31 de dezembro | 2025
Superação e luto marcam relatos de quem foi forte para atravessar o ano
LIÇÕES DA ALMA!
Quando a disciplina emocional supera a motivação e a dor ensina a viver. Decepções com pessoas próximas e a perda de entes queridos moldaram a visão de mundo de parte dos entrevistados, que agora buscam leveza, proteção familiar e distanciamento de julgamentos desnecessários.
Enquanto para alguns 2025 foi um ano de conquistas materiais, para outros, o período foi marcado por profundas cicatrizes emocionais e aprendizados vindos da dor.
A técnica de enfermagem Cibele Sant’anna descreve o ano com palavras fortes: “perda, dor e tristeza”. Lidando com o luto pela mãe, ela afirma que a maior lição foi entender que “não devemos deixar a dor nos parar”.
Seu desejo para 2026 é visceral e reflete a fragilidade da vida: “colocar pessoas que amo num potinho e esconder desse mundo mau”. O relato de Cibele expõe o lado humano e vulnerável que muitas vezes fica escondido nas estatísticas de fim de ano, lembrando que a presença da família é o bem mais precioso e insubstituível.
DISCIPLINA EMOCIONAL E LIMITES
A empresária Camila Crimberg traz uma perspectiva analítica sobre o sofrimento e o crescimento. Para ela, a grande lição de 2025 foi entender que “disciplina emocional vale mais do que motivação”.
Camila destaca o desafio de sustentar decisões difíceis sem buscar a validação alheia e a importância de aprender a dizer “não”, escolhendo melhor onde investir seu tempo.
MENOS JULGAMENTOS
Essa busca por saúde mental também aparece na fala de Francielly Fagundes, assistente de vendas. Ela relata decepções com pessoas que considerava família, mas que a rejeitaram em momentos difíceis.
“As pessoas te chamam de família… mas no fundo, quando você se torna decepção, você é banido”, desabafa.
Para 2026, ela espera menos julgamentos e que “falar sobre amor não seja apenas em palavras, mas em atitudes”.
LEVEZA NA ROTINA DO LAR
O cansaço emocional acumulado gerou um desejo comum: leveza.
Camila Crimberg resume bem esse sentimento ao projetar o próximo ano: “que a rotina e o dinheiro pesem menos e o afeto e carinho apareçam mais”.
A busca não é por grandes fortunas, mas por “menos preocupação desnecessária” e mais tempo de qualidade compartilhado dentro de casa.
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