22 de janeiro | 2026

Criança de 3 anos inala corpo estranho e família denuncia falha em atendimento de urgência

Compartilhe:

Mãe relata negligência médica em pronto atendimento, dificuldade de encaminhamento pelo SUS e risco a saúde do filho.

Na tarde do último sábado (18), uma criança de três anos precisou passar por atendimento médico particular após dificuldades enfrentadas pela família para a retirada de um corpo estranho pelo pronto atendimento, em Olímpia (SP).

Segundo relato da mãe, identificada pelas iniciais E.B.O., o episódio começou quando o filho inalou um objeto pela narina e passou a sentir fortes dores, o que motivou a busca imediata por atendimento médico de urgência na rede pública.

ATENDIMENTO INICIAL TERIA SIDO NEGADO

Ainda conforme E.B.O, ao chegar ao pronto atendimento, o serviço médico teria sido negado sob a justificativa de que a unidade não dispunha de oxigênio nem de equipamento aspirador para realizar o procedimento necessário. Diante da situação, a criança não teria recebido qualquer intervenção naquele momento.

No dia seguinte, diante da persistência das dores, a mãe retornou ao pronto atendimento, quando a criança foi avaliada por uma médica plantonista. Segundo as informações, a profissional informou que existia um aparelho no local e que tentaria realizar a retirada do corpo estranho, mas alertou que não havia garantia de sucesso, pois a região já estaria inchada.

PROCEDIMENTO NÃO FOI REALIZADO NO MUNICÍPIO

Apesar da tentativa mencionada, a remoção do corpo estranho não foi realizada. A mãe afirma que solicitou encaminhamento para Barretos (SP), onde haveria estrutura adequada para o procedimento, mas foi informada de que, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento não estaria disponível no município, apenas de forma particular.

E.B.O relatou ainda que não conseguiu se deslocar até Barretos por conta própria, alegando não ter rede de apoio, já que é responsável por quatro filhos.

ATENDIMENTO PARTICULAR E RETIRADA DO OBJETO

Diante da urgência e da impossibilidade de aguardar novo encaminhamento, a declarante informou que efetuou o pagamento de uma consulta particular no valor de R$ 750,00. O atendimento ocorreu na Santa Casa de Misericórdia, onde o corpo estranho foi finalmente removido.

Segundo a mãe, o procedimento evitou o agravamento do quadro, uma vez que existia o risco de o objeto ser aspirado para o pulmão da criança.

REGISTRO DE POSSÍVEL NEGLIGÊNCIA

Por fim, E.B.O afirmou acreditar que houve negligência médica no atendimento inicial, relatando que, na primeira procura por ajuda, não houve sequer tentativa de remoção do corpo estranho, apesar do risco à saúde da criança.

O caso foi registrado para apuração dos fatos e eventuais providências cabíveis por parte dos órgãos competentes.

 

 

Compartilhe:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!

Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!

Mais lidas