11 de dezembro | 2025

Reviravolta no caso Icaraíma quatro meses após chacina que vitimou olimpiense

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Polícia Civil cumpre buscas contra dois agentes por possível favorecimento após execução planejada com armas de guerra.

A Polícia Civil do Paraná revelou novos avanços nas investigações sobre a chacina que resultou na morte de quatro homens encontrados enterrados em uma área de mata em Icaraíma, no Noroeste do Estado. As vítimas desapareceram em 5 de agosto, após seguirem para uma suposta cobrança de dívida. 

A reconstituição técnica indica que o grupo foi surpreendido em uma emboscada preparada no distrito de Vila Rica, logo após chegar ao local combinado. Segundo a polícia, os quatro teriam sido atingidos dentro da caminhonete em que estavam, sem sinais de cativeiro ou tortura. 

EXECUÇÃO PLANEJADA COM CINCO ARMAS DIFERENTES 

As vítimas desapareceram no início da tarde de 5 de agosto, logo após deixarem Icaraíma em uma Fiat Toro. A investigação aponta que atiradores posicionados em pelo menos três pontos diferentes abriram fogo usando cinco tipos de armas — entre elas fuzis calibres 5.56 e .223, além de pistolas 9mm, .40 e .45. 

Os disparos atingiram o veículo por vários ângulos, reforçando que a ação foi rápida, coordenada e premeditada. A Polícia Científica concluiu que os quatro homens morreram dentro da caminhonete. Os corpos foram levados para a chamada “mata do Tenente”, onde foram enterrados em uma cova improvisada. 

BUSCAS CONTRA POLICIAIS CIVIS 

Diante da possibilidade de envolvimento indireto de agentes públicos, o caso tramitou sob sigilo nas últimas semanas. Na segunda-feira (9), a Corregedoria da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra dois policiais civis lotados em Icaraíma. 

Eles não são investigados pelas mortes, mas por possível comunicação com suspeitos após a chacina. A apuração busca esclarecer se houve favorecimento, vazamento de informações ou interferência no andamento das investigações. 

Foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que agora passam por análise técnica para determinar se houve condutas que possam ter contribuído para fuga, destruição de provas ou ocultação de envolvidos. 

FOCO NA IDENTIFICAÇÃO DOS AUTORES 

A Polícia Civil reforça que a chacina foi resultado de uma ação organizada e executada com planejamento prévio. A fase atual das investigações se concentra na análise dos dispositivos apreendidos e na identificação dos autores dos disparos. 

Novas diligências e oitivas devem ocorrer nos próximos dias. 

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