido ao nervosismo causado pela situação familiar. Ela chegou ao local acompanhada da mãe e recebeu alta no mesmo dia. Durante sua permanência na unidade, foi abordada por policiais e prestou depoimento na condição de declarante — não sendo considerada investigada até o momento.
INVESTIGAÇÃO SOB SIGILO
De acordo com o delegado Gabriel Menezes, responsável pela 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, as informações repassadas por ela podem ajudar a esclarecer o caso e, principalmente, indicar o paradeiro dos dois homens foragidos: Paulo Ricardo, de 22 anos, e seu pai, Antônio Buscariolo. As investigações seguem sob segredo de justiça, e o conteúdo do depoimento não foi divulgado.
O caso teve início no dia 5 de agosto, quando quatro homens desapareceram em Icaraíma: os cobradores paulistas Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Maraskelchi e Robsley Irnani de Oliveira, além do produtor rural Alencar Gonçalves de Souza. Eles haviam ido ao município cobrar uma dívida relacionada à negociação de um sítio com a família Buscariolo.
CRIME CHOCOU O PARANÁ
Mais de um mês depois, em 19 de setembro, os corpos foram localizados em um bunker subterrâneo, juntamente com um veículo enterrado a cerca de quatro metros de profundidade. A descoberta confirmou as suspeitas de homicídio e levou à decretação da prisão preventiva de Paulo Ricardo e Antônio em 8 de agosto. Desde então, pai e filho estão foragidos e não há pistas concretas sobre seu paradeiro.
A volta da esposa de Paulo Ricardo à cidade levanta novas hipóteses sobre o caso. Investigadores acreditam que o marido pode estar nas proximidades de Icaraíma, principalmente por conta da reta final da gravidez. Outros cenários considerados incluem a possibilidade de que a mulher tenha se separado do grupo durante a fuga para receber apoio familiar ou que tenha retornado ao Paraná apenas para garantir atendimento médico adequado.
HIPÓTESES LEVANTADAS
Há também a suspeita de que a família tenha fugido em grupo de até dez pessoas, das quais apenas a esposa de Paulo foi localizada até o momento. Uma terceira possibilidade é que os foragidos tenham deixado o país. Contudo, nenhuma dessas teorias foi confirmada oficialmente.
Dois meses após o crime, as autoridades ainda não conseguiram capturar os principais suspeitos. Diante da complexidade do caso, cresce a pressão por um cerco mais abrangente na região noroeste do Paraná. Especialistas e jornalistas que acompanham a investigação cobram o envio de reforços estaduais e federais para intensificar as buscas.
POLÍCIA COBRA REFORÇOS
Enquanto isso, as famílias das vítimas seguem à espera de respostas. A sociedade local vive em clima de apreensão e desconfiança, temendo a presença dos foragidos nas proximidades. A investigação continua e novas informações poderão surgir nos próximos dias a partir do depoimento prestado pela esposa de Paulo Ricardo Buscariolo.
O caso, que já ultrapassa 60 dias sem solução definitiva, permanece como uma das investigações mais complexas dos últimos anos no Paraná. A expectativa é que o depoimento da mulher possa ajudar a polícia a chegar aos foragidos e esclarecer todos os detalhes da chacina que chocou o estado.
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